<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164</id><updated>2012-01-27T18:35:52.711-04:00</updated><title type='text'>Palavra de Nanael</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>242</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-1889081210150331435</id><published>2012-01-27T18:35:00.001-04:00</published><updated>2012-01-27T18:35:52.722-04:00</updated><title type='text'>Menina cinqüentinha</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MvPSYn7tCTE/TyMmW1XVpiI/AAAAAAAAA6o/RoUxY4OWEE8/s1600/Taylor_Elizabeth.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-MvPSYn7tCTE/TyMmW1XVpiI/AAAAAAAAA6o/RoUxY4OWEE8/s640/Taylor_Elizabeth.jpg" width="544" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Uma pequena pausa nos sarrafos das últimas semanas. Estou cansado e estressado, sem cabeça para continuar a revirar a lama da personalidade humana. Falo hoje de uma surpresa aprazível em um lugar insuspeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Foi na terça-feira, em uma padaria aqui perto, na habitual fila do fim de tarde. Por outra porta, ao mesmo tempo em que eu, entrou uma menina em fase ainda precoce da fase adulta. Assim como a &lt;a href="http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/08/menina-oitentinha.html" target="_blank"&gt;oitentinha&lt;/a&gt;, não era a tanto a beleza singela e meiga que chamava minha atenção, mas a caracterização; mais ainda a naturalidade com que se portava naqueles trajes. Não fez gênero, comportou-se com a naturalidade de quem está habituada ao tipo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A saia era curta, logo acima dos joelhos, preta com estampa de pois em um efeito interessante, espaçadas em cima e se acumulando na base, como se fossem flocos de neve em fundo preto. Apesar de curta, e no fim dos anos cinqüenta já havia saias curtas, a saia de tecido fino e cós alto se portava bem. Parecia bem uma névoa com flocos, pendurada à cintura, oscilando com os passos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A camisete com trios de listras da mesma cor branca, mas mais compactas, mostrava bem a honestidade daquela idumentária que parecia não chamar a atenção de mais ninguém. Honestidade que se traduzia também na falta de enchimento. A moçoila em questão é esbelta, e o volume do busto condiz.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os óculos de armação fumê fina e lentes grandes deram moldura àquele rosto delicado, sem excessos de maquiagens. Completando o rabo-de-cavalo negro até a base do pescoço. Tudo bem harmônico e agradável.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Fechando a descrição de sua discrição, sapatos baixos, beges claros, com textura de couro de jacaré, com o bico liso em tom mais escuro. A pose de bailarina, ao ficar parada, deu o a graça cinqüentista, infelizmente só notada (muito discretamente) por mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Parecia-se com uma boneca, mas uma boneca viva, de carne e osso, que por não se portar como se sexo fosse a única razão de viver, teve sua beleza evidente apenas para olhos treinados. Olhos treinados e mentes maduras, que não se esforçam em permanecer na adolescência.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não só a pose, mas a postura civilizada, de manter uma distância respeitosa do freguês da frente, não ocupar mais espeço do que lhe cabia e não berrar para fazer seu pedido à balconista. na realidade nem deu para ouvir sua voz, pois atrás de mim havia o exacto oposto, duas 'senhoras' com roupas 'descoladas' de forte apelo 'jovem'. calças longas, mas nem um milímetro da educação que aquela mocinha demonstrou o tempo todo. E mesmo com visual moderno, falavam asneiras machistas que me embrulharam o estômago, como 'acha que homem troca a família por prostituta', só faltando recitar "O homem em nada peca". Além de não se aterem ao seu espaço e esbarrarem em mim a cada passo que a fila dava.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ah, sim, era tem uma característica que hoje soa como crime hediondo para muitos: é branca. Não vi sinais de bronzeamento, pelo que deduzo ter uma exposição prudente ao sol. Nenhuma queimadura de escape de motocicleta nas pernas. Com tipo de jovialidade que não descambou para a auto destruição em voga, ela personificou o sonho acalentado no meio de século passado; uma jovem bonita, andando tranqüilamente pelo bairro, comprando o que precisa e voltando para casa sem medo... pena que a decadência de Campinas não condiz com aquela figura.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Fomos juntos ao caixa... Digo "juntos" no sentido de "ao mesmo tempo". Ela atravessou a rua amparando a saia ao vento, subindo a rua Rio Verde, enquanto eu segui pela Sergipe. O pouco tempo foi suficiente para perceber que a graça demonstrada na padaria, está também no modo de andar e em sua postura altiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não me engano, não é a primeira que eu vejo trocando os apelos pubianos pela graça e elegância. Por isso mesmo foi até bom não ter chamado a atenção de marmanjos com aborrescência estendida, teriam estragado a cena e atrapalhado a contemplação. Sem exagero, lembrava bem Liz Taylor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-1889081210150331435?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/1889081210150331435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=1889081210150331435&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/1889081210150331435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/1889081210150331435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2012/01/menina-cinquentinha.html' title='Menina cinqüentinha'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MvPSYn7tCTE/TyMmW1XVpiI/AAAAAAAAA6o/RoUxY4OWEE8/s72-c/Taylor_Elizabeth.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-7368130723062413248</id><published>2012-01-19T17:26:00.004-04:00</published><updated>2012-01-22T12:07:09.057-04:00</updated><title type='text'>Cidadão de primeiro mundo; Civilidade</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mMmkPkYENGs/TxiIP_9JQDI/AAAAAAAAA5c/LWimFIR0rFY/s1600/Tokyo-taxis-feature.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://1.bp.blogspot.com/-mMmkPkYENGs/TxiIP_9JQDI/AAAAAAAAA5c/LWimFIR0rFY/s640/Tokyo-taxis-feature.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;http://www100cabecas.blogspot.com/2010/08/logica-da-rendinha.html&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Se o brasileiro se portasse aqui, como (geralmente) se porta lá fora, nossos asilos estariam repletos de políticos desempregados, que por jamais terem aprendido a trabalhar honestamente, seriam todos miseráveis. Quem está acostumado a viajar, sabe que o famigerado jeitinho figura em muitos códigos penais. lamentavelmente, o turista com viés de civilidade geralmente desaparece, tão logo o avião entra em espaço aéreo nacional. A família também corrobora, encorajando o parente a se comportar direito no primeiro mundo, mas manter a pose no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ser gentil, educado e interessado no bem estar comum, custa o mesmo em qualquer país onde se esteja. A diferença é que entre gente civilizada, isso é mais tolerado. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Conforme o cidadão vê lá fora, ser civilizado não dói e não tira pedaço, não custa dinheiro e não muda a orientação sexual; este um 'argumento' muito usado pelos brasileiros. Dessa feita, há mitos de cousas que devem ser feitas lá fora, mas evitadas até o último suspiro em território brasileiro. Asseguro que é mais fácil e repleto de razões ser civilizado do que lhes parece;&lt;/div&gt;&lt;ul style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: left;"&gt;&lt;li&gt;Jogar o lixo dentro da lixeira, não vai desempregar o gari, a função dele é manter a cidade limpa, não correr atrás de um porco bípede. Aliás, o japonês médio, que vive muito melhor do que muitos de nossos ricos, não se constrange em colocar no bolso o papel de bala que não tem onde jogar. O resultado é que as inundações no Japão são de responsabilidade exclusiva da natureza, não resultantes de sacolas plásticas jogadas em bueiros. Vamos, façam uma forcinha! Ninguém te verá colocando aquele escorregadio e resistente saquinho de salgadinho, sabor conservante, na lixeira, basta ser discreto e jogar com cuidado, enquanto passa por ela. Não dói, falo de experiência própria. Pensem bem, antes de agirem como se fossem permanecer jovens para sempre, escorregar em um saquinho metalizado pode ser grave para um rapaz, para um idoso pode ser letal.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Aliás, separar o lixo para facilitar a reciclagem também não dói. Um hábito que denuncia tanto a preguiça quando o desdém pela vida humana, é ensacar vidros, lâminas e agulhas na mesma embalagem, sem qualquer cuidado, como se seus filhos não pudessem (em uma travessura) se ferir naquele mesmo saco de lixo, saindo de casa. Separar metais, plásticos, electrônicos, papel, madeira, vidro, diversos e restos humanos, não dá tanto trabalho como se pensa. Na realidade, até facilita na hora de descartar, por ocuparem vários volumes menores. Ah, a tua cidade não tem reciclagem de lixo? E os catadores de papel e sucata fazem o quê com o que recolhem? Comem? Não, eles vendem para quem recicla. Separando o lixo, eles não vão ter que abrir e (nem todos o fazem) amarrar de novo a boca do saco, o que quase sempre resulta em lixo espalhado pela sua calçada. com menos lixo a ser recolhido pela limpeza pública, esta não só pode se dedicar mais ao desgaste natural da infra-estrutura, como o aterro sanitário dura muitos mais anos, contendo a proliferação de baratas, ratos, vereadores e outras pragas. No caso de enchente, o lixo não vai invadir a cidade.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;"É do governo, então pode quebrar" é um bordão que ouço desde menino. Bem, este bordão idiota acabou legitimando o bem público como propriedade do estado, deste cujos dirigentes daquele fazem o que bem querem. Só que o fazem com o seu dinheiro. Não adianta pensar que o governo paga o estrago como se fosse criador de dinheiro, o dinheiro é teu, é do teu bolso que o tiram. Mesmo quem sonega paga, porque tudo o que compra tem imposto, que é cobrado cada vez que muda de mãos, em cascata; essa conversa de que dois terços de um preço é só imposto, é conversa, passa de noventa por cento. Se quebrar, o conserto vai sair do teu bolso. Mesmo que continue quebrado, o dinheiro vai sair do teu bolso. Enquanto estiver quebrado, vão continuar tirando dinheiro do teu bolso, em ensaios de licitação, até contractarem um serviço meia-boca a preço de construção de mármore, com o teu dinheiro. Conservando, além de evitar danos e ferimentos à sua pessoa, poupa-se o teu dinheiro, que poderá ser utilizado para o teu proveito pessoal. Afinal é teu dinheiro.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Transporte público é muito ruim, com ignóbeis depredando então, nem se fala. Sente na pele o horror de um ônibus mal conservado? Preserve e denuncie, hoje é fácil ter acesso às mídias de massas... E são grátis. Aliás, notaram como os ônibus urbanos são muito mais altos do que deveriam? O ônibus público é um pequeno laboratório de civilidade, porque ensina a não invadir o espaço alheio. Quem entra, tem direito a um lugar, não dois. O banco duplo não é um assento com porta-sacola, bem menos uma cama. Acha um absurdo entrar exausto em um ônibus e ver sacolas onde poderia descansar tuas pernas? Eu também. Por falar em não invadir espaço alheio, phones de ouvido são baratinhos. Ter (e usar em via pública) no som o dobro da potência do motor, só te faz parecer um idiota exibicionista. Acústica e fumaça não têm controle remoto. Em Tóquio, só para constar, é normal os ônibus terem peças de renda nos apoios de cabeça dos bancos, mais normal ainda é permanecerem intactas até que o uso regular as desgaste.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O que seus filhos vêem, pelo que passam, o que fazem e o que aprendem na escola é do teu conhecimento? O que ele aprende ou não na escola, deveria estar no topo das prioridades. Meus leitores sabem o quanto abomino essa onda de permissividade, criadora pequenos tiranos que não respeitam nem a si mesmos. Se o petiz arrancar uma folha de um arbusto de propósito, repreenda-o. É de pequeno que o porco torce o rabo. A diferença entre um biltre perverso e um pai educador não está na lei daquela eca, quem a elaborou está se lixando para isso, ciente da falta de civilidade e (portanto) compromisso do brasileiro para om o país. Os filhos deles, vocês sabem o que fazem com a expectativa da impunidade. Civilize teu filho AGORA, pois a escola é um mini mundo onde ele aprende a se portar, dela ou da família ele tem&amp;nbsp; que aprender a ser civilizado... Sai até mais barato do que mimá-lo e transformá-lo em mais um monstro. Quem não sabe a diferença entre educar e agredir, ou entre privacidade e ausência, melhor não ter filhos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Motociclista que já foi abalroado por um Fusquinha sabe o quanto um carro é poderoso, ainda que a motocicleta seja uma Goldwing. O que Peter Parker aprendeu sobre poder e responsabilidade, não é conversa de gibi. Um Camaro que pára antes da faixa e respeita o sinal, induz os outros carros a fazerem o mesmo. Um Mille que avança o sinal, incita os outros a fazerem o mesmo. Lembremos do efeito manada, muito usado pelas turmas de delinqüentes para encorajar seus membros. A oposição de um só, já abala a confiança do grupo. Seja este "um só", os outros não merecem que desista de teu caráter. É este efeito manada das turmas que faz a índole destrutiva de muita gente vir á tona, como em 'torcidas organizadas', quando poderia ser utilizada como potenciador para algo útil. A animalização da população é uma grande ferramenta nas mãos de corruptos, e veículos radiodifusão são concessões de muitos deles... Entenderam?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sabe aquela de "os ioncomodados que se mudem? Não precisa chegar a tanto, mas muitas vezes o que incomoda no país é reflexo do próprio reclamante. Xingar o Brasil é fácil, já quase não falo em fóruns de jornais, de tanto idiota derrotista que quer ter sempre razão e ataca quem tenta mostrar saídas plausíveis. Os judeus me ensinaram que uma nação não é seu território, sua bandeira, seu hino, sua constituição, nem sua história. O território pode ser tomado ou afundado no mar, uma bandeira muda quando muda o regime, o hino pode ser esquecido e substituído, a constituição muda com o tempo e a história continua mesmo quando o último cidadão morrer. Um país é seu povo. Sem seus cidadãos, o país não existe. Se o povo é ruim, o país é ruim, de onde podemos deduzir que fica fácil mudar o Brasil, fazendo cada um o que lhe compete. Habitue-se a ser civilizado, e cedo ou tarde o caráter civilizatório se tornará mais um puxadinho da tu personalidade; falo de experiência própria.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O que um cidadão civilizado sempre tem em mente, é que ele não é um hóspede de onde mora, é parte do funcionalismo, que tem direito e deveres. Não é difícil, é um pouco incômodo no começo, pode ser demorado, mas fica mais fácil na medida em que se decide a mudar a sua parte que cabe no país. Reclamar do que acontece não é ruim, ruim é reclamar sistematicamente e viver da reclamação, como se ela fosse um ópio. Fingir que tudo está bem e que o governo está fazendo tudo o que pode por quem lhe paga as despesas, é tão ruim quanto, só tem outro rótulo. Reclamar consciente do que se está dizendo e procurar ações para resolver o problema, isto é postura de um cidadão adulto, maduro, que quer e faz por merecer viver em um país de primeiro mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A grande vantagem de ser um povo civilizado, o que começará com a tua atitude auto civilizatória, é que mesmo nas situações de aparente caos, todos conseguem gerir suas próprias posições, assim evitando acidentes; como uma multidão em movimento, ou mesmo um trânsito sem sinalização à vista, como um semáforo queimado. Um povo capaz disso, dispensa a maioria absoluta das leis que regem um país não civilizado... E os parlamenttares perdem importância. Entenderam por quê eles tentam nos manter indolentes e alienados? &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1544932326"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Tendo se decidido a tomar este caminho, não precisa esperar avançar muito nele, o ciddão sofre um efeito colateral letal... para os politipatas que ainda teimamos em eleger: descobre que não é empregado, é sócio igualitário nas ações da companhia que é o seu país. Acontecido isto, não tem mais volta, a civilização torna-se parte de seus hábitos e pensamentos. Sim, decerto que represálias esperam por quem levanta a cabeça acima da fumaça em que a maioria engatinha. E daí? Estou nesta estrada há décadas e sobrevivo. Um só civilizado, em um universo de mil engatinhadores, é capaz de inciomodar muito. Também de transformar muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-7368130723062413248?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/7368130723062413248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=7368130723062413248&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/7368130723062413248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/7368130723062413248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2012/01/cidadao-de-primeiro-mundo-civilidade.html' title='Cidadão de primeiro mundo; Civilidade'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mMmkPkYENGs/TxiIP_9JQDI/AAAAAAAAA5c/LWimFIR0rFY/s72-c/Tokyo-taxis-feature.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-5106603663290073329</id><published>2012-01-13T16:12:00.000-04:00</published><updated>2012-01-13T16:53:34.895-04:00</updated><title type='text'>Todo mundo é perseguido</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Q6H7u5Vod34/TxCPqeQQg_I/AAAAAAAAA44/NBMtKD1YdfY/s1600/1935_AA_v5_n4_detail_sweetened.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="471" src="http://3.bp.blogspot.com/-Q6H7u5Vod34/TxCPqeQQg_I/AAAAAAAAA44/NBMtKD1YdfY/s640/1935_AA_v5_n4_detail_sweetened.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Estética ocidental tradicional??? Eu sou uma ameaça! Alguém me segure!!!!&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É o último grito da moda, sério. Todo mundo resolveu se declarar parte de uma minoria perseguida, mais perseguida do que a própria perseguida.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Nesses dias mesmo, vi reclamações de chateus que acusavam os religiosos (me englobando por generalização) de os perseguirem em fóruns virtuais. Invadindo discussões de religiosos, eles começam a falar besteiras, a xingar todo mundo e depois se ressentirem, quando alguém reage.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Com freqüência tremada, vejo dogmopatas reclamares que são perseguidos pelos católicos, pelos macumbeiros (incluindo de espíritas a budistas) pelos muçulmanos, pelos judeus e, claro, pelos ateus. Aquele adesivo medonho, que muitos colam no carro, dizendo "Em caso de arrebatamento, este carro poderá ficar desgovernado" deve ser de algum neurótico que se sente perseguido pelo próprio Criador.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Também há os camelôs ilegais, que se dizem perseguidos pelos lojistas estabelecidos. Mais do que isso, muitos se dizem perseguidos pelos camelôs legalizados. Preciso dizer que depredar lojas, ônibus e até banquinhas regulamentadas não resolveu cousa alguma?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Há ainda alguns ditos estudantes, que cometeram actos ilegais, sabendo que são ilegais, reclamam do assédio da polícia. Pior, reclamam dos estudantes que não aderem e se sentem incomodados pela fumaça. Já contei-lhes várias vezes de minha experiência em escolas públicas, então estamos conversados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O cúmulo é recente. Ministros de Estado, algumas vezes pêgos no exercício do ilícito, se dizem perseguidos por motivações politicas... Não sei se me engano, mas no código penal isto tem outro nome. Pior é vir gente à público defender, quando não festejam a certeza de que um corrupto sairá impune, chamando de perdedores e viúvas da oposição os que reclamam.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Também há os reles trolls, que danam a escrever porcaria nas caixas de comentários e reclamam que ninguém tem senso de humor, alguns até reclamam porque ninguém reconheceu sua genialidade e a nota fiscal de compra da verdade. E saem chorando, jurando vingança. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Generalizando um pouco, há os que se intitulam defensores de uma minoria historicamente perseguida, que vêem até na frase "O Ágile jé é feio, preto fica horroroso" uma declaração de ofensa explícita aos direitos das comunidades bla-bla-bla bla-bla-bla.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ah, claro, há também os defensores (ainda que às custas de uma nação inteira) de políticos inescrupulosos, bastando que sejam de seu partido ou aliado. Eles também se sentem perseguidos pela oposição, e se diziam perseguidos quando eram oposição e exigiam que um corrupto fosse demitido e preso. Mas nos deles ninguém pode tocar a mão, seja que lado estiver no poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Uma característica coletiva desses perseguidos, é que são exímios perseguidores. Experimente expressar alguma mínima simpatia por algo de bom que seus desafetos tenham feito, ainda que o acto tenha sido um grande serviço à humanidade. Eles simplesmente chamam a turma e te trollam, praticam ciberbullying, publicando mensagens ofensivas à sua pessoa, e de louvores aos seus deuses, que ninguém mais consegue comentar. Quando sai a resposta de alguém simpático à tua opinião, já há dezenas de comentários ofensivos e humilhantes separando as duas postagens.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Seja na vida real, seja na virtual, os perseguidos costumam prestar muita atenção a qualquer termo que possa representar uma "ameaça à causa" que defende. Alguns vão mais longe, passam o dia procurando qualquer termo afim. Não, não é exagero. Há pessoas que agem como soldadinhos da causa, atentos a qualquer palavra, qualquer gesto que lembre vagamente algo que possa significar risco. Buscar "racismo", homophobia, misoginia, xenophobia, elitismo ou qualquer ismo em obras clássicas, faz parte de suas rotinas. Nem colegas, nem amigos, nem familiares são poupados. Eu também não fui poupado, perdi mais de um emprego por causa dessa gente. O que vocês disserem entre amigos, acreditem, pode parar nos ouvidos de um líder radical seja lá do que for, e usado contra vocês em um processo judicial; como acontecer com o Marcos Dotha, autor do maravilhoso blog vintage &lt;a href="http://carissimascatrevagens.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Carissimas Catrevagens&lt;/a&gt;, que eu recomendo e rebebendo, ele foi acusado injustamente de racismo, o que me inspirou o texto &lt;a href="http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2010/04/ditadura-dos-coitados.html" target="_blank"&gt;Ditadura dos Coitados&lt;/a&gt;, onde romanceio o acontecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Atacar e se fazer de vítima é uma habilidade extremamente desenvolvida, nesses novos perseguidos. Um católico soltar "Minha Nossa Senhora!" pode ser o estopim para a indignação de um dogmopata "perseguido pelas bestas-feras do catolicismo", rendendo um espetáculo de atraso mental em público. Se for da família, piorou, ele tenta encher a cabeça de cada um antes que o outro tenha chance de se defender, afinal aquele tem tempo, não raro se permite ter o ponto cortado para gerar intriga, sempre colocando-se como A vítima. Quando a verdade aparece, some sem deixar vestígios até a poeira assentar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Também têm grande habilidade para reconfigurar palavras, dando-lhes o significado que lhes convir no momento, ainda que contradiga o que disseram antes. A facilidade com que dizem "a minha verdade", "a sua verdade" é capaz de fazer qualquer um imaginar que o partido nacional socialista tinha alguma legitimidade, em seus assassinatos, afinal exterminar os outros era a "verdade" hitlerista. Aliás, defendem suas próprias contradições, enquanto atacam as nossas, ainda sejam imaginárias.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Apontar para o cisco no olho do outro, enquanto desviam conversa da trave que têm nos seus, é um hábito arraigado. Um policial que estiver com a farda amarrotada é criticado, mesmo se sabendo que a mesma é descontada do soldo e por isso não pode ter uma coleção delas no armário. Mas não abrem mão do auxílio-paletó que não lhes desconta um centavo do 13º, do 14º e nem do 15º. Aliás, se alguém passar pela faixa no exacto instante em que o sinal ficar amarelo, ele grita e exige punição exemplar, mas o guardinha que lhe multar por parar na contramão da esquina, obstruindo a guia rebaixada e longe do meio-fio, é um partidarista de seus inimigos e o está perseguindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quando alguém (como eu) parece estar conspirando contra as conquistas das minorias oprimidas, ou contra o direito de credo/não-credo/cruz-credo, ou contra a democracia inflável brasileira, ou ainda as legítimas(?) manifestações populares de baixo-ventre, eles se unem e descem a madeira. Quando acham que destruíram o inimigo (e muitos juram que eu saio chorando feito mariquinha, de seus ataques) suas diferenças aparecem e eles passam a se atacar mutuamente, cada um querendo obrigar os outros a adoptarem suas opiniões como a verdade suprema e absoluta.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O treco é ainda mais feio, pois não se resume ao campo ideológico, dogmático, antipático, político, cultural e enigmático. O simples facto de alguém gostar de uma determinada estética é motivo para ataques e acusações. Lembro do caso de uma escola que demitiu uma professora negra, porque ela usava roupas com forte inspiração tribal-africana, alegando que não era aquela estética que eles queriam para seus alunos. Também há o facto de o gosto pela estética ocidental tradicional, gerar protestos, como se o apreciador fosse uma ameaça às conquistas sociais/femininas/políticas/culturais. Como se eu fosse obrigado a detestar os estilos dos anos trinta aos sessenta... e início dos setenta, que a-do-ro confessa e desavergonhadamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Do que eu escrevi, absolutamente nada foi lido em cartilhas ideológicas ou dogmáticas, nem em citações de intelectuais, muito menos de ouvir falar por alguém. Eu conheço tudo isso, já fui vítima de muito disso. Eu sou testemunha de tudo isso. Pelo que já conheço dessa gente, eu bem que poderia criar a organização "Filhos de Soubaim" e começar a atacar gente que pensa diferente, me fazendo de vítima, ganhando simpatizantes, alçando vôos com circunflexo, enfim, mas eu preferi prestar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-5106603663290073329?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/5106603663290073329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=5106603663290073329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/5106603663290073329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/5106603663290073329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2012/01/todo-mundo-e-perseguido.html' title='Todo mundo é perseguido'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Q6H7u5Vod34/TxCPqeQQg_I/AAAAAAAAA44/NBMtKD1YdfY/s72-c/1935_AA_v5_n4_detail_sweetened.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-6027679840286851992</id><published>2012-01-07T15:36:00.001-04:00</published><updated>2012-01-07T15:36:23.299-04:00</updated><title type='text'>Nós, os losers</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-d0dwZVZWyxs/TwiYXBrdt6I/AAAAAAAAA4I/D-kwmUDt5go/s1600/snoopy-and-charlie-brown-1-sutss0yoiw-1024x768.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-d0dwZVZWyxs/TwiYXBrdt6I/AAAAAAAAA4I/D-kwmUDt5go/s400/snoopy-and-charlie-brown-1-sutss0yoiw-1024x768.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Geralmente somos gente boa. Os que tentam ser espertos, bancam os idiotas o tempo todo, viram piada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Um loser não é um simples perdedor, porque este consiste em ser subtraído de alguma forma, como perder a condução a poucos metros do ônibus, esquecer um documento e só lembrar às vistas do atendente ou não encontrar vaga para o lançamento de um filme.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O loser também perde o ônibus, mas nunca de modo que o próximo não fique preso no trânsito e demore uma hora a mais. Esquecer o documento em casa é mole, quero ver alguém não encontrar o documento, ir embora, e só então lembrar-se de tê-lo posto no bolso da frente, justo para não esquecê-lo. Perder o lançamento de um filme ou peça é para amadores, o loser que gosta de um filme clássico como Casablanca entra, por engano na sala de exibição de um onde o roteiro foi usado como papel higiênico, e só consegue sair quando a outra sala já fechou, ou ainda entra na sala certa com um monde de aborrescentes que querem ver pancadaria onde o roteiro virou papel higiênico.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A clássica situação de um loser é a da moeda colada no asfalto. Não sei quem inventou essa #@*$*!!!, mas se o conhecer, o colarei no asfalto da Avenida 85 no alto verão. O coitado do loser está tão imerso em suas desventuras, pensando em como resolvê-las e evitar outras, que nem se toca de que aquela maldita moedinha está colada, ele se abaixa para pegá-la; no mínimo mexe com o pé, na esperança de que esteja solta. Mas se ele a ignorar, outro vem e a pega, porque desta vez é uma moedinha perdida de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Alguém aí já acertou na loto? Eu já, há muito tempo. Não, eu não perdi o bilhete, ele estava em casa. Na época eu era um garoto, a pessoa responsável por levar e registrar, esqueceu justamente o meu bilhete. Em valores de hoje, daria uns três milhões.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ao contrário do perdedor, caríssimos, a desventura do loser não depende só dele. Enquanto aquele faz besteira e colhe o que plantou, o outro costuma contar com a impontualidade, a negligência, os chiliques, a má vontade e toda sorte de problemas alheios. Aliás, em sua fase mais aguda e crônica de baixa mar é que loser mais precisa ser compreensivo com os outros. Não tem jeito, ele se identifica com a tristeza alheia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A vida de consumo do loser daria uma comédia capitalista, sua relação com o fornecedor seria&amp;nbsp; uma tragédia comunista. O que o loser quer, geralmente é difícil de se encontrar, até aqui é algo comum. O problema é quando ele descobre que há um comércio com estoque, só que ele nunca encontra tempo para ir até lá. Isto é particularmente perigoso, porque o que gostamos costuma sair de linha rapidamente. As chances de ele só encontrar aquilo como doador de peças, ou pelo preço de um carro novo, são grandes. Na hipótese de o loser coneguir comprar o que deseja, se não ocorrer um milagre, vai acontecer algo de errado com o producto. Pode ser que venha com um defeito de fábrica, mas algum funcionário sacana da loja o terá usado fora dos padrões da fábrica, depois reembalado, e a tua garantia naufraga. Na hipótese de ele estar perfeito, se alguém não o destruir, um evento grave acomete sua vida e o artigo acaba sendo esquecido, o loser nunca mais consegue usufruir daquilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;As promoções não são para o loser. Se houver um producto quebrado, é o que ele vai comprar, fechado na caixa, com as letrinhas miúdas alertando que é ponta de estoque e a loja não se responsabiliza por quebras. Se estiver em ordem, todo cuidado é pouco, porque será importado e a loja não terá peças de reposição. Quanto mais baixo for o preço, maiores as chances de o loser não conseguir o seu, mesmo que durma à porta da loja. Aliás, provavelmente só haverá promoção depois de ele comprar, pelo triplo do preço posterior. Não importa o quanto valha, para o loser será mais caro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Receber ligação por engano, em horário impróprio, é para os fracos. Eu, um loser de carteirinha e membro do 33° grau da irmandade, recebo ligação de financeiras me oferecendo empréstimos consignados quando estou atravessando a rua, com as mãos cheias de sacolas. Como tenho gente com problemas em casa, não posso deixar de atender. O ápce aconteceu uma vez, no fiofó da madrugada, quando por três vezes meu celular tocou, com uma ligação a cobrar. Tendo que acordar cedo para trabalhar, e uma ligação de madrugada é comum em emergências familiares, acabei atendendo; foi engano... a cobrar... de Santa Catarina.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Em um show, não importa onde o loser esteja, é lá que estará o pior som, a maior bagunça e os banheiros em pior estado. Ver o espetáculo? Só se um dos holofotes queimar, porque estará refletindo, ainda que acidentalmente, bem na tua cara... Mas aí ninguém vê nada e o show é cancelado. Se for um grupo estrangeiro, provavelmente terá sido a última apresentação antes de a banda se separar, ou morrer em um acidente de avião em alto mar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Outra diferença entre o perdedor e loser, é que este jamais se faz de coitado. O loser que se preze sofre com dignidade, de queixo erguido e com uma bolsa de gelo na cabeça. Ele sai a campo para tentar reverter o prejuízo, normalmente contando apenas com seus parcos recursos e sua força de trabalho. O humor de um loser se torna mais fino e rico em ironias, com o passar do tempo e da experiência. Mas também fica mais difícil de digerir, e muita gente acaba levando como ofensa pessoal. O loser não pára para chorar pitangas, ele as chora em movimento mesmo, se parar elas se multiplicam.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Normalmente o loser não tem noção de sua força, ela raramente aparece sem uma situação de alta emergência. Ele costuma ser carismático sem se dar conta, sem sequer tentar sê-lo, às vezes sem querer ser. Colocá-lo no palco é uma roleta russa, ele pode travar de tal modo que serviria de cabide, mas também pode se surpreender consigo de tal modo, que na saída será cercado de gente querendo saber onde fez o curso de oratória. Ele não costuma memorizar citações e passagens históricas, mas consegue facilmente levar para a vida toda as suas lições, cousa que a maioria das pessoas (principalmente intelectuais) negligencia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O loser é um amigo fiél, quase sempre a única pessoa com quem se pode contar na fase mais negra e fria de uma depressão, proque ele sabe o que é isso e não vai tratar como frescura ou um efeito meramente químico, ele respeitará a pessoa. Ficará com a cabeça doendo de tanta tragédia ouvida, mas deixará o outro desabafar até o fim. Ele sabe o que é um coração quebrado, pisado e pulverizado, sabe o que é ser alvo de chacotas, de bullying, o que é ter longas marés de azar e ninguém compreender como não consegue sair dela. O loser sabe se colocar na pele do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O loser por excelência é como Charlie Brown, um humano que merece ser chamado assim.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/vzXv5t4oFJ4" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-6027679840286851992?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/6027679840286851992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=6027679840286851992&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/6027679840286851992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/6027679840286851992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2012/01/nos-os-losers.html' title='Nós, os losers'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-d0dwZVZWyxs/TwiYXBrdt6I/AAAAAAAAA4I/D-kwmUDt5go/s72-c/snoopy-and-charlie-brown-1-sutss0yoiw-1024x768.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-4478088647310167058</id><published>2011-12-30T19:31:00.000-04:00</published><updated>2011-12-30T19:31:24.279-04:00</updated><title type='text'>Agora o tabalho começa!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-li7XUHF6Bgw/Tv5Jjp45inI/AAAAAAAAA3o/Y7eukJcopKA/s1600/bentley_santa_nwgtc_580op.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-li7XUHF6Bgw/Tv5Jjp45inI/AAAAAAAAA3o/Y7eukJcopKA/s1600/bentley_santa_nwgtc_580op.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Nicolau aterrisa, frustrado como em quase todos os últimos anos. Mas não tem tempo para transformar em doninha vesga, os larápios que descumpriram com o trato, depois confirma sua viagem só de ida para algum planeta pré-histórico. Quem disse que varrer o mundo em uma noite é trabalho árduo? Não, a simultâneidade é a parte mais fácil, penetrar na armadura dos adultos corrompidos é que são elas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;No momento desce do trenoporto para sua casa-fábrica, onde Nikole já adianta a estratégia para a próxima jornada. Há anos começou a estender sua jornada de trabalho. Na época de natal, tudo bem, todo mundo está mais acessível, todo mundo se emociona e fica fácil influenciar as pessoas. O problema vem logo depois da meia-noite do dia trinta e um, quando os hormônios egoísticos do baixo ventre sobem repentinamente, fazendo as pessoas pensarem só no próprio prazer. Deixam de se doar umas para as outras, para usarem umas as outras.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Neste meio tempo, as pessoas que vêem no fim do ano a única época em que são consideradas como gente, tendo o mínimo de suas necessidades básicas satisfeitas, passam a ser vistas como estorvos humanos, mais do que em todo o restante do ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Nikole conversou consigo por umas horas e, desde uns anos, Nikolau faz a silente e subconsciente campanha "&lt;a href="http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2006/11/guarde-um-pouco-para-o-carnaval.html" target="_blank"&gt;Guarde um Pouco para o Carnaval&lt;/a&gt;". As pessoas que são assistidas e filmadas com pacotes de alimentos e presentes, não somem depois da pirotecnia de reveillón. Para isso se fez valer do mesmo meio que tantos desocupados usam para fazer o que não presta, o casal, todos os anões e renas, têm seus perfís em redes sociais, com cognomes ridículos, para se misturarem bem á turba de internautas, como "Sãopaulino Hétero", "Anão de Jardim", "Atrapalhador de Papai Noel", "Boneco de Neve Quente", "Nanael Soubaim" entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Como o mês de Janeiro é o único em que eles têm tempo para respirar, usam-no para traçar o plano de ação. Nestes poucos anos, os resultados têm sido expressivos, muitos voluntários têm se encorajado, à margem do apelo para que todos coloquem seu orgasmo acima de tudo... Mesmo apesar dos recentes e agressivos assédios, que atacam quem "reza em vez de curtir a vida"... como se fosse de suas contas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mesmo nos países baixos, conseguiram que pequenos grupos de não radicais começassem a se importar com o próximo, sem a necessidade de uma "causa válida e relevante" para isso. Verificam a situação de cada grupo já formado e estável, para verem o que poderão fazer por seu intermédio. Pelo egoísmo predominante na ápoca, os resultados animam.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Tudo acertado, agora distribuem as tarefas. Usarão os anões para pegarem as famílias em seus pontos-fracos, as crianças. Apesar do chororô inicial, elas rendem boas risadas, com os resultados de sua influência sobre os pais. Dos adolescentes cuidarão as renas, que sabem dar coices melhor do que eles, ou seja, se entendem bem. O casal Noel cuidará dos adultos e seus corações já endurecidos, tarefa para gente experiente e muito bem preparada, porque o terreno é repleto de armadilhas e áreas encrudecidas, já estéreis.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Um anão anuncia que, para este ano, depois do arranca-rabo que sempre há em reuniões de elementais, conseguiu a adesão dos outros três elementos, e também de alguns bruxos para a empreitada. Uma conquista comemorada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Agora vai cada grupo planejar sua ação, em sincronia e sintonia com as dos outros. O casal vai até uma amiga, pedir mais uma vez sua colaboração. Sabem que ela tem feito tudo o que pôde, mas a sede de prazer a qualquer custo e apesar do próximo, dificulta tudo. Pedem com a humildade de um casal santo...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Morte, eu sei o quanto você tem se esforçado, mas precisamos novamente pedir sua colaboração. Passar o resto da vida preso a uma cadeira de rodas, é uma lição muito mais eficaz, para infrator e família relapsa, do que um luto.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Querido Nikolau, eu jamais rejeitaria um pedido seu. Lamento que o suicídio indirecto tenha se tornado uma causa forte e já banal de óbitos, mas asseguro que me apegarei a qualquer mínima chance para evitar levar alguém antes da hora. Qualquer vazinho que ainda conduza sangue, qualquer veia estancada por um músculo retesado ou um osso deslocado, qualquer coisa será utilizada para evitar lutos desnecessários, neste carnaval. O que estiver ao meu alcance, considere feito.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Levam-na, felizes, para um chá, na casa-fábrica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-4478088647310167058?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/4478088647310167058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=4478088647310167058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/4478088647310167058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/4478088647310167058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/12/agora-o-tabalho-comeca.html' title='Agora o tabalho começa!'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-li7XUHF6Bgw/Tv5Jjp45inI/AAAAAAAAA3o/Y7eukJcopKA/s72-c/bentley_santa_nwgtc_580op.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-8922025308733016175</id><published>2011-12-23T17:59:00.000-04:00</published><updated>2011-12-23T18:05:41.075-04:00</updated><title type='text'>Uma criança</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8QghvEQRZK0/TvT5WoHOi-I/AAAAAAAAA2U/RWur3Ibl4Cg/s1600/DSC01082.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-8QghvEQRZK0/TvT5WoHOi-I/AAAAAAAAA2U/RWur3Ibl4Cg/s640/DSC01082.JPG" width="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A criança corre serelepe ao redor da árvore. É uma árvore grande, não cabe sob um pé direito comum. A cerquinha branca é tudo o que impede a invasão. Muito baixa, mas é suficiente para demarcar o limite.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O contraste do verde escuro e envernizado, com os reflexos coloridos e deformados dos enfeites de polímero, não bastassem os pirilampos distribuídos por toda a estrutura, enchem seus olhos pueris. A alegria de estar vendo aquele espetáculo atrai outras crianças, mas àquela, ainda em tenra idade, o valor da novidade se soma ao da beleza que vê.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os pacotes de presentes, ainda mais coloridos, enchem a base da árvore. Ela corre em volta para ver todos, ainda que a presença de tantas outras crianças, a disputar posições, dificulte. Ela corre, tropeça, cai, levanta e volta a correr. Seu riso se confunde com os tantos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Se afasta e vê a estrela no topo, que passou-lhe desapercebida. Não imaginava haver tanta beleza no mundo. A música repetitiva de fundo não incomoda, embala. Crianças gostam de ser embaladas, não necessariamente de serem empacotadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Atenta á mudança da movimentação e olha para trás, um homem estranho de barba e roupa vermelha se aproxima. Não consegue discernir o que as outras falam, todas ao mesmo tempo, mas em tempos diferentes. Vai lá também.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Forma-se uma fila, organizada por assistentes. A primeira fila da vida daquela criança... a primeira de uma série, pobrezinha. Os assistentes lhe perguntam o que quer ganhar do Papai Noel, ela fica tímida, ri e não consegue responder. Vai chegando sua vez e ela fica exitada, vê outras crianças voltando com saquinhos de guloseimas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Chega sua vez e ela fica encantada. A conversa segue em tom estranho ao que está acostumada, ele fala manso, pausadamente. Fazem pose para uma photographia, que será impressa e incluída no saquinho de doces. Ela promete ser uma boa menina, se comportar, ajudar a mamãe e tudo mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Volta com seu saquinho vermelho de bolinhas brancas à admiração. A árvore brilha e cintila de modo harmônico, de acordo com a música de fundo, que finalmente muda. Olha para trás, vendo aquele velhinho bondoso, que continua atendendo as crianças. É um mundo de sonho.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Seus pais chegam e ela mostra o que ganhou. É pega pela mãe e, pelo caminho, vai contando tudo o que viveu naqueles momentos, mostrando insistentemente o saquinho de doces. Mas é hora de irem embora, eles já conseguiram o que queriam. Têm uma cesta natalina para suprir as necessidades da família por alguns dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O mundo de sonhos fica para trás, cintilando nos olhos da criança. Colocam-na e a cesta no carrinho de papelão e puxam-no de volta para casa; um baú de caminhão, abandonado em um terreno baldio e adaptado ao uso. Neste natal, pelo menos neste, terão algo a comemorar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-8922025308733016175?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/8922025308733016175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=8922025308733016175&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/8922025308733016175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/8922025308733016175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/12/uma-crianca.html' title='Uma criança'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8QghvEQRZK0/TvT5WoHOi-I/AAAAAAAAA2U/RWur3Ibl4Cg/s72-c/DSC01082.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-898691871918751182</id><published>2011-12-18T14:32:00.000-04:00</published><updated>2011-12-20T07:38:09.388-04:00</updated><title type='text'>Natal do funcionário público</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lOpduvCOO50/Tu4wPzIhC0I/AAAAAAAAA1k/DriaK9YnZqM/s1600/DIA+DO+PROFESSOR+2++15-10-2009.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-lOpduvCOO50/Tu4wPzIhC0I/AAAAAAAAA1k/DriaK9YnZqM/s1600/DIA+DO+PROFESSOR+2++15-10-2009.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Acessem: http://professoroseias.blogspot.com/&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Será uma maravilha! Oh, que glória de governador tem o Estado de Goiás. Oh, como o funcionalismo estadual é privilegiado! Ganhou de presente do governador, que concedeu espontâneamente, após levar uma série de sentadas da presidente por ter se negado a fazê-lo, e ela mostrado que ainda se lembra do treinamento de guerrilha, o aumento que manda a lei. Como? Simples;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os que não tinham gratificações suficientes, receberam para que seu bruto constasse acima do piso que a lei manda, de modo que a governadoria pode retirar tudo quando quiser, como já o fez noutras vezes. Além de desonerar a previdência, já que gratificação não vira aposentadoria.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os que já tinham, as têm agora incorporadas ao salário, para parecer que houve aumento, na prática quase nivelando os mais graduados aos que só têm licenciatura. E já que o salário consta como acima do piso, com este artifício maravilhosamente perverso, ninguém terá aumento de verdade, continuando a receber vencimentos defasados, que não cobrem os custos que um mestrado ou um doutorado demandam. Alguém aí já tentou importar um livro extremamente especializado, que só foi editado em alemão? O cartão de crédito chora.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Afinal, para quê estudar, né? A escola empurra e o governo dá cestas. Para quem não sabe, o modelo de bolsa família, cheio de falhas altamente vulneráveis, que permite que até deputados a recebam, saiu daqui. O governo não precisa de um povo pensante, precisa de eleitores ruminantes. Do tipo que esquece da época em que Goiânia começou a ter um transporte público decente com microônibus, devidamente organizado e legalizado, que foi sem nenhuma explicação abortado pelo então e actual governador, levando muitas famílias para a miséria, pelo endividamento, e alguns pais de família ao suicídio. Nunca ouviram falar? Claro que não! A imprensa não pode mostrar coisas feias! Não pode, não pode e não pode! Só agora é que começou a assanhar-se, com a popularização da internet livre. Ah, interneteiros maus! Muito maus!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mas tudo bem, tudo o que a imprensa mostrar, as propagandas oficiais desmentem. Basta uma demão de tinta, uns pregos e avisar docemente às professorinhas que "Se não estiver absolutamente todo mundo sorrindo e feliz, você será transferida pra cidade mais distante e miserável de Goiás!" e a cena sai bonitinha. Afinal, ela recebeu um aumento (de carga horária) e tem que justificar a bondade impávida e colossal do governo estadual. Fica a palavra do governo contra os factos das reportagens, e contra a constatação do cidadão, e contra o Ministério Público...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O governo também acabou com a farra dos empréstimos consignados, que dilapidavam os vencimentos do funcionário público. Dane-se que para muitos era tudo o que mantinha suas contas em dia, dada a defasagem salarial, e seu nome de trabalhador honesto limpo. Não é para as financeiras que o salário do funcionário deve ir... Não para as financeiras...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ipasgo tendo o mesmo destino da Caixego, a Celg prestes a ser tomada pela Eletrobras, a polícia se virando com viaturas (carrinhos populares) alugada$, as escolas vigiadas de perto e com mão de ferro. Mas é claro que precisa! Os professores é que influenciam as crianças! Eles não podem ter autoridade nenhuma em sala de aula, tudo o que dizem precisa ser milimetricamente censurado, eles devem passar metade do tempo saudando o governo; estufando o peito, esticando o braço e gritando "Heil!". E depois da aula, para não ficarem à toa, que façam eles mesmos o serviço que cabe ao pessoal administrativo, que já não existe, de organizar diários, provas e freqüências, ignorando o facto de que um professor precisa trabalhar em três escolas estaduais para ter direito ao piso, mais uma maravilha da merdocra... digo, me-ri-to-cra-cia-a que o Estado divulga como a oitava maravilha do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Logo, logo o Estado de Goiás não terá mais despesa alguma com autarquias gigantescas da época da ditadura, simplesmente porque não terá nenhuma. Perderemos todas, sucateadas e reincorporadas pela União, ou vendidas a preço de banana. Típico da tucanalha, que descobriu que o funcionalismo público é o único e verdadeiro culpado pelas mazelas fiscais do Brasil. Então que se destrua o aparelho estatal, ainda que pequenas comunidades não tenham demanda suficiente para justificar o investimento privado, para os serviços básicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mas o que importa, tudo o que importa, é que o piso está sendo respeitado, a lei está sendo seguida (de perto, para não falar demais) e todos estão felizes. O governo de Goiás deu ao funcionalismo algo interessante para pensar, neste fim de ano, dando muito mais significado ao seu natal... O significado do ódio, do rancor, do desejo de vingança como jamais vi em meus conterrâneos. Ou pensam que o governador usa helicóptero só por causa do trânsito, e seu secretário sem educação foi execrado dos grupos virtuais de educadores só por ciberbulling?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Se cuidem, politipatas do Brasil. A massa crítica de insatisfeitos que vocês tanto temiam e se esmeravam em evitar formar, já existe e é maior do que o necessário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/2U-nM8Tp78Q" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-898691871918751182?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/898691871918751182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=898691871918751182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/898691871918751182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/898691871918751182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/12/natal-do-funcionario-publico.html' title='Natal do funcionário público'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lOpduvCOO50/Tu4wPzIhC0I/AAAAAAAAA1k/DriaK9YnZqM/s72-c/DIA+DO+PROFESSOR+2++15-10-2009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-4691176257152345046</id><published>2011-12-16T20:22:00.000-04:00</published><updated>2011-12-17T07:15:42.670-04:00</updated><title type='text'>Guilhermino está morto</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RU6AAGpQuII/TuvfnX9tENI/AAAAAAAAA1U/hD0rDYUpdYc/s1600/DSC00548.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-RU6AAGpQuII/TuvfnX9tENI/AAAAAAAAA1U/hD0rDYUpdYc/s400/DSC00548.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Guilhermino corre pela praça, com avós a observar, descobrindo entre os canteiros o mundo de cheiros e formas a se revelar. Seus sonhos são pueris, mas não menos dignos de investimentos, o menino não conhece tempo, só sonha em seus doces momentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Olhando uma joaninha em uma maria-sem-vergonha, imagina que seja um Fusquinha filhote, e dentro dele se sonha. Sonha seu mundo tão jovem, sem prazos para cumprir, sonha com passeios em família, todos juntos a sorrir.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Guilhermino aprendeu, no entanto, que coisas bonitas podem ferir, mesmo sem querer, e que mesmo pessoas bonitas e boas podem por-lhe em pranto. Os prantos do menino são breves e passam com o sono, onde mergulha em seu mundo maior, onde ainda consegue voar, sem tempo para chorar por uma sensação de abandono.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Guilhermino cresce sem perceber sua mudança de visão deste mundo, ainda é criança e não nota, as cores permanecem em tom sempre profundo. O menino sabe relevar, é boa companhia, tem sorriso pronto e olhar meio tristonho, parece estar sempre carente e gosta de abraçar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;À margem da aspereza dos que o cercam, o menino continua sonhando com o mundo que quer. Se distrai nos jardins da praça e nele mergulha sem ver o tempo passar. Guilhermino já entende o tempo e sabe das urgências que ele cobra, por isso hoje tem um relógio, só não tem mais desculpas para se atrasar; ainda se atrasa, de vez em quando.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;À medida em que cresce, alguns começam a se decepcionar, ele não está se tornando o que querem que seja. O que ele quer ser, pouco importa, importa que as expectativas criadas sejam satisfeitas. Mas não perdem as esperanças de posar ao seu lado, com centenas de aduladores ao redor, para uma photographia de capa de revista. Guilhermino, pelo contrário, quer ganhar a vida na discrição, sem alarde e sem adulação. Não que não queira prosperar, longe disso, mas quer sair às ruas com a mesma tranqüilidade que tem agora, colocar esposa e filhos no carrinho para andar pela cidade. Não é por ser risonho que aprecia a notoriedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Já garoto, com afazeres de sua responsabilidade, Guilhermino se esforça em continuar sorrindo. O mundo não perdoa o crescimento, mas ele mantém vivos seus sonhos, sabe o que quer e traça o caminho que pretende seguir. Solícito, é sempre o primeiro a ser lembrado para um pagamento de última hora, uma compra em loja distante, um bom meio de poupar ida e volta de táxi, já que não se importa em andar de ônibus. Mas mudou, entretanto, a percepção de Guilhermino deste mundo ferino. À medida que cresce, mais gente se decepciona, se pergunta aonde foi parar aquela genialidade, a criatividade, e todos os talentos que demonstrava em tenra idade. Só não se lembram que já não tem tempo, que a convivência é cada vez mais escassa e que as responsabilidades o chamam a todo momento. Não que se importem.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Guilhermino, rapazote cada vez mais cobrado, atolado em responsabilidades. Mas ninguém acha que são muitas, sempre que cabe mais uma. Como só o notam quando está descansando, não acreditam que seu tempo seja tão tomado. Do pouco que ganha nos bicos que consegue, deixa metade em casa. Seus sorrisos não são mais os da infância, embora ainda sejam fáceis, mas seus sonhos estão firmes, os mantém em mente para quando puder pô-los em prática. Uns são sofisticados e demandarão anos de trabalho árduo, mas a absoluta maioria não passa de cousas simples, como ter seu próprio teto e decorar o lote com mistos de flores e ervas. Sonha, Guilhermino, se é o que mantém suas esperanças vivas, sem elas a morte em vida se anuncia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Praticamente todos estão decepcionados com Guilhermino. Esperavam que já estivesse brilhando, fazendo o que gostariam que fizesse, trabalhando com o que gostariam que trabalhasse, sendo o que gostariam que fosse. Que importa o que ele quer? Nem isso ele conseguiu! Passam a cobrar, com ar de piedade, o sucesso que ainda não mostrou.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Guilhermino se afasta de muita gente, para evitar cobranças daquilo que não prometeu. Já é suficiente a dor de ver seus sonhos se desmanchando sem terem tido a chance de nascer, seus lutos se acumulando e perceber que só pode se apoiar sobre suas próprias pernas. Refaz o roteiro de sua vida para compreender onde falhou para tantos fracassos, aprendendo aos poucos que nem tudo depende só de sua ação. Sua luz se torna mais difusa e sua lente mais opaca, ele não atrai mais a admiração que tinha quando criança. Já é difícil manter um sonho aceso, as esperanças de obtê-los escasseiam com os dias passantes, sabe que não pode contar com absolutamente ninguém, pois vão cobrar-lhe o que já fez como se não tivesse tentado, mudança de rumos como se tantas vezes já não tivesse mudado, vão cobrar-lhe o sucesso que seus primos conseguiram e ele não, como se estivesse acomodado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A idade já madura não perdoa Guilhermino. Nem pais mais tem, parentes há muito não vê, não conseguiu constituir família e todos os seus sonhos viu morrer. Não que não tenha lutado, feito o que estava ao seu alcance, mas as lutas ingratas foram as que cruzaram seu caminho. Guilhermino não sonha mais, não vê no horizonte mais do que uma névoa densa e escura, não enxergaria sua mão se esticasse um braço à frente. Ele trabalha para se manter e levar a vida até o fim, para não ser também acusado de covarde e desertor, de fracassado e mentiroso já o causam sempre que o encontram. Mas são encontros esporádicos e acidentais, que não delonga, os laços genéticos não têm força alguma quando a dignidade é atacada. A pouca dignidade que conseguiu preservar é tudo o que lhe resta. Não tem mais esperanças de melhorias, não alimenta mais os sonhos que mal nascem e já têm óbito, nem mesmo o choro consegue ter a contento.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Guilhermino faz o percurso diário, casa-trabalho-casa sem mudar a rotina. Perdeu o gosto por qualquer entretenimento, sente-se perdido em suas horas vagas. Os desenhos, que outrora fluíam em profusão, hoje estacionam na metade, sem linhas contínuas e sem qualquer acabamento, indo invariavelmente para o lixo. Só não perdeu ainda gosto pelas músicas antigas. Às vezes ouve algo melancólico, triste, para se assegurar que ainda não perdeu sua humanidade, é o que o mantém minimamente digno, ainda se importando com as pessoas e ainda não se importando em ser-lhes útil. Dorme cedo na solidão do casebre, acorda antes de o sol raiar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Guilhermino dispensa protestos de piedade, dispensa adulação, dispensa até mesmo ofertas de ajuda para mudar de vida às custas de e perder sua dignidade. Ele não quer compaixão. Todas as manifestações de compaixão vinham acompanhadas de um "O que você fez de errado?". Na verdade já não tem certeza alguma do que quer, faz tempo que não constitui diferença alguma, só sabe o que não quer. Não quer ter o mesmo destino do garoto alegre e sorridente, porque este, pela sobrevivência de Guilhermino, está morto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-4691176257152345046?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/4691176257152345046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=4691176257152345046&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/4691176257152345046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/4691176257152345046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/12/guilhermino-esta-morto.html' title='Guilhermino está morto'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RU6AAGpQuII/TuvfnX9tENI/AAAAAAAAA1U/hD0rDYUpdYc/s72-c/DSC00548.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-9124371800161593923</id><published>2011-12-10T06:41:00.001-04:00</published><updated>2011-12-10T14:36:24.663-04:00</updated><title type='text'>Pixadores malditos!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oQKXyKV6p_I/TuNHdb9Vs-I/AAAAAAAAA0Y/FfIQDPhwZVk/s1600/guernica-picasso.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="283" src="http://1.bp.blogspot.com/-oQKXyKV6p_I/TuNHdb9Vs-I/AAAAAAAAA0Y/FfIQDPhwZVk/s640/guernica-picasso.jpg" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ele sai, ainda tonto pela 'balada' da noite anterior, rindo. Nota algo estranho na cor do muro e vai ver. Vê e fica possesso! Não sabe como aquilo foi feito tão rapidamente em uma só noite, nem como não chamou a atenção de ninguém, mas está lá. Seu muro está completamente tomado por tinta, traços, curvas e tudo mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O que mais o irrita, é saber que não adianta denunciar, que certamente o autor (ou autores) o conhece e fez aquilo em represália. Jura aos brados que se vinga, mas não sabe ao certo contra quem. A indignação de ter tido seu lar violado exalta seus ânimos, ainda mais que ainda está sob efeito etílico.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;As pessoas começam a aparecer e confirmam que tinham ouvido falar. A notícia se espalhou rapidamente pelos bairros da região. Isso é óptimo! Além de ter tido seu muro enchido com cousas às quais odeia, contra sua vontade, agora terá também que agüentar ser alvo de olhares da comunidade. A pintura esquisita está lá, enorme, cobrindo todo o seu muro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por que não respeitam o território alheio? Por que se dão ao trabalho de sair de suas casas, que devem ser distantes, só para descaracterizar um muro sem a autorização do proprietário? Ah, mas isso não fica assim! Ele vai chamar sua turma para tomar as devidas providências. Enquanto ele sai, o povo photographa, nunca tinha visto um quadro como aquele, na verdade a maioria deles tem acesso à internet, mas só para ver besteira e falar besteira em fóruns virtuais.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A turma chega e vê o estrago. Adjetivos dos mais depreciativos são soltos em profusão,&amp;nbsp; enquanto fazem lá mesmo o planejamento para o revide. Listam uma relação de residências e comércios que podem ser os alvos, elegem os prioritários (embora não saibam o que signifique a palavra) e vão à desforra.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Chegam à região pretendida e se surpreendem. Estiveram lá há poucos dias, mas está tudo muito diferente. Quase todos os muros foram substituídos por grades, e os que ficaram estão quase totalmente cobertos por trepadeiras florais, guarnecidas por estreitos gramados. E agora? O que hão de fazer?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Um cidadão aponta o dedo. Eles ensaiam uma afronta, mas logo outros fazem o mesmo e começam a gritar "Chamem os meninos, são aqueles pixadores malditos", "Ah, voltaram, vagabundos?" e eles percebem que estão em nítida desvantagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não foi só o paisagismo que mudou, a comunidade local também está diferente, está unida. Eles cercam o grupo, que começa a evocar os direitos humanos, alegar inocência, pedir um advogado e tudo a que estão acostumados a fazer para se livrarem das conseqüências de seus actos. Todos começam a sacar photographias de seus antigos muros completamente pixados, repintura após repintura, eles soltam pequenos risos que despertam a ira dos mais exaltados, então começam a chorar. Vêem que agora os intelectuais que tanto defendem sua liberdade de expressão onde e como bem entenderem, mesmo que à revelia e recusa dos moradores, não podem ajudar agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os meninos chegam na viatura, com a imprensa, e eles começam a se fazer de coitados por causa dos tapas que levaram, por terem rido de seu mal-feito. Mas em vez de adulá-los, desta vez os repórteres, que também já foram vítimas de pixações, lhes mostram vídeos de câmeras de segurança mostrando-os em flagrante delito. Infelizmente um deles é menor e não poderá nem mesmo ser obrigado a repintar muros, falta um mês para completar dezoito anos, embora sua reincidência contumaz vá lhe valer uma pena. Mas os outros seis, que sempre se valeram do número para intimidar as vítimas, estes poderão ser processados. A quantidade de latinhas de tinta preta em uma sacola serve de prova de suas intenções.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Na delegacia, aos olhos do conselho tutelar, o menor dispara a tagarelar, reclamando da invasão de território, do estrago que fizeram no seu muro, que é a vítima da sociedade, que é rebelde porque o mundo quis assim, porque nunca lhe trataram com amor, que queria ser como uma criança, cheio de esperança e feliz. O conselheiro lamenta, mas diz que desta vez perderam o apoio da sociedade, que já sabe que para fazer filhos ele é adulto suficiente, para assumí-los nem tanto; já são seis na fila, à espera da maioridade do sujeito, para entrar com processo de reconhecimento de paternidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ele se revolta. Não admite, não tolera a menor hipótese de ter que arcar com seus actos, suas palavras e sua má conduta. Xinga seus pais, por não estarem lá para livrar sua cara, xinga o mundo por não ter lhe dado o que queria, quando queria e do jeito que queria, jura vingança e é logo alertado pelo delegado que "Tudo o que disser está sendo gravado e será usado para os devidos fins", então ele se cala.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Acusação contra o grupo? Em princípio, formação de quadrilha e corrupção de menor, mas encontrarão outras no decorrer das investigações. Um deles tem um utilitário esportivo com poucos anos de uso, incompatível com a situação econômica que alega. Ao perguntarem quem vai tirar "aquele lixo" pintado no muro, ouvem a mesma resposta que o delegado costumava dar aos moradores do bairro, mas agora com a boca cheia de satisfação:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Vocês. Alguém aí tem provas? Suspeitos? Tem? Então a Guernica de Picasso é de sua responsbilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os detidos são encaminhados às celas que lhes cabe, exceto o ainda menor, que fica preso às vistas de todo mundo por não poder ser encarcerado com maiores de idade. Ele tenta esconder o rosto, enquanto a reportagem faz seu serviço e grava depoimentos. À pergunta de como aquele quadro foi pintado tão depressa, um cidadão diz que se valeram das facilidades da tecnologia moderna, encomendaram um decalque gigante e o aplicaram em minutos, com a ajuda de uma dúzia de vizinhos. Agora, unidos, são vizinhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-9124371800161593923?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/9124371800161593923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=9124371800161593923&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/9124371800161593923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/9124371800161593923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/12/pixadores-malditos.html' title='Pixadores malditos!'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oQKXyKV6p_I/TuNHdb9Vs-I/AAAAAAAAA0Y/FfIQDPhwZVk/s72-c/guernica-picasso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-3601951760895505349</id><published>2011-12-06T15:14:00.001-04:00</published><updated>2011-12-06T16:16:02.029-04:00</updated><title type='text'>Ornitorrinco da páscoa</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RTi8GGYWv2c/Tt5vHVIXArI/AAAAAAAAAzw/AnZE9z8_eWU/s1600/Duck_billed_platypus_schnabeltier.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="249" src="http://4.bp.blogspot.com/-RTi8GGYWv2c/Tt5vHVIXArI/AAAAAAAAAzw/AnZE9z8_eWU/s400/Duck_billed_platypus_schnabeltier.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Nicolau abre a primeira cartinha e estranha o nome do remetente: Coelho da Páscoa. Lê com urgência...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Querido Nicolau, desculpe incomodar, mas o assunto é sério. Eu quero um substituto. Eu sei, já apareceram vários desenhos animados idiotas sobre "o coelhinho que desiste da páscoa" e tudo mais, mas o meu caso é sério mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Sabe, eu não me importo com uma criança pensar que eu sou ovíparo, aliás, um vegetal ovíparo, que bota ovos de chocolate. Tudo bem, a fantasia faz parte do amadurecimetno. Charges jocosas eu tiro de letra. Mas a cois não é por aí. A páscoa deixou de ser o que era, Nicolau. As crianças não se preocupam mais em esperar o domingo pascal, procurar o ovo pela casa e fazer aquela festa quando o encontram. Elas estão virando verdadeiras pipas, comendo quilos de chocolate ruim, cheio de gordura hidrogenada, se empanturrando tanto que nem dão bola para o dia, menos ainda para a mensagem que ele dá.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O pior é que isso vem dos adultos, eles não dão a mínima para o fator surpresa, para a expectativa, pra porcarinha nenhuma! eles compram o ovo por causa do brinquedo horroroso, feito com mão-de-obra semi-escrava que o acompanha. A criança nem vê que está comendo aquepa porcaria gordurosa com aroma de cacau, enquanto manipula a bujiganga. Resultado: come demais, passa mal e todo mundo culpa a páscoa, mais precisamente a minha pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Isso não bastassem os ataques directos. Eu estava vistoriando uma plantação de cacau, quando um cara pe pegou e insistiu para que eu lhe desse um ovo. Aliás, ele queria me ver botando um ovo! como eu não o fiz, me colocou num galinheiro, pra ver se o galo me fertilizava. Fiquei três meses com marcas de esporões pelo corpo, já há uns dias o meu pelo voltou a ser o que era.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Doutra vez eu tive sorte de estar alerta e correr, porque um maluco queria enfiar um pegador de macarrão na minha "cloaca" pra tirar um ovo na marra! Ele queria me virar pelo avesso! Os únicos ovos que encontraria, ele não iria querer comer.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Isto é cousa que vem acontecendo há décadas, Nicolau. Eu estou cansado! Quero voltar a ser um coelho normal, ter uma morte digna nas presas de um predador natural, ou (de preerência) de velhice, na floresta. Não quero morrer estripado por um psicopata chocólatra. Para não dizer que eu estou abandonanco o barco ao léu, sugiro outro bicho para me substituir, o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ornitorrinco" target="_blank"&gt;ornitorrinco&lt;/a&gt;. Pensa bem, ele é carismático, é raro, endêmico da Austrália, bota ovo de verdade, enfim, tem tudo para ser o bicho da pa´scoa perfeito! E por ser endêmico, ninguém vai procurar um ornitorrinco para ver se bota ovos de chocolate. E ele sabe se defender! Ele nada com maestria e se vê livre de caras como os que me perseguiram, numa boa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Pensa com carinho, Nicolau. A gente se conhece desde que o Arquiteto começou a juntar poeira estrelar para formar este planeta, quando ainda éramos apenas ideias vagas de amor e fraternidade, para uma humanidade que estava longe de existir, e que ainda hoje não aprendeu a lição. você ssabe que eu não nego fogo no trabalho, mas já faz tempo que o meu perdeu o sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Dada a ugência, Nicolau manda Rudolph buscar o amigo, para conversarem pessoalmente...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Coelho, você já conversou com o Perna-Longa?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Já, ele disse que eu não agüentaria um mês longe das minhas funções, mas não me deu maores detalhes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Isso porque ele mesmo já tentou pendurar as chuteiras. Você não suportaria um mês longe dos preparativos para a páscoa, que não tardam a começar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Dá-se uma pausa para reflexão e medição das palavras... &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;- Coelho, eu poderia atender ao seu pedido, mas não devo. Esta missão é sua. Espere eu terminar, por favor. Faz umas décadas que eu pensei em desistir também. No começo eu mandava brinquedos para quem merecia, dando prioridade par as crianças mais pobres. Eu não dava porcarias que quebram com uma semana de uso, nem coisas que se podiam usar par tripudiar, exibir poder econômico, enfim. Os brinquedos serviam como argamassa para unir a familia em torno da criança; ajudar a edificar o lar, como dizem as pessoas. Mas há um século a revolução industrial mudou as coisas. Eu esperava que mais crianças pudessem ter acesso a bens de consumo, para suprir suas necesidades físicas e intelectuais, mas aconteceu o contrário, demitiram os apis das crianças para que elas fossem contractadas pela metade do salário, como aconteceu com as mulheres. Foi um desgosto imenso. Até a segunda guerra mundial, o quadro só piorava. Com o fim dos conflitos, parecia que tudo tomaria rumo, mas foi efêmero, logo as pessoas voltaram a se virar para seus umbigos, e as crianças voltaram a ser apenas peças de um quadro que queriam ver.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quando &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Haddon_Sundblom" target="_blank"&gt;Haddon Sundblom&lt;/a&gt; se usou como modelo para criar o 'Papai Noel' padrão de hoje, eu vi naquela doçura de traços um fio de esperança, mas insuficiente para apagar minha decepção. Ele fez a ilustração pensando na neta. Foi quando o Arquiteto me chamou para uma conversa, pelos idos de 1972. Ele me mostrou o sorriso das crianças pequenas, ao verem aquele vovô barrigudo, de bochechas rosadas e semblante doce, mesmo que só por um cartaz. Eu vou te repassar o que Ele me disse.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Coelho, nosso trabalho não é consertar o mundo, não é acabar com as guerras, não é dar oportunidades de trabalho digno para todos, não é promover o entendimento entre as nações. O nosso trabalho é o que já fazemos. Nós somos apenas ferramentas, peças para fazer tudo funcionar. Pacificar o mundo, dar justiça social, unir os povo é trabalho para os homens. Se você for embora, as coisas não só não melhoram, como tendem a piorar, porque a frieza calculista que muitos teimam em chamar de intelectualidade tenderá a dominar o mundo, e você sabe que ser frio e calculista é atributo de todo psicopata. Você não quer que tosas as crianças se tornem adultos psicóticos. Os arquétipos surgidos de criaturas como nós, embora usadas de modo leviano e irresposável pelo comércio, são de suma importância para a cultura ocidental, e hoje para boa parte do oriente também. Nossas imagens são a única referência de bondade e caridade que muita gente tem. Sim, é uma referência calçada no estereótipo de uma fantasia, mas é tudo o que eles têm. Até a extinta União Soviética permitia a divulgação de nossas figuras! À moda deles, mas permitia. Sem nós, muita gente perde tudo o que tem, tudo o que lhes dava uma razão para continuar vivendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Essa conversa de que as crianças se desesperariam se algum chateu ou um dogmopata declarasse que estamos mortos, não é mito. Muitas crianças ainda crescem acreditando que sendo boas e se esforçando, receberão sua reconpensa. Mesmo com o choque da adolescência, essa base pode moldar um adulto saudável, sem muitos apegos ao passado e sem muitos rancores do mundo. Infelizmente muitos adultos se negam a assumir seus papéis de pais e trocam a convivência por dinheiro. Lamento, mas não faz parte de nossas atribuiçõs interferir, já somos muito ocupados em manter focos de civilidade e fraternidade. Às vezes aparece alguém que entende realmente o que fazemos e nos utiliza para os fins devidos, então podemos agir um pouquinho, mas é só. Se você acha que o mundo comercial é tão ruim, é porque não teve tempo para ver como são tratadas as crianças presas em ditaduras qeu se dizem populares. Aqui, pelo menos, nossas figuras estão vivas e podem suscitar algo de bom. Nosso sumiço não vai melhorar absolutamente nada, Coelho. Deixe o comércio de lado, ele não é de nossa alçada, nem dependemos dele para viver; já existíamos como folclore séculos antes. Mas ele, sem nós...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Desaparece. Vai à falência. Quebra.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Um dia as pessoas verão quem realmente depende de quem nessa história. Até lá, continue na sua seara, que há muito mais em risco do que os adultóides metidos a intelectuais acreditam. Além do mais, quem é que vai querer cantar "ornitorrinco da páscoa, que trazes pra mim...". Coelho, ornitorrinco não dá pulinhos! Se ele carregar os ovos, vai lambrecar tudo, porque ele anda mais rápido nadando debaixo d'água. Vou providenciar a segurança para você fazer seu serviço em paz, mas esquece essa história de abandonar a páscoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O coelho pensa, balança um pouco as orelhas e concorda. Vai embora, que os preparativos apra a páscoa começam antes do ano novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-3601951760895505349?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/3601951760895505349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=3601951760895505349&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/3601951760895505349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/3601951760895505349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/12/ornitorrinco-da-pascoa.html' title='Ornitorrinco da páscoa'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RTi8GGYWv2c/Tt5vHVIXArI/AAAAAAAAAzw/AnZE9z8_eWU/s72-c/Duck_billed_platypus_schnabeltier.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-1929043884944444628</id><published>2011-12-02T14:34:00.001-04:00</published><updated>2011-12-02T18:49:52.540-04:00</updated><title type='text'>Difícil de entender</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dOXLc5c89ZI/TtlVeoQFkOI/AAAAAAAAAyo/IdWf_9xv8cg/s1600/Amusement_Cafe_Maid_in_Japan.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://2.bp.blogspot.com/-dOXLc5c89ZI/TtlVeoQFkOI/AAAAAAAAAyo/IdWf_9xv8cg/s640/Amusement_Cafe_Maid_in_Japan.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Como assim, não está entendendo?&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Faz não mais do que dois meses, lembrei-me hoje de um episódio que presenciei dentro do ônibus.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Dois cidadãos estavam conversando, deu para entender que moravam ambos na cidade, quando um perguntou se o ônibus passava em certo lugar. O outro não entendeu. Ele insistiu, talvez na tentativa de ser mais didático, mas foi em vão. O que pude ouvir con clareza é que um perguntou de o "oimbu" ia até certo ponto, enquanto o outro 'achava' que ele tinha entrado no "ombz" errado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Embora em nenhum momento tenha havido animosidade, a frustração de ambos era patente, por não conseguirem se entender. Um deles desceu sem que tivessem entrado em um acordo, e sem que nenhum dos dois tivesse dito 'ônibus', entre outras expressões que os fazia parecer serem de países diferentes. Mais ou menos como se um brasileiro aprendesse um pontunhol mal arranhado e tentasse conversar com um argentino; mas eles moram na mesma cidade. Imaginem se a discussão fosse sobre mulheres, não duvido que um interpretasse que o outro estivesse se insinuando para a sua.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não muito tempo depois, indo para um dos encontros interclubes de veículos antigos (todo último domingo de cada mês, exceto em Dezembro, das 09h às 13h, no mercado coberto da Paranaíba; prestigiem) presenciei novamente a cena, duas mulheres, aparentemente jovens, entre vinte e sete e trinta anos, eu diria. Ambas com novas e bizarras variantes da palavra 'ônibus' que ninguém mais entendia, além delas mesmas. Novamente não se entenderam.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Para não dizerem que é só nos hospícios sobre rodas que isso acontece, já ouvi na rua, do meu quarto, uma discussão acalorada entre dois indivíduos que não se entenderam, e no final perceberam que estavam dando nomes diferentes ás mesmas cousas. Pararam de discutir a um passo de se agredirem.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não pensem, os mais jovens, que 'antigamente' não havia gírias e bordões de grupos restritos, havia, mas ninguém se esquecia do vocabulário básico da língua oficial do país, assim até mesmo o diálogo entre um gaúcho e um amapaense tornava-se possível, com pequenos esclarecimentos no decorrer da conversa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não é de hoje que o relaxamento com a língua vem acontecendo, mas é recente o apoio oficial. Aliás, está do jeito que a politipatia brasiliense gosta. A deforma ortographica não foi aprovada à toa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Há uns dez anos, uma senhora, dentro de um dos famigerados terminais de ônibus, me preguntou se "esse oimbus vai pro framboã" (sic) apontando para um que estava parado. Compreendi que ela quis dizer 'Flamboyant', o shopping center, mas só porque tinha apontado para o ônibus. Na pressa cotidiana, eu dificilmente teria podido ajudar, não haveria tempo para analisar o contexto.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Contextualizar é um exercício que pratico desde muito cedo, porque desde meninote eu philosopho a respeito da compreensão alheia. Eu não tinha certeza de que a interpretação que meu cérebro lesado faz de uma bola (por exemplo) é a mesma que os outros fazem, não sou clarividente para saber disso. Ainda que tomógrafos consigam detectar reações electroquímicas, ele não diz o que a pessoa está vendo, cabe muita interpretação ao neurologista... Se ele for experiente. Sei que o que sai de minha boca é mais ou menos o que qualquer um compreende, porque provavelmente há um mecanismo de correção para isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mas nenhuma artimanha cerebral, mental, animal, philosophal consegue driblar um idioma desconhecido. Piora se este idioma não for catalogado. Esculhamba tudo se for um idioma criado pela indolência verbal, porque então só o grupinho ao qual o sujeito pertence o compreende. O mais interessante é haver gente achando lindo tudo isso. Eu gosto de ver sotaque e expressões regionais colorindo e enriquecendo a Língua, mas não é este o caso. Expressões regionais são resultantes de épocas em que não havia telecomunicação que não fossem carta e telégrapho, mas a maioria das pessoas era totalmente analphabeta, então tinham que inventar elas mesmas os nomes para o que fazia parte de seu mundo. Esses nomes, por meio de viajantes e escritores, viajavam pelo país. Não só isso, são nomes que uma região inteira compartilhava, não um grupo de um bairro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Há uma diferença considerável entre criar uma neologia, que demanda um certo grau de intimidade com o idioma, e começar a falar de qualquer jeito por preguiça. O primeiro sabe o que está fazendo e o faz pela necessidade de comunicar com mais precisão o que o vocábulo comum falha. Por saber o que fez, sabe explicar o que é e não se esquece da relação palavra/significado padrão do país. O segundo simplesmente se acomoda, quase sempre não lê o que não o apraz e fica restrito ao seu círculo pessoal. Com o tempo deixa de usar as palavras da Língua e até se esquece delas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não, eu não estou teorizando, eu acompanho os acontecimentos há uns vinte anos ou mais, dar nomes aos bois seria falar também de conhecidos, amigos e parentes. Coincidentemente, com o desleixo para com a expressão, veio também o do entretenimento, passaram a tolerar mais facilmente o mundo-bunda e o mundo-cão da televisão, bem como aqueles 'sertanejos universitários' com refrões mais machistas do que os antigos e legítimos sertanejos; que já os estavam abandonando. Os jornais impressos (e depois online) não demoraram a ter os mesmos relaxamentos, abusando de erros crassos de ortografia, de conjugação, de coerência entre duas orações do mesmo texto, muitas vezes demonstrando que apenas copiaram e colaram uma tradução porca, sem se darem o trabalho de ler e escrever algo a partir do material recolhido, que daria até mesmo um texto mais enxuto e interessante, em vez de um atestado de fuga do mobral.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Antes de qualquer reação contrária, esclareço o que significa a palavra mais deturpada da história recente: hipocrisia. Hipocrisia é o fingimento social para ser aceitável em um grupo, não é 'pensar diferente do que eu penso' ou 'não fazer o que eu faria mesmo contra a lei'. Fui franco em cada linha que escrevi, como o sou em todos os meus textos, quem não acreditar faça-se o favor de procurar um blog que o agrade e não retornar, porque não serei hipócrita para ser bem aceito na patrulha do (esta sim, um ninho de hipócritas) politicamente correcto, dizendo que tudo o que sai da boca do cidadão é livre expressão de pensamento. Muitas vezes o que sai é o resultado da completa falta de raciocínio daquilo que se diz, por falta de hábito e visão de causa-conseqüência; aqueles não conhecem o cidadão, não saem de seus discursos e teorias.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Nosso povo está ficando preguiçoso, viciado em facilidades nocivas, o relaxamento verbal é só um reflexo disso. Como conseqüência, está tamém ficando obeso, com doenças normalmente relacionadas à idade avançada acometendo crianças, além de jovens aparentemente saudáveis. A preguiça está presente até na hora de comer, quando a maioria seria incapaz de detectar a troca do sal de cozinha pelo de amoníaco, até que começasse a queimar a laringe, porque mastigou mal, depressa e com a boca aberta, o que limita muito o trabalho do paladar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Existem meios educados, civilizados à nobresca, de mostrar ao condidadão que ele cometeu uma gafe, eu me valho desses meios e quase sempre sou compreendido. Respondo, por exempo "Ah, o ônibus para o Flamboyant? É este aí mesmo". Eu não sou obrigado a deteriorar meu vocabulário, mas preciso ser cortez com a pessoa, porque ela não percebe que é massa de manobra nas mãos de demagogos. É dando exemplo que eu consigo a cooperação de que necessito. Cada um tem seu jeito de falar, mas o idioma que temos é um só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-1929043884944444628?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/1929043884944444628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=1929043884944444628&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/1929043884944444628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/1929043884944444628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/12/dificil-de-entender.html' title='Difícil de entender'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dOXLc5c89ZI/TtlVeoQFkOI/AAAAAAAAAyo/IdWf_9xv8cg/s72-c/Amusement_Cafe_Maid_in_Japan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6777153 -49.2676296</georss:point><georss:box>-16.9210873 -49.5834866 -16.4343433 -48.9517726</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-5369616849217182045</id><published>2011-11-25T19:53:00.001-04:00</published><updated>2011-11-26T15:19:13.120-04:00</updated><title type='text'>Vamos levar a casa para passear?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-j-GxjpDsPF4/TtA4_GTj7KI/AAAAAAAAAyM/O_KFqoNFrNU/s1600/lexington-class-b-interior.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="358" src="http://3.bp.blogspot.com/-j-GxjpDsPF4/TtA4_GTj7KI/AAAAAAAAAyM/O_KFqoNFrNU/s400/lexington-class-b-interior.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;http://www.brownsrvsuperstore.com/index.html&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Tenho me perguntado como seria morar em um motorhome. Não que eu tenha cacife para comprar um, ainda, mas consegui encontrar algumas vantagens muito atraentes, inclusive usando meu conhecimento de causa. Eis alguns fabricantes nacionais &lt;a href="http://www.motortrailer.com.br/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.trailemar.com.br/motorhome.htm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.motorhome.wiki.br/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.casasobrerodas.com.br/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.airtonmotorhome.com.br/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.ciadomotorhome.com.br/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Uma revista brasileira especializada &lt;a href="http://www.revistamotorhome.com/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eu tenho um problema sério com vizinhos, sou pouco sociável e às vezes gosto de ficar sozinho. Mas como ficar sozinho de verdade, com o melô da dengue no último volume a tocar "se eu te pego, ai-ai, se eu te pego, ai-ai, se eu te pego ai-ai..." como se o quarteirão inteiro fosse o quarto do fedelho? Se até as músicas de que gosto me incomodam, em volume excessivo! E Campinas virou um pardieiro! Desde que abriram a avenida Leste-Oeste sem um acesso adequado, as ruas estreitas do bairro estão em perene horário de pico, das seis às dezoito horas. O barulho é um inferno! E o vizinho pentelho ajuda a piorar o quadro, abrindo o carro e aproveitando a frouxidão da fiscalização.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Com um motorhome não haveria este problema, eu simplesmente ligaria o possante, engataria a primeira e ainda poderia buzinar para o folgado dar passagem, já que gente assim se acha dona da rua também.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Imaginem a cena. Um baita motorhome, poderia até ser montado no baú de um Mercedes 1418 chassi longo, com três ou quatro cornetas de ar comprimido, chegando à traseira do moleque abusado e, repentinamente... FUÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Asseguro que ele sai da frente, se não tiver uma taquicardia. Vizinho incoveniente não seria problema, o simples facto de haver mobilidade fácil te permite ficar longe deles, quando o pau quebrar no ápce da bebedeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Seria uma moradia relativamente barata. Vejam bem, o aluguel de uma boa casa de três quartos, bem acabada e bem localizada, não sai por menos de mil reais. Por menos da metade tu consegues ser mensalista de um bom estacionamento, perto de tudo, e ainda inclui a vigilância da empresa. Sim, também há a possibilidade de dar o endereço do estacionamento para comprovação de residência. Um bom pode custar de setenta a trezentos mil reais, sendo este uma baita casa sobre rodas, com tudo muito bem acabado, bastante espaço e chiliques para família nenhuma botar defeito. Pelo preço de um apartamento pequeno, que logo vai descascar e te dar dores de cabeça com vizinhança próxima demais, compras um ônibus transformado para quatro moradores. Condomínio de qualidade é seguramente mais caro do que a mensalidade no estacionamento, que pode te providenciar pontos de água e luz sem dificuldades. Aliás, provavelmente rachar estas contas reduziria o custo da mensalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;E a hora de viajar? Ah, aí está a grande vantagem, o maior e verdadeiro encanto de um&amp;nbsp; motorthome. Mensalidade em dia, a vaga é tua, poderá continuar a receber correspondência, jornais, revistas, panfletinhos irritantes, e ainda podes negociar o uso de tua vaga na ausência de tua casa. Ao fazer os planos com família e/ou amigos, deve-se levar em conta que trata-se de um veículo grande e comparativamente lento, em relação aos carros de turismo, afinal é um ônibus com carga sempre próxima da máxima, o motorista precisaria ser experiente e cuidadoso. Observado isto, o resto é alegria, pois até os buracos das nossas estradas os pneus de um ônibus absorvem melhor do que os dos carros pequenos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Andando com cuidado, chega-se com segurança a qualquer lugar. Pernoita-se em postos de combustível, aproveitando para reabastecer, onde também pode-se obter informações novas em folha sobre a estrada adiante. E as crianças? Ah, não haveria aquele choro de "Quero fazer cocô", porque o sanitário está lá dentro. Com a estrutura e o custo de um motorhome, é possível encher as poltronas com acesórios de entretenimento e conveniência, a molecada teria com o que se distrair, além da paisagem. Além de não ser necessário tolher a liberdade dos petizes, afinal estariam em sua casa, não no hotel, poderiam pular no sofá e correr pelo corredor do ônibus à vontade. Seria um factor de agregação familiar ainda inexplorado em terra brasilis bananallis. Adolescentes, em especial, fariam a festa, blogando todos os dias com uma novidade, actualizando seus perfís em redes sociais e enchendo seus contactos com um conteúdo que valeria à pena.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Na verdade, de uma pequena e popular Fiat Fiorino já se faz um motorhome para dois, com móveis escamoteáveis, dobráveis ou infláveis e um banheiro químico. Ou individual, com mais espaço do que os leigos podem imaginar. Para quem tem cacife e faz a pergunta "Até que nível pode ter um motorhome?", dou a resposta dos preparadores, que ouvem a mesma pergunta sobre quanta potência um carro pode ter: Quanto tens para investir? Existem veículos que, não bastasse já serem imensos, ainda são expansíveis, mantendo a mobília bem encaixada quando em movimento, quando estacionado suas laterais deslizam para fora, mais do que dobrando o espaço interno. Alguns podem facilmente receber um automóvel na parte de baixo. Claro que a criatividade ajuda a baratear e melhorar o veículo, é questão de ter pensamento lateral.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Nos Estados Unidos, país imenso, onde a cultura do campismo é muito difundida, a indústria de traileres e motorhomes é próspera, os preços são mais em conta e muita gente mora sobre rodas. Os hotéis não sofrem por isso. Mesmo com crise as pessoas viajam, alugam e compram motorhomes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;No Brasil, país imenso, onde a cultura do campismo é considerada programa de índio, os preços são salgados e mesmo assim muita gente mora sobre rodas. Os hotéis (pífios que temos) fazem de tudo para desestimular esta prática, sem oferecer nada em troca. Tenho alguns amigos que conheci pela rede, e com quem agora tenho mais contacto pelo Facebook, que tentam reavivar a cultura do trailer, que já foi razoável no país. Apesar do desinteresse popular, é uma prática ainda viva, que poderia gerar muitos postos de trabalho, e forçar os hotéis a melhorarem seus serviços. Não que o campista convicto vá trocar seu motorhome por um quarto de hotel, não facilmente, mas eles veriam que existe uma opção real e viável, teriam que rebolar para melhorar preços e serviços.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/T9SQMFCuDHM" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-5369616849217182045?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/5369616849217182045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=5369616849217182045&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/5369616849217182045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/5369616849217182045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/11/vamos-levar-casa-para-passear.html' title='Vamos levar a casa para passear?'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-j-GxjpDsPF4/TtA4_GTj7KI/AAAAAAAAAyM/O_KFqoNFrNU/s72-c/lexington-class-b-interior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-7776264422666629996</id><published>2011-11-18T15:23:00.001-04:00</published><updated>2011-12-07T08:02:56.022-04:00</updated><title type='text'>Juventude à direita</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Mttdwcn9Hbw/Tsbopmhh3yI/AAAAAAAAAx0/SHXtWoh40bU/s1600/R-23.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-Mttdwcn9Hbw/Tsbopmhh3yI/AAAAAAAAAx0/SHXtWoh40bU/s400/R-23.jpg" width="380" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A garotada está acatando.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Esclareço novamente que não sou de direita, de esquerda, meia-volta volver!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Repito que muitos esquerdistas já me chamaram de pelego, muitos direitistas já me chamaram de comunista,e os dois acham que têm a interpretação certa do que eu realmente sou. Então guardem suas ranhas partidaristas para outro blogueiro, este texto é para meus leitores habituais, e àqueles que sabem ler sem procurar códigos subliminares que comprovem que sou uma ameaça... Se eu realmente fosse, vocês estariam fritos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quando a suposta redemocratização aconteceu, em 1985, saímos de uma ditadura para uma ditabranda. A constituição de 1988 desagradou deveras os técnicos, mas os políticos amaram... Hoje sabemos o porquê. O alarde em prol da mesma foi ensurdecedor e, corroborado pelo fim do regime, ninguém percebeu que ali estavam todas as inúmeras brechas e falhas, que permitiriam um festival de permissividade com o erário sem precedentes. É o que temos hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Durante muitos anos (uns vinte, mais ou menos) a chamada direita ficou calada, porque as mazelas da época da ditadura ainda estavam frescas na memória do povo, e porque os políticos que dela se aproveitaram ainda estavam fazendo asneiras com o dinheiro dos impostos. Só que a chamada esquerda começou a ser eleita e também começou a fazer besteiras, chegou a emplacar a frase "A esquerda é uma excelente oposição". Começou a crescer a idéia de que a esquerda deveria dar idéias e à direita caberia colocar em prática... O que parecia ser uma proposta de parceria, que daria o tom realmente democrático à república das bananas, acabou tornando-se uma guerra ideológica fria.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Alguns anos passaram em relativa paz, e bastante maceira. Esquerdistas começaram a cair em desgraça e trocar de partidos, como qualquer outro político, e os militantes começaram a ficar tensos, sem saber o que dizer ao eleitorado. Os mais exaltados simplesmetne empunhavam bandeiras, colocavam hinos comunistas na vitrola (ainda havia vitrolas) e respondiam com discursos prolixos e apaixonados a qualquer pergunta, mesmo que fosse sobre as horas. Claro que a parte direitista, pavio curto (né, Caiado!) pra caramba, começou a dar respostas à altura, ganhando a discussão no grito, literalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Com o tempo ambos os lados foram encruando e ganhando acabamento mais fosco, que logo ficou abrasivo demais para uma convivência salutar. A coisa pegou fogo quando do plebiscito de 1993 (&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Plebiscito_sobre_a_forma_e_o_sistema_de_governo_do_Brasil_%281993%29" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;) quando pudemos escolher a forma e o sistema de governo. Não fossem o amadorismo e o ufanismo infantil, o risco de hoje sermos uma monarquia parlamentarista teria sido real. Para quem pensa que os monarquistas saíram cabisbaixos, faça uma pesquisa na internet (como &lt;a href="http://monarquia-ja.blogspot.com/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://monarquia.actifforum.com/t129-juventude-monarquica-tradicionalista" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://imperiobrasileiro-rs.blogspot.com/2011/05/caros-leitores-em-proposito-do.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e até no twitter, &lt;a href="http://twitter.com/#%21/restauradoresrj" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;) e veja melhor. Foi a visibilidade ganha pelos monarquistas que cooptou muitos jovens da época à direita moderada. Não se trata de um movimento de meia idade, há uma juventude crescente, mesmo a republicana, abandonando os movimentos de esquerda e indo para a direita e centro-direita.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Rapidamente as mazelas da esquerda apareceram e se mostraram iguais às de todos os outros, então os direitistas ficaram crús e fincaram pé em sua posição. Mas a debandada dos garotos para o outro lado da balança, veio mesmo com a eleição do Lula, de cujo governo os escândalos eram sistematicamente acobertados pelos militantes, e os que tentavam argumentar eram duramente agredidos em caixas de comentários. A incoerência de quem fala dos horrores da ditadura, mas dentro do seu quintal faz exactmente o mesmo, decepcionou uma parcela grande da juventude. Até a ascensão econômica de quem não for de determinado partido tornou-se crime, aos olhos dos radicais de esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Nos últimos cinco anos, a agressividade das alas radicais (de ambos os lados) chegou a níveis fundamentalistas. Só que um dos lados não está defendendo quem foi pêgo em flagrante corrupção. Lembram do ministro Rubens Ricupero? Para quem não se lembra, clique &lt;a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=4488" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e veja o vídeo &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=OYpQrCsRZe0" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Ele confessou, acreditando não estar sendo filmado, e o repórter também acreditou estarem em sigilo, que o que fosse ruim ele esconderia, que não teria escrúpulos para isso. Vejam bem, ele não foi flagrado em acto de corrupção, o que ele fez foi falar uma asneira do tamanho do Maracanã, igual às que já estamos (perigosamente) acostumados a ouvir dos ministros de hoje, e o povo pediu sua cabeça na hora. A oposição da época, hoje situação, não esperou um segundo para exigir sua renúncia. Agora no poder, essa ala esquerdista defende com unhas, dentes e ofensas explícitas pessoas flagradas no ilícito. O superfaturamento da reforma do parque Mutirama, em Goiânia (&lt;a href="http://g1.globo.com/goias/noticia/2011/11/julgamento-sobre-o-caso-do-parque-mutirama-e-adiado-para-o-dia-24.html" target="_blank"&gt;vejam aqui&lt;/a&gt;) é o facto mais recente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Bem, a juventude sempre foi vista como contrapeso ao sistema, pois o sistema hoje tem outras cores e ela não arredou pé. Vendo tanta gente disseminando ódio (não vem que não tem, tenho experiência de vida, sei reconhecer palavras de ódio quando as percebo) apenas para preservar a imagem de seus partidários, o termo "comunazi" brotou e floresceu no meio. Neste semestre, para piorar o quadro, um dos líderes declarou abertamente estarem treinando gente para fazerem uma patrulha em defesa de seu partido, e já o estão fazendo, a qualquer custo, usando palavras de ordem e ocupação em massa quando faltar um argumento plausível. Não é para defender o país, é para defender os correligionários e o governo, inclusive os aliados... O que leio dessa gente não difere em nada do que aprendi sobre dogmatização, doutrinação fundamentalista e lavagem cerebral... Dez anos lidando com psicólogos, ajudando seus maluquinhos e estudando a respeito, me serviram de algo. A garotada que está trocando de lado também percebe isso. "Eles não lutavam contra a corrupção? Não exigiam conduta ética e poética até no jeito de olhar? Então por que estão agindo exactamente ao contrário?" são os questionamentos mais freqüentes com trema que conheço. O que mais irrita-os, porém, é a completa submissão ao comando do partido, como se fosse uma igreja de fanáticos. Assim que ocorre um escândalo, ficam a esperar pelas ordens do diretório para saberem o que fazer, ainda que já saibam o quê.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O golpe de misericórdia veio com a última crise mundial. A Alemanha de Fräu Merkel, direitista moderada, é o único país da zona do Euro com as contas em dia, enquanto os países que se arreganharam para políticas sociais sem ter lastro, por puro populismo, estão de pé às custas da interferência francoteutônica. Estudando muito além da cartilha que os partidos costumam impôr aos seus militantes, esses garotos acabaram concluindo que o capitalismo funciona. Claro que muitos estão radicalizando e fazendo esterco, simpatizando com grupos fascistas, mas isto aqui não é um blog do gênero 'chumbo grosso', não perco tempo com eles. A juventude que adere à direita cita a própria China, com argumentação muito bem embasada, para defender seu ponto de vista. Enquanto os fundamentalistas usam exclusivamente as informações dos regimes comunistas e seus partidos como fonte de sua confiança, a garotada decepcionada lê tudo, embora nenhum dos dois seja imparcial, seria pedir muito de jovens. O facto é que um lado usa o material liberado por aqueles governos, desprezando tudo o que sai de outras fontes, ainda que de dentro dos países, exactamente como os neonazistas. Lamento ter que fazer a comparação, não é de caráter ou similar, é somente de método, porque o resultado no subconsciente é o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quem me conhece sabe o quanto detesto discursos, retóricas e a famigerada prolixia, esta em virtude de meu pragmatismo acentuado, mas tenho amigos prolixos e desceria o cacete se tocarem um dedo neles. Pois a maioria dos esquerdistas não sabe se comunicar sem recorrer aos bordões e palavras de ordem de seus partidos. É muito chato! É muito incoveniente! Acabam falando tudo, menos o que faz a questão em foco funcionar! É preciso ter muito conhecimento de causa para saber o que eles realmente querem dizer, porque tanta palavra jogada numa só oração, cansa os ouvidos e os olhos. Deve ser por não ter time nenhum que eu nunca simpatizei com oradores apaixonados. Eu quero resultados plausíveis, não só de imediato, para aparecer, mas resultados com lastro e continuidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Releiam o que acabei de escrever no parágrafo acima. Embora minha preocupação com os necessitados possa ser visto como esquerdista, meu senso prático é considerado essencialmente de direita. São minhas asas, eu fico na fuselagem, comandando o avião. Acontece que os radicais de um lado só lêem (e deturpam) o que eu escrevo com viés para o outro. E é por causa do pragmatismo que deixo claro, que alguns jovens declaradamente de direita começaram a simpatizar comigo. Não que concordem com tudo o que digo, mas concordam com minhas intenções. E como estou pê da vida com o governo, especialmente no tocante ao regime automotivo e energético, minhas especialidades, acabamos convergindo em muitos pontos. Como politipatas não toleram qualquer conversa amigável com seus desafetos, como que assumindo uma guerra fria, atacam-me mais os esquerdopatas do que os direitopatas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Essa garotada promete vingança nas próximas eleições. Uma parcela dela jura que o Brasil não será uma república por muito mais tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/sdZvizLHP5M" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-7776264422666629996?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/7776264422666629996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=7776264422666629996&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/7776264422666629996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/7776264422666629996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/11/juventude-direita.html' title='Juventude à direita'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Mttdwcn9Hbw/Tsbopmhh3yI/AAAAAAAAAx0/SHXtWoh40bU/s72-c/R-23.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-2838582464938003701</id><published>2011-11-11T17:22:00.001-04:00</published><updated>2011-11-11T20:09:47.494-04:00</updated><title type='text'>Seres humongos</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sAz2t5ODRCM/Tr2oD9tW82I/AAAAAAAAAw8/cIfTBvlVvqE/s1600/t_rex_jurassic_park_super.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-sAz2t5ODRCM/Tr2oD9tW82I/AAAAAAAAAw8/cIfTBvlVvqE/s1600/t_rex_jurassic_park_super.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Vem bater em mim, babaca!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Na contramão da evolução biológica, espiritual, intelectual, moral et cétera e tal da humanidade, os humongos estão espalhando seu terror pelos noticiários com factos que eu pensava terem ficado nos anos quarenta, nos rincões mais afastados e desassistidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Estamos iniciando a primeira década do século XXI e ainda vemos gente(?) espancando seus cavalos, só porque os coitados trabalharam à exaustão o dia todo sem comer uma folha de grama sequer, e agora estão rendendo menos. E não, não são só os mais velhos e embrutecidos pela vida que fazem isso, moleques de vinte e poucos anos, que fizeram filhos sem pensar que eles têm custo de manutenção, descontam nos pobres animais as suas frustrações, obrigando-os a competir com os carros em horários impróprios para a tração animal.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Há em Santa Catarina uma ação da Polícia Rodoviária para educar os carroceiros, na tentativa de reduzir os maus tratos aos animais de tração pelos animais de coche. Via de regra, em especial em rincões como este, pensa-se que o animal é uma mercadoria como outra qualquer, que se descarta sem qualquer preocupação que não seja livrar-se do problema. Quando entra dinheiro de aposta então, que se lasque o animal, seja cão ou galo, a barbárie regride à idade antiga.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Aos que alegarem problemas sociais, econômicos e todo esse discurso que só funciona em palestras, logo aviso que sou de um lugar que, ainda durante minha infância, era pouco mais do que uma extensão das fazendas. Pois aquela gente que jamais ouvira falar dos Beatles, que não sabia quem era o presidente e nem sonhava que houvesse outros idiomas, tratava seus animais muito melhor; embora a rudeza da lida não fosse escondida. Não digo que não havia crueldade, havia, gente ruim há em todas as épocas. Naquela época, os donos de animais enfrentavam a rápida obsolência, os (até hoje) grandes caminhões FNM enfrentavam condições de estradas que se acreditava serem só para carro de boi... Levando facilmente quinze toneladas por atoleiros. O padrão de vida não caiu muito porque era comum se ter uma rocinha, e não havia muito o que se cobiçar... Bem, na verdade até já havia, o Aero Willys era um sonho de consumo comum, para alguém cujos pertences pouco iam além de mesa, cadeiras e cama rústicas, era muito mais do que um sonho proibido. Então não se pode culpar a tentação do mercado para justificar o mau comportamento dos carroceiros de hoje. Se até um lider neonazista se arrependeu e pediu ajuda a um activista negro, para eliminar as tatuagens, então qualquer um que se disponha a se colocar no lugar do outro consegue se colocar no lugar do cavalo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não falo apenas de agressões no couro do bicho, mas também de lesões graves que muitos donos infligem, e que muitas vezes levam o animal a óbito. E quando são presos, os animais ainda se revoltam, como se não tivessem feito mal algum. Porque para eles, a exemplo do que era com os senhores de escravos, o animal é só uma coisa que tem obrigação de dar retorno sem investimento nenhum. Piora as crianças serem incentivadas, ganhando de presente bichos que serão descartados rapidamente, como coelhos, chihchilas, e répteis. Elas estão aprendendo desde cedo que bicho é mercadoria, como um brinquedo que depois de perder a graça pode ser jogado fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ainda cito um idiota que amarrou seu cão ao seu veículo e o arrastou pelas ruas. O animal foui salvo e adoptado por uma família de humanos, mas a perversidade daquele ser humongo o fez perder uma pata. Sim, o animal bípede foi multado, mas isto não apaga os danos físicos e psicológicos que o cão sofreu. Sim, caríssimos, as outras espécies têm sentimentos, portanto têm psicologia, até mesmo os répteis têm um pouco. O prejuízo que um animal maltratado sofre pode ser comparado ao de uma criança, mas o animal nunca poderá dizer o que sofreu e o quanto ainda está sofrendo. O bicho terá pesadelos pelo resto da vida, por mais bem tratado que seja pela nova família, e não conseguirá sequer se expressar direito a respeito. Graças a Deus já há psicólogos para animais, mas esta ciência ainda é nascente, especialmente no Brasil e há poucos profissionais no mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Já há pessoas que adoptam bezerros recém nascidos, porque muita gente ainda sacrifica-os para que não bebam uma gota sequer do leite que querem vender. Não, não me refiro a grandes grupos corporativistas e cruéis que bla-bla e blo-blo, é gente(?) comum que mais faz isso. Por que? Bem, cada um tem seus motivos, mas acredito que nenhum justifica a &lt;a href="http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2010/07/crueldade.html"&gt;crueldade&lt;/a&gt;. Crueldade não escolhe ideologia, condição financeira, religião nem preferências particulares, quem tem tendências a ser cruél e não se importa com os métodos para alcançar seus intentos, será cruél com gosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Da mesmíssima forma que eles sofrem com agressões, a maioria gratuita, também sofrem com os abusos sexuais. Zoofilia vicia o bicho, ele pode se desesperar para sentir a relação sempre. Conheço caso em que o cão de uma família passou a se oferecer às visitas, foi quando a esposa descobriu o que o marido fazia com o bicho. Em todos os casos, o ser humongo só está preocupado com sua própria satisfação e com nada mais. Houve em Goiânia, há muitos anos, o caso de um idiota que não se contentou em abusar da cadelinha da esposa, ele obrigava o casal de filhos a assistir à cena.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Sei o que meus leitores habituais estão pensando, pelo que disse logo acima, e lamento confirmar seus temores. Quem abusa de um animal, por agressão ou zoofilia, não está longe de fazê-lo com uma criança. Há pessoas que acreditam que animais sequer devesse ser vendidos em lojas, pelo menos não no tipo de loja a que estamos acostumados, para que percam a pecha de mercadoria.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Há em Nova Iorque um projecto para substituir as carruagens por carros eléctricos, no mesmo estilo dos carros da bélle époque, por causa de pressões de entidades que defendem os animais. Exageros à parte, não são poucos os catadores de material reciclável que trocaram os cavalos por monstrengos mecânicos, soldando pedaços de motocicletas a uma armação metálica de carga, fazendo triciclos bizarros, que que funcionam e andam mais rápido do que os cavalos, atrapalhando menos o trânsito e se lixando para o mau humor do dono. O triciclo sim, é um objecto, uma coisa, algo que pode apanhar à vontade sem medo de magoar ou traumatizar. É gente pobre que em vez de comprar um bicho e expô-lo às agruras do trânsito, juntou peças, foi ao mecânico e fez um veículo próprio para carga. Há empresas que fazem a transformação bem feita (&lt;a href="http://www.tricicar.com.br/"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://brazcar.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.modificar.com.br/br/maxxicarga.php?gclid=CNTn1NLZr6wCFcya7QodT3lrHA"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.fuscomotosegura.com.br/?gclid=CNmp06DZr6wCFYtR7Aodh2DrHw"&gt;aqui&lt;/a&gt;) mas ainda é caro para a maioria... E não existe financiamento apropriado para o caso. Pelo menos em Goiânia, esses veículos são bem tolerados pela população e autoridades, até porque o motor não se assusta com buzinas e o trânsito flui melhor, porque o peso e o volume que os cavalos puxam é igual, só que muito mais lentamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Pelo menos para os cavalos, como foi há cem anos, a esperança plausível de libertação está na motorização para pequenas cargas, que está se dando aos poucos pela iniciativa da parte menos humonga das pessoas. Há usos muito mais nobres para os eqüinos, pergunte a fisioterapeutas e psicólogos. Já para os outros, como cães, gatos, coelhos, hamsters, que são abandonados ou simplesmente jogados fora, infelizmente só a punição em massa para causar choque, seguida de uma campanha maciça de educação para resolver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os animais, meus amigos, não têm como irem à delegacia prestar queixa, nem como interagir de modo a esvair seus traumas. São como crianças, só que crianças que jamais chegam à fase adulta, que jamais podem se defender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-2838582464938003701?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/2838582464938003701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=2838582464938003701&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/2838582464938003701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/2838582464938003701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/11/seres-humongos.html' title='Seres humongos'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-sAz2t5ODRCM/Tr2oD9tW82I/AAAAAAAAAw8/cIfTBvlVvqE/s72-c/t_rex_jurassic_park_super.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-3496322205383478456</id><published>2011-11-05T15:48:00.000-04:00</published><updated>2011-11-05T17:25:48.936-04:00</updated><title type='text'>Eu observo o trânsito</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fvdd181N0Hw/TrWPHtP7baI/AAAAAAAAAwc/2pYMOVl-MW0/s1600/transito.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-fvdd181N0Hw/TrWPHtP7baI/AAAAAAAAAwc/2pYMOVl-MW0/s1600/transito.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;http://educadorestransito.zip.net/&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vi o trânsito da capital se deteriorar nos últimos cinco anos. Na verdade ele já estava se intensificando de forma vertiginosa desde meados dos anos noventa, mas deterioração mesmo é cousa mais recente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Alguns vão perguntar quem fez a pesquisa, qual a universidade internacional por trás dela, quais os métodos e todo um inquérito academista de quem não dá valor ao que não sai das salas fechadas e cheias de estatísticas. Tirei esta conclusão da prática, da dificuldade em atravessar uma rua sem ter que pegar carona em uma ambulância, da maior demora em fazer o mesmo percurso e das barbáries que testemunho todos os dias, dignas de quem comprou a habilitação sem ter pisado na pista de testes do detran.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Algo interessante que vi muitas vezes, quando os semáforos apagaram, o que é cada vez mais corriqueiro, é a capacidade do bom motorista em gerir seu próprio comportamento. Isto independe de idade, situação econômica, se é público ou particular, tamanho do veículo e sua lotação. Vocês ficariam impressionados em ver aquelas picapes full size (às vezes com reboque) em grande quantidade, dançando ente os carrinhos pequenos e os ônibus, sem incidentes, sem sequer haver risco de colisão, enquanto a sinalização está pifada. Os condutores simplesmente colocam em prática o respeito ao espaço e&amp;nbsp; à vez do outro, nada além disso. Ainda que com mais lentidão, o trânsito flui mesmo na ausência dos escassos agentes de trânsito. O resultado é que ninguém se estressa, os pedestres atravessam as vias com relativa segurança, todo mundo chega ao seu destino dentro do prazo previsto e, principalmente, o raro espetáculo da civilidade em solo brasileiro se dá à frente de quem quiser ver.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Notei que não existe rico abusado e pobre despeitado atrapalhando a segurança no trânsito, existe o motorista mau, porque o mal motorista ainda se esforça em não cometer besteiras. Já vi Ferrari dando passagem para Golzinho quadrado, Camaro parando o trânsito atrás para a velhinha terminar a travessia, Mercedes-Benz cedendo a vez ao pau de arara do transporte público, bem como Fusquinha parando um pouco antes da faixa e dando ao pedestre do trânsito visibilidade maior transversal. Também já vi carros lotados, muitas vezes com famílias, sendo usados como ameaças motorizadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Em todos os casos o tamanho do carro simplesmente dificulta a manobra, e olhe lá. Todos os donos de carros grandes que conheço, me relatam as mesmíssimas dificuldades para encontrar vagas que os dos pequenos. Observando os tamanhos das vagas, notei que muitas não chegam a três metros, quando os menores carros nacionais têm mais de três e sessenta, inclusive a maioria dos buggies. De outro lado, vejo um grande número de vagas onde cabem facilmente um Landau, com seus cinco e quarenta, e as picapes grandes as aproveitam. Em suma, a quantidade de vagas muito grandes ou muito pequenas, que observei, é aproximadamente a mesma; raramente um meio termo. Suponho que motocicletas saem e deixam essas vagas muito pequenas, o que me faz lamentar que os donos dos carros não estejam por perto para remanejar seus veículos e criar uma vaga aproveitável.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os veículos de duas rodas, aliás, são os que me causam mais preocupação. Seus condutores confiam demais, muito além dos níveis salutares, no tamanho e na agilidade deles. Quando o trânsito fica parado, eles não hesitam em costurar entre os carros, acelerando tudo para pedir passagem, que faz os 70km/l possíveis em algumas motocicletas virarem lenda. Eu conheci quem consegue a marca, sem nenhuma técnica avançada de pilotagem. Pior ainda é quando o trânsito está com as brechas preenchidas pelos motociclistas, porque então eles não pensam duas vezes antes de subir na calçada, e dane-se quem estiver na frente. Algo que eles poderiam fazer, se valendo do pouco tamanho da maioria, é descer, empurrar a moto na faixa de pedestres, montar de novo e seguir viagem, mas muitos preferem acelerar na calçada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não se iludam com a fragilidade das bicicletas, quase todos os ciclistas ignoram que elas também estão no código de trânsito e precisam respeitar suas regras. Basta um único idiota para que toda a organização voluntária dos condutores seja quebrada, e o veículo deste idiota mão precisa ter motor, na verdade nem pedais, um skatista com síndrome de revolta contra tudo isso que aí está, pode sozinho atrapalhar uma dezena de carros grandes... desde que não haja no meio um idiota igual a ele, que não se importe em ser processado por atropelamento. Eles existem. Não é só a armadura de aço, alumínio ou plástico industrial de alta resistência, que faz o cidadão comum se achar invulnerável, uma estrutura tubular ágil e estreita, que caiba em qualquer espaço, pode fazer o indivíduo sentir-se um velocirapitor do trânsito... E não é que o comportamento predatório é o mesmo? Um veículo de tração humana que não respeita a vez do outro, atrapalha tanto quanto um caminhão.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O que eu conclui com isto e com vários outros episódios em outras áreas da sociedade? Que o brasileiro é um primeiromundista ordeiro enrustido, ávido por uma oportunidade para dar vazão à sua civilidade reprimida. Quando tem oportunidade, e cooperação do bando, respeita o espaço e a vez do outro sem a necessidade de uma autoridade por perto. Havendo incentivo do governo, que parece ganhar muito mais com a indústria da multa do que valem as vidas perdidas, com fiscalização eficaz, a vinda maciça dos carrões americanos não piorariam em nada o nosso trânsito. O cidadão honesto, que fica perdido no meio da bandalheira, está ávido para sair do armário de aço e assumir o motorista exemplar que não o deixam ser. Pelo que vejo, o tamanho do carro influi muito menos na fluidez do que o tamanho da civilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Conclui que quando o cidadão quer, dirige uma F550 com a mesma elegância social de quem dirige um Gurgel Motomachine. Quando não quer...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Dicas de como proceder para melhorar o trânsito, cliquem &lt;/span&gt;&lt;a href="http://educadorestransito.zip.net/" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/RMZ3bsrtJZ0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-3496322205383478456?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/3496322205383478456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=3496322205383478456&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/3496322205383478456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/3496322205383478456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/11/eu-observo-o-tansito.html' title='Eu observo o trânsito'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fvdd181N0Hw/TrWPHtP7baI/AAAAAAAAAwc/2pYMOVl-MW0/s72-c/transito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-7527350913339546477</id><published>2011-10-28T20:34:00.000-04:00</published><updated>2011-10-28T20:34:08.022-04:00</updated><title type='text'>Falo pelos paulistas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FcSYHBScHIc/TqtJO0698VI/AAAAAAAAAwM/KC1HBAtDGGs/s1600/S%25C3%25A3o_Paulo_xt_pps.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="477" src="http://2.bp.blogspot.com/-FcSYHBScHIc/TqtJO0698VI/AAAAAAAAAwM/KC1HBAtDGGs/s640/S%25C3%25A3o_Paulo_xt_pps.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Fonte: http://www.trekearth.com/gallery/South_America/Brazil/Southeast/Sao_Paulo/Sao_Paulo/photo1159942.htm&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Não me refiro àqueles que se intitulam O paulista modelo único padrão e sem opcionais, que xenofobia é doença como toda fobia e deve ser tratada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Me refiro aos amigos que conquistei, à boa gente que me recebeu com presteza e paciência, à Cidade-Estado que em breve terá cento e cinqüenta carros eléctricos em sua frota pública, aos bons compatriotas que sabem que o são.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Em nome desses numerosos amigos, de seus conterrâneos e toda gente que sabe receber bem, digo aos brasileiros que são todos bem-vindos à São Paulo. Todas as pessoas que lá descerem, com intenções honestas e ordeiras, serão incondicionalmente bem-vindas à terra da garoa. Todas mesmo, incluindo nordestinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Fosse verdade o que pregam os separatistas, noventa por cento da população nacional sequer desembarcariam nos aeroportos paulistas, onde seria exigido um atestado de "pureza ariana" com teores mínimos para ingresso à cidade. A única semelhança genética que tenho com os arianos é a quantidade de cromossomos, mas o bom cidadão paulista soube guiar com naturalidade e discrição alguém que jamais tinha saído de seu Estado natal, dando infornações precisas e bem detalhadas; não me perderia por lá nem que quisesse. A falta de pedigree não constituiu, em momento algum, motivo para sequer manterem distância.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Afirmo então, seguro da aprovação de meus amigos, e os amigos deles, bem como os amigos desses amigos deles, além dos consecutivos amigos que se seguem, que vocês podem viajar, pernoitar, se hospedar, eventualmente até mesmo morar na cidade gigante, que tem itinerários de ônibus com mais de sessenta quilômetros... maior que as distâncias entre muitas cidades no interior do país.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Convido meus concidadãos, os que partilham meu gentílico, a gente boa deste país a visitarem São Paulo, sem medo. Quem lê as notícias por inteiro sabe o quão mal quistos são os que discriminam, agridem e tentam segregar. São marginais, ainda que de classe média alta. Vão e preparem seus tubos digestivos para um festival gastronômico sem par, começando pelas cantinas, passando pela pizzaria e terminando na drogaria, para acalmar a digestão.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Convido a todos aos eventos culturais que seriam notícias de primeira página na maioria absoluta das cidades, mas por lá apenas constam nos cadernos culturais. Podem ir sem temores, tenha respeito pela casa do paulista e serás tratado como um morador. Vá e leve uma boa câmera, não se esquecendo de levar souvenires na volta. Cultura e contra-cultura te esperam de braços abertos. E Nova Iorque não é a maior e mais cabal prova de que as culturas se complementarm, e que é a presença do Estado e não a segregação que torna uma cidade boa de se viver?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A Cidade-Estado está tão repleta de diversidade, que só o teu assombro e encantamento dirão que és forasteiro. Mas pode ir tranqüilo, tua pele corada e teu sotaque carregado não serão vistos como confissão de crime, ao contrário do que gostariam os que causam vergonha e arranham a imagem da cidade. Meus amigos nativos terão prazer em te orientar e ajudar no que lhes for possível.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Aos que intencionarem morar lá, apenas recomendo uma fase de adaptação, uma ou duas viagens de reconhecimento e uma terceira para atar laços com nativos, porque São Paulo não é apenas seu município, todas as cidades da região metropolitana se servem de suas virtudes, então recomendo conhecer a região onde pretendes se instalar e o percurso diário a ser percorrido como rotina, porque na pressa sim, podes se perder.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por mais provocações que lhe dirijam, ninguém pode tolher o teu direito a uma paulisséia desvairada, pipocar em museus dos mais diversos temas, sêbos com tudo o que não se encontra noutras cidades, o legítimo e inimitável pastel de vento, conhecer o metrô para ter experiência a passar aos seus concidadãos e cobrar da tua prefeitura. A violência existe, os paulistopatas existem, mas nada disso te impedirá de acompanhar teus amigos a passeios noturnos nos parques da cidade, de ver a vida continuando depois do pôr do sol em lojas, mercados, restaurantes e tudo mais. Não é por jamais desembarcar em São Paulo que vais ficar livre de meliantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Tudo isso falo em nome da Amanda, da Cristiane, da Mônica, da Paula, da Paula, da outra Paula também (meu Deus quantas Paulas há naquela cidade?) da Renata, do João, do Leandro, da Flávia, da Clarissa, do Dener, do Stefano, da Carolina, da Carolina, e tem mais Carolina ainda, da Diva, da Fabiana, da Priscila, da Serena, do Marcelo, do Gabriel Felipe, do Laerte, da miríade de pessoas do balacobaco que a internet me permitiu conhecer, e muitas das quais tive que encarar vis a vis.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por esta gente boa e brasileira que pulula por terras paulistas, assevero que São Paulo é para o paulista, também para o cearense, para o paraense, para o gaúcho, para o goiano, para o acreano, para o potiguar, para o uruguaio, para o novaiorquino, para o berlinense, para o atlante, para a tonga da mironga do cabuletê.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/MjYVcZRJcTk" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt; Porque São Paulo se apóia na sua história, mas não vive do passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/0JYlobm1USE" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-7527350913339546477?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/7527350913339546477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=7527350913339546477&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/7527350913339546477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/7527350913339546477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/10/falo-pelos-paulistas.html' title='Falo pelos paulistas'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-FcSYHBScHIc/TqtJO0698VI/AAAAAAAAAwM/KC1HBAtDGGs/s72-c/S%25C3%25A3o_Paulo_xt_pps.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-6937301549919147991</id><published>2011-10-21T18:09:00.000-04:00</published><updated>2011-10-29T15:11:52.522-04:00</updated><title type='text'>Apresentando Ironia, a fina.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2t5HF6-1lsY/TqHs7jLMoAI/AAAAAAAAAuc/EVQ6elTXGP4/s1600/petty2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-2t5HF6-1lsY/TqHs7jLMoAI/AAAAAAAAAuc/EVQ6elTXGP4/s1600/petty2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ah, se zangaste? Venga, toro!&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Caríssimos, meu apreço por vocês é proporcional ao esforço que têm feito para desenvolver moral e intelecto, conjuntamente. Nem imaginam como é grande, ocupa quase metade do meu dedal de costura.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Lamento, porém que esta estima não tenha correspondência à altura, na realidade vem sendo cada vez mais minguada pela negligência para com os pensamentos mais elevados. Sim, pensamentos elevados, bem acima dos enaltecedores pensamentos pubianos, que têm gerado tamanha harmonia em fóruns de internet. Compreendo a imensa importância de vocês quererem estar certos a qualquer custo, ainda que estejam mais errados do que cair para cima, mas por conta desse comportamento infantilesco estão se esquecendo de cousas muito importantes. Não tão importantes quanto agredir quem nega um beijo, provando que Darwin estava errado ao dizer que evoluíram de animais avançados como as amebas, mas são cousas que facilitariam muito resolver problemas práticos, como criminalidade, violência no trânsito, delinqüência juvenil, corrupção, entre outros que seu assoberbamento tem feito deixar de lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Uma dessas "cousas" é a mais antiga professora de lógica e philosophia da humanidade; euzinha, Miss Ironia, a fina.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A ironia é vulgarmente conhecida como "o acto de dizer uma cousa querendo dizer outra". Meia verdade. Na realidade eu ensino a contar uma história inteira em poucas palavras, às vezes apelando à psicologia reversa, o que a paixão arrebatada pela prolixia retórica tem feito empoeirar na estante. Aliás, para quem não sabem, Prolixia Retórica é minha prima, ela não é a mais bonita da família, mas é a mais dada ao que se propõe, por isso tem mais companhias do que todas nós juntas. Alguém aí não entendeu? Ah, deixe pra lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Uma de minhas funções é fazer as pessoas ajustarem contas sem terem que recorrer à violência explícita, seja verbal ou física. Isto pode, a muitos dos ultra gênios de plantão, parecer hipocrisia, mas Hipocrisia é minha tia amarga e mal amada que jamais conseguiu inalgurar sua loja, por isso tenta esvaziar as das outras. Uma ironia bem aplicada desnorteia o agressor, que se vê na encruzilhada de mostrar ao mundo o que ele realmente é, ou recuar do ataque. Meu trabalho, então, é poupar vocês de sofrimentos desnecessários, quando a animosidade e as divergências se mostram inexoráveis. Mas como vocês gostam de sofrer!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vocês têm acumulado conhecimento e malícia, acreditando piamente que a isto se resume ser culto. Talvez até seja cultura mesmo; Ticos e Tecos estressados cultivando cogumelos ardentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A recusa em aceitar meus préstimos tem levado vocês à intolerância cega, que é quase um pleonasmo. Vocês acham que quem não for suas cópias fiéis é seu inimigo, acham que as gravações de uma câmera são mentiras de um software golpista, acham que comentários de quem não for da turma é uma tentativa de golpe, acham que suas pessoas podem ser usadas como padrões para julgar e setenciar todo o resto da humanidade, enfim, vocês acham tudo. Estão meio perdidos, não acham?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vocês desaprenderam a diferenciar uma piada, uma brincadeira de uma afronta, nisto os agressores contumazes se aproveitam para afrontar e alegar que estão sendo perseguidos, quando há iminência de punição. Se vocês não sabem diferenciar, como vão dizer aos malandros o que eles estão fazendo? Eles usam do relativismo compulsivo de vocês para dizerem que tudo depende do ponto de vista. Com minha larga experiência eu digo a vocês, só suas idéias geniais dependem de ponto de vista, as leis da física estão se lixando para elas. Vocês também desaprenderam a diferenciar ponto de vista, de opinião e palpite.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A despeito de toda a evolução tecnológica das duas últimas décadas, a mentalidade social de vocês regrediu meio século para cada uma delas. O Século XIX ainda era marcado pela cultura para poucos, de cujas sobras se servia a população em geral, embora a efervecência intelectual tenha multiplicado os títulos e barateado (relativamente, aqui sim cabe dizer) a literatura. Uma casa com uma enciclopédia e meia dízua de títulos era uma casa de letrados, de gente culta e atenta aos acontecimentos do mundo. Hoje vocês baixam tudo de graça, em segundos. Talvez esta mesma facilidade lhes tenha tolhido a capacidade de raciocinar para além de seu umbigo, afinal é a única baliza de que se servem hoje em dia. Sugiro que tirem seu bastão do meio do século e o coloquem à direita, andarão com mais facilidade... Século XXI, crianças.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Reconheço que a boa ironia não é fácil de se compreender, que é preciso mais do que ter leitura, mas muito mais ter o hábito de investigar e interpretar a leitura adiquirida. É para bem poucos mesmo, uma minoria da população mundial, só para quem tem quarenta e seis cromossomos. É preciso ter disposição para aceitar que as suas idéias maravilhosas, na prática, podem não ter previsto todas as variáveis embutidas na questão. Estando aberto a este facto, a interpretação de uma leitura torna-se menos tendenciosa, mais atida à realidade, o que geralmente machuca. Ah, sim, esqueci-me de dar nome a esta atitude, é a minha irmãzinha mais linda e delicada, a Humildade. Infelizmente muita gente a confunde com a prima Miséria, que como ela é branquinha e frágil, mas é barraqueira e chama mais atenção. Por favor, não confundam as duas, minha irmã é delicada e bem proporcionada por sua compleição, a outra é esquelética de ruim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Asseguro, porém, que não é tão hercúleo assum compreender minhas lições, basta separarem Tico e Teco, colocarem-nos em seus respectivos postos e mandar que trabalhem em vez de brigar. Muito daquilo em que vocês acreditam pode cair por terra, é um risco, mas também um excelente adubo. Eu não tenho nenhuma obrigação de ser agradável, mas aos que se esforçam em tento.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Enquanto não reaprendem, vamos adiantando:&lt;/div&gt;&lt;ul style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: left;"&gt;&lt;li&gt; Nem todos que discordam de vocês são seus inimigos, bem poucos o são. Na realidade, se pensarem direito, o único inimigo de verdade mora no espelho;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O facto de um escritor da béle époque ter dito "Aquela negrinha era muito esperta" constitui um elogio, que pode ter custado a antipatia dos conservadores da época. Aprendam a considerar época e local de uma obra;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Nem todos os caras que te cumprimentam estão flertando. Quem te pergunta as horas não está necessáriamente te chamando para o motel, talvez ele nem seja da região para saber dessa neurose local, então não ataque preventivmente que o outro e torna a vítima;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quem abre mão de exercer um direito não esta ameaçando o exercício dos teus, evite alimentar a idéia de que quem o faz é um inimigo potencial;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Lembra de maquiavel? Ele não ensinou a corrupção, ele tentou alertar o povo dos métodos dos corruptos. Lembra de Marx? O que ele disse se concretizou nos países nórdicos. Não tentem interpretar uma obra sem conhecer um pouquinho de seu autor, ele é um humano e suas idéias podem ser diferentes do que parecem;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Se a piada te desagrada, procure referências fora do teu círculo de amizades, porque nele a mentalidade tende a ser muito uniforme, e se um estiver errado os outros também estarão. Isto evita o apedrejamento de um inocente, bem como a absolvição de um sacana;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Teus heróis são humanos, eles erram; Teus vilões também são humanos, uma hora eles acertam; Não tenha medo de reconhecer isso, faz um bem danado e alivia os ombros.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Embora muitos de vocês tentem, não podem me destruir, vivo no reino das idéias, estou fora do alcance de seu imenso poderio verborrágico. Enquanto vocês se empenham em ser lembrados como os únicos humanos relevantes de sua época, muito mais gente se empenha em ser relevante sem pleitear ser lembrada, é essa gente que me mantém viva e saudável.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Aos que compreenderam o recado, meus parabéns, estarei com vocês o tempo todo, à disposição e com o bom humor costumeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Aos que não compreenderam como gostariam, mas querem empenhar-se no caminho, meus parabéns, estarei com vocês o trmpo todo, à disposição e com o bom humor costumeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Aos que não entenderam, não gostaram e estão fazendo birra, meus pêsames, estarei pertinho de vocês, usando-os como mau exemplo em minhas lições de humor negro e mau gosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Agora podem voltar às conquistas maravilhosas das idéias em que estavam imersos até agora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-6937301549919147991?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/6937301549919147991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=6937301549919147991&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/6937301549919147991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/6937301549919147991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/10/apresentando-ironia-fina.html' title='Apresentando Ironia, a fina.'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2t5HF6-1lsY/TqHs7jLMoAI/AAAAAAAAAuc/EVQ6elTXGP4/s72-c/petty2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-2931899670130665334</id><published>2011-10-20T15:34:00.001-04:00</published><updated>2011-10-20T15:34:14.748-04:00</updated><title type='text'>Ah, a urna electrônica!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-19A3UmCcbrE/TqB3W2EjOdI/AAAAAAAAAuU/ThKvRBipa_I/s1600/image00111.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-19A3UmCcbrE/TqB3W2EjOdI/AAAAAAAAAuU/ThKvRBipa_I/s400/image00111.jpg" width="316" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Enquanto a moda não pega...&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Um avanço e tanto, não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- E como! Lembra das eleições suspeitíssimas nos Estados Unidos? Eu conversei com uns parentes que moram lá, e eles disseram que muita gente não tinha certeza de em quem tinha votado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- E tem gente que reclama do Brasil! Esse negócio de contar cédulas de papel padronizadas já é complicado, imagina com cada Estado tendo seu próprio padrão!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- É, dificulta até nossas maracutaias!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- E viva a urna electrônica! Eu lembro do meu pai sendo convocado para ser mesário, o coitado só voltou pra casa dois dias depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Sacanagem! E ainda chamam isso de voluntariado! Nem dá pra receber comissão por indicar gente nossa!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- É ruim pra todo mundo. Meu pai sempre conta das aberrações que encontrava nas urnas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Ah, eu lembro. Na minha primeira legislatura, que graças a Deus ganhei logo na primeira eleição, teve gente que colocou cartas de ameaça de morte na urna, em vez do voto. Só que nunca encontramos os responsáveis. Ainda bem que conseguimos censurar o caso, iria causar um pânico dos diabos!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Eu já peguei a electrônica, me livrei disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Acenda uma vela por isso. Teve vezes em que os bichos do zoológico recebiam mais votos do que os candidatos. Várias vezes o povo elegia antas e macacos, com larga margem. Uma vez eu fui o vereador mais votado, com direito a assumir é claro. Acontece que um chimpanzé chamado Tião recebeu mais votos do que eu, e no dia seguinte apareceu uma charge me retratando como macaco!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Que absurdo! O colega fez o que?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- No começo eu pensei em mandar os milicos darem cabo do sujeito, mas ia ficar na cara demais e o apelido ia pegar. Em vez de Sebastião Barnabé, teria que aceitar ser chamado de Tião Chimpanzé pelo resto da vida, porque dá para calar um cartunista, mas calar um povo inteiro é tarefa pra bomba atômica... Por isso a gente censurava o que não interessava. Bom, passei óleo de peroba na cara e apareci rindo da charge, elogiando a criatividade do artista brasileiro... Mas claro que não deixei barato, deixei passar um ano e consegui colocar o safado no olho da rua, por debaixo do pano. O pior é que nem dava pra acusar o cara de racismo, não sou negro!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- A urna é um fio de civilidade neste país bárbaro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Nem tenha dúvida. Você pega a memória da urna, insere no computador e tem o resultado na hora! Só dá pra votar em quem estiver no arquivo, e só dá pra optar em votar no candidato, em branco ou anular o voto. E o melhor, a letra é de imprensa. Você não imagina os garranchos que eu já vi... Misericórdia! A apuração da sessão inteira era paralizada por causa de um filho d'égua que fugiu do Mobral! Teve um que passou dois dias em análise, até um juiz eleitoral com bom senso anular o voto, porque ninguém conseguia ler o que tava escrito. Seis candidatos a deputado estadual estavam disputando aquele voto.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- E eles?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Chiaram, mas não tinha como decifrar aquilo! Era um rabisco. Até hoje eu lembro, parecia esse desenho aí na sua camiseta... É japonês?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- É, significa "Sabedoria".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- QUÊ??? Puta que pariu!!! Esse era o meu bordão, naquelas eleições! O voto era pra mim!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Que blosta! Pelo menos não fez diferença, fez?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Não, não fez, mas era meu! Tá vendo? Até nisso a urna electrônica é um avanço incontestável! O meu voto vem pra mim, não tem como extraviar! O cidadão tem certeza de em quem votou e que seu voto será computado para quem ele escolheu. Não entendo como um país como os Estados Unidos não adoptaram isso ainda.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Eles já não são os mesmos...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Nem tanto, meu jovem, nem tanto. O que nós vemos é muito mais sensacionalismo da imprensa do que o nível real da crise. Nenhum país no mundo tem cacife pra peitar eles, até hoje. Acha que os credores deles estão por cima? Por que acha que quem estava cantando de galo resolveu piar baixo? Se eles decidirem dar o calote, todo mundo sai perdendo, e quem mais emprestou é que mais perde.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Em suma, todo mundo ainda está nas mãos deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Todo mundo. Sei porque eu sou um dos credores, eu tenho activos deles, pra justificar uns ganhos, sabe... E saí comprando de todo mundo que se desesperou quando estava em baixa. Claro que o povão não precisa saber disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Claro que não... Mas, me fala, vai concorrer de novo, não vai?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Claro! O pasto lá em Brasília está cada vez melhor. Só me preocupa um traidorzinho (&lt;a href="http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/104706_UM+HOMEM+FICHA+LIMPA"&gt;este aqui&lt;/a&gt;) do Distrito, mas ele ainda é uma excessão e não vai causr problemas sérios tão cedo. Vamos aproveitar enquanto gente como ele não se dissemina... Aliás, falando em traidor, lembrei dos aliados mais fiéis. Desculpe o atraso, quero agradecer de coração pelo apoio e lealdade no último pleito.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- A, que é isso. Nossos interesses não podiam ser comprometidos por uma vaidade minha.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Você vai longe... Então vou te fazer uma proposta, vem ser meu suplente. Falamos juntos no mesmo palanque, unimos nossos eleitorados para garantir uma vitória arrasadora, e você ganha experiência no Congresso Nacional pra quando for concorrer. E podemos ainda usar essa conversa, de ter descoberto que aquele voto era meu... Podemos até reutilizar o lema da "sabedoria" na campanha.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Eu como seu suplente no Congresso Nacional? Que honra! É claro que eu aceito!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Você, que é da minha mais alta confiança, trabalha comigo, ganha experiência e na hora de sair candidato, usa essa experiência a seu favor, na campanha. Eu trabalho por você, você trabalha por mim e ficamos numa boa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- E o povo não vai ter escolha, vai ter que votar em um de nós, sem choro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Acertam tudo, enquanto chegam à Assembléia Legislativa no carro oficial, após terem viajado a lazer. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-2931899670130665334?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/2931899670130665334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=2931899670130665334&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/2931899670130665334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/2931899670130665334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/10/ah-urna-electronica.html' title='Ah, a urna electrônica!'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-19A3UmCcbrE/TqB3W2EjOdI/AAAAAAAAAuU/ThKvRBipa_I/s72-c/image00111.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-4160636172288380807</id><published>2011-10-15T19:33:00.001-04:00</published><updated>2011-10-16T06:43:25.710-04:00</updated><title type='text'>Desculpas ao contribuinte</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TnQZAR8JclY/TpoXxsUg6wI/AAAAAAAAAuM/k1ofM_-MBaQ/s1600/50er01lane.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-TnQZAR8JclY/TpoXxsUg6wI/AAAAAAAAAuM/k1ofM_-MBaQ/s1600/50er01lane.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Esta autarquia é das bem equipadas!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Peço desculpas ao contribuinte. Apesar da precariedade de nossas condições de trabalho, de muitas vezes usarmos de nossos recursos pessoais para conseguir um carimbo ou uma xerox, sempre conseguíamos arcar com as necessidades do cidadão. Apesar da internet lenta, na verdade uma interlerd banda lerda, perseverávamos e fazíamos gambiarras nos buscadores para a consulta de seus dados demorar menos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Infelizmente, contribuinte, os últimos prefeitos conseguiram ser muito piores do que os anteriores. Peço então desculpas porque depois deles, não temos mais conseguido arcar com suas necessidades. A queda inevitável na qualidade de nossos serviços, pelos quais seus impostos pagam muito caro, não é culpa nossa. A maioria absoluta do funcionalismo trabalha no limite o tempo todo, na tentativa de fazer o serviço a contento.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O material de uso contínuo nunca foi farto, mas agora tem sido regrado e cercado de burocracias, com documentos que afrontam a língua portuguesa, fazendo com que tenhamos saudades do cansaço que era a busca de material. Antes eram duas pessoas ou duas viagens, para buscar tudo no almoxarifado, que já não temos. Subíamos as escadas com esforço. Hoje basta um para buscar o material de quinta qualidade que mal pesa nos braços. Preciso dizer que tudo acaba antes da hora e precisamos complementar do nosso bolso? Pois nem assim, contribuinte, as autarquias conseguem arcar com suas funções. Para cada caneta que funciona, descartamos cinco ou seis que já vêm inúteis da caixa. Usamos as nossas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Longe das propagandas eleitoreiras do Estado, as condições de nossa informática é de se chorar. Se antes a dificuldade estava na lentidão, hoje está também na censura dos filtros. A Sinavisa, por exemplo, departamento da Anvisa para atender às demandas do cidadão e Vigilâncias Sanitárias, freqüentemente é bloqueada. Não podemos assim consultar a situação do contribuinte, que já paga os pecados com burocracia fútil e taxas elevadas, tendo que dispensá-lo sem ter resolvido seu problema. Sim, ele sai xingando, esbravejando, quase enfartando, coberto e recheado de razão. A culpa não é nossa, mas também não é dele, que paga ao Estado justo para ter seus assuntos públicos geridos, e poder cuidar de seus assuntos privados. Nossas máquinas não funcionam a contento faz... Bem, desde que foram compradas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O software de todas é pirata, por isso não dá para receber as actualizações de que precisam. Parece ruim? Pois por burocracias fúteis que politipatas adoram, não podemos mais refazer as configurações que atenuavam nossas deficiências, tudo tem que vir de uma autarquia "especializada" que nunca resolve absolutamente nada, no máximo remedia até a próxima recaída. Parece medonho? Experimente ir a um posto de saúde para ver cousa muitíssimo pior.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por motivos de burocracia, também peço desculpas ao contribuinte por não atendermos às suas denúncias como antes. Houve época em que recebíamos as reclamações e repassávamos directametne aos fiscais, onde quer que estivessem. Hoje vocês precisam ligar pra um telephone que não funciona, simplesmente não funciona. Nem nós conseguimos formalizar as denúncias do que vemos nas ruas. Temos que encaixar as tarefas nas vistorias de rotina, mas por falta de uma denúncia formal os atendentes nem sempre conseguem dar uma resposta ao cidadão reclamante, ainda que o problema tenha sido resolvido. Geralmente é resolvido, porque temos apreensões e interdições diárias para coibir quem brinca com a saúde pública. Asseguro, porém, que até multinacionais temos conseguido fazer andar na linha... Sabe Deus até quando.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Peço ainda desculpas por vocês não encontrarem auxílio todas as vezes que buscam informações. Já é uma rotina triste sabermos de colegas competentes, que não conseguiram manter o vínculo entre o serviço público e suas necessidades de uma vida digna; eles debandam. Vocês não imaginam o que é ter que ouvir malandros ameaçando chamar algum deputado, um secretário, um raio que o parta, para forçar a emissão ilegal de um documento, ou mesmo ver o coitado do mensageiro ligar para a contabilidade e ouvir do chefe que ele não sabe se impor. Ainda que ganhássemos bem, a lida diária com o vício dos corrompidos nos estressaria muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Repito que a maioria absoluta do funcionalismo público é honesta e dedicada, não é o servidor a causa da falência do serviço público. Transformar autarquias em cabides de emprego, travar com burocracias quem incomoda o jogo político (porque par eles é tudo um jogo, e vocês são apenas moeda de troca) e deixar tudo se deteriorar para depois dar esmolas maquiavélicas de bondade, tudo isto é que quebra o serviço público, como quebrou a Caixego.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Peço desculpas, contribuinte, não é por me sentir culpado. Deito minha cabeça dolorida no travesseiro com a consciência tranqüila. Eu conheço o meu serviço, conheço a fundo e sei como poderia ganhar ilícitos apenas segurando documentos por uns dias. Só uns poucos dias em cada infração, bastariam para multiplicar por dez os meus rendimentos. Mas continuo dependendo de um dos piores e mais politicados transportes públicos do país. Peço desculpas, contribuinte, porque tenho certeza de que quem as deve não vai pedí-las, pois seria a confissão do crime. Peço desculpas porque, a exemplo do fucnionalismo, dá gosto atender à maioria absoluta de vocês. Vocês merecem estas desculpas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Nos desculpe, faremos o máximo de nossas possibilidades para atender às suas demandas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-4160636172288380807?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/4160636172288380807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=4160636172288380807&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/4160636172288380807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/4160636172288380807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/10/desculpas-ao-contribuinte.html' title='Desculpas ao contribuinte'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TnQZAR8JclY/TpoXxsUg6wI/AAAAAAAAAuM/k1ofM_-MBaQ/s72-c/50er01lane.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-1302226151225549734</id><published>2011-10-09T18:24:00.000-04:00</published><updated>2011-10-20T13:53:23.853-04:00</updated><title type='text'>Controle vicia</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rjLdc9GvGKQ/TpIe3t-cA2I/AAAAAAAAAt4/XCCMujQky54/s1600/Sissi105.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-rjLdc9GvGKQ/TpIe3t-cA2I/AAAAAAAAAt4/XCCMujQky54/s1600/Sissi105.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por meandros que dizem respeito à psique de cada um, muita gente não se sente confortável se não estiver no controle da situação. A questão não é delegar os rumos de sua vida a terceiros, é querer estar sempre no comando, o tempo inteiro, inclusive durante o sono.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Estar no controle é útil quando necessário, quando de sua decisão dependem os rumos de um assunto importante. Mas as ocasiões e os períodos salutares para se estar no controle não são os mesmos para todos, e mesmo para os que mais precisam dele, é nocivo ter o comando o tempo todo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O conforto de se estar no comando é a garantia extra de ter suas necessidades satisfeitas. Isto é o básico, o que justifica ter uma dose de poder nas mãos. Viver sem controle nenhum da própria vida, é ser como um balão de ar quente, que depende totalmente das correntes de ar e pode ser derrubado por uma delas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A "quantidade" salutar de controle depende das necessidades do indivíduo. Quem comanda milhares de pessoas precisa de muito poder, não só para impor respeito aos comandados mais arredios, mas também para garantir a integridade dos mesmos e seus postos de trabalho. Quem só comanda a própria ferramenta de trabalho, e olhe lá, não precisa de mais do que pequenas doses esporádicas de poder em sua própria vida, raramente de doses maiores e sempre por curtos períodos. Mas ninguém precisa de controle absoluto em momento algum, isto é ilusão com viés patológico.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Há momentos em que o comandante e o comandado precisam exactamente do mesmíssimo nível zero de controle da situação, como quando estão aos cuidados de terceiros, sob supervisão médica, por exemplo. Há pessoas que evitam ir ao médico para não ouvirem o que não querem, são praticamente as mesmas que se recusam a iniciar um tratamento psicológico, pelos mesmos motivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O maior problema de se (acreditar) estar no controle o tempo, todo é começar a acreditar que se está certo o tempo todo. Quanto mais e mais consistentes forem os resultados desse estado de poder, mais o indivíduo se convence de que o seu modo de ser e agir é o acertado, com o tempo pode se sentir tentado a recusar delegar poderes. Neste nível, fica-se muito vulnerável à adulação.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Com&amp;nbsp; uma vida bem gerenciada, trabalho bem planejado e eventos previstos com a devida antecedência, a ilusão confortável de se estar no controle da vida torna-se consistente. Isto é fácil de se ver em executivos bem sucedidos, militares de alta patente... e políticos profissionais; estes geralmente querem poder por safadeza mesmo, mas é conversa para outro artigo. Quanto mais sucesso e mais reconhecimento, mais o cidadão se convence de que está no caminho certo, mas com freqüência e trema também se convence de que poderia fazer mais e melhor com mais controle da situação, e passa a pleitear mais poderes; e também tende mais a procurar culpados para eventuais falhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os prejuízos sociais são claros, a pessoa passa a se isolar paulatinamente de seus entes, cercando-se apenas de profissionais, dando brechas para que um adulador (como já disse &lt;a href="http://tali-coisa.blogspot.com/2009/05/o-elogio-adulacao.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) tome o lugar da família. O adulador passa a dar o tom pessoal de que só as máquinas prescindem, mesmo sem a vítima perceber. Com o tempo, este passa a ter algum poder sobre seu chefe, por tabela também sobre os colegas, tornando a vida na empresa um inferno.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É difícil convencer alguém a delegar um pouquinho que seja do controle. É como querer tirar o controle remoto da tevê das mãos de um viciado em programas, ele sempre dará uma desculpa, um bom motivo, uma razão razoável para continuar com o controle nas mãos, ou mesmo um ultimato para que tu nem tente tocar naquele aparelhinho. Em ambos os casos, a pessoa acaba abrindo mão de sua vida pessoal em prol daquilo a que se dedica, com progressivo aumento do controle sobre o que está fazendo, estendendo esse mesmo controle à sua intimidade, recusando ajuda de quem consegue adentrar um pouco, mas geralmente querendo saber e dar pitacos na vida do recém-chegado. Raramente não é com a melhor das intenções, mas incomoda receber palpites de quem não os aceita.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O afã de se ter o controle da vida costuma tornar o indivíduo muito ansioso, impaciente em receber satisfações dos resultados que aguarda. O estresse e as doenças que o acompanham não tardam a aparecer. Piora o facto de poucos desses indivíduos aceitarem ajuda, alegam que tudo está sob controle e que irão ao profissional competente assim que terminarem a agenda, mas a agenda é crescente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Outro complicador para quem insiste em manter o controle da vida, é que acaba se cercando de gente acomodada, que viaja de carona nos resultados obtidos. Não bastasse o desgaste acentuado pela escolha, ainda há parasitas que não fazem sua parte a contento, obrigando o controlador a assumir responsabilidades alheias. Mas se ele tem tanto controle, como não consegue controlar também esses relaxados? É porque o controle total não passa de uma ilusão, um autoconforto que o indivíduo se concede inconscientemente. Os parasitas percebem essa falha e sabem se aproveitar dela, sempre evitando um confronto no qual se dariam muito mal, é claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A fragilidade emocional costuma rondar essas pessoas. Com raras exceções, os sentimentos e todos os devaneios de juventude ficam legados ao esquecimento. Como os músculos e o cérebro, a vida sentimental também precisa ser posta em prática para fortalecer o indivíduo naquela área, mas para isso é necessário baixar a guarda de vez em quando, o que implica em abrir mão de se ter o controle da situação o tempo todo e sempre no nível máximo. Quanto mais se insiste nesse controle, mais atrofiada fica a parte emocional, e maior é o temor em baixar a guarda, porque (ainda inconscientemente) a pessoa sabe que a fragilidade lhe renderá feridas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não existe receita pronta e acabada que sirva para todo mundo, em área alguma, principalmente para a psique. O único consenso é que a abertura deve sempre partir da fonte, não adianta colocar um fuzil na cabeça do cidadão e obrigá-lo a dizer que abrirá mão desse controle, ele estará mentindo, tanto mais quanto mais arraigado este hábito estiver; de algum modo ele vai exercer o controle, e tão mais patologicamente quanto maior a pressão para que não o faça. Aqui não se trata só de teimosia, trata-se de defender o controle dos rumos da própria vida, que é legítimo, porque quem tenta mudar o outro à força, acaba querendo fazer dele um clone de si.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Como para qualquer mania, e também phobia, é preciso ter tato na lida com essa gente. Como tudo o que vicia, o controle da situação é uma muleta para o indivíduo, é naquilo que ele sabe andar e não vai largar se não aprender outros meios. Para quem não acredita em nada além do seu bem-estar pessoal, como políticos profissionais, tanto faz, estou aqui falando de gente boa, que erra e acerta tentando acertar, sociopatas de colarinho branco não são objecto de minhas letras.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O elogio sincero é um modo de ajudar, primerio porque é um reconhecimento aos esforços, segundo porque ajuda a afastar o adulador, terceiro porque o indivíduo geralmente merece o elogio. Com o ganhar da confiança, que inclui não elogiar o que não se quer, mas sem tecer comentários depreciativos, o amigo consegue penetrar mais na couraça até se instalar em seu interior, onde está a pessoa em sua real compleição. Lá instalado, o amigo pode ajudar a fortalecer a parte emocional, tornando a muleta do controle menos necessária até que ele consiga caminhar sem ela. Talvez não a dispense, mas certametne a trabalhará, fará ornamentos e a usará como um cetro símbolo de seu poder, que será então um adendo e não uma necessidade. Então, ciente de que ninguém tem o controle total de cousa alguma na vida, nem na própria, o indivíduo estará pronto para dar ao poder, conquistado a duras penas, o uso àquilo em que realmente acredita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-1302226151225549734?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/1302226151225549734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=1302226151225549734&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/1302226151225549734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/1302226151225549734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/10/controle-vicia.html' title='Controle vicia'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rjLdc9GvGKQ/TpIe3t-cA2I/AAAAAAAAAt4/XCCMujQky54/s72-c/Sissi105.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-8065145919893514215</id><published>2011-10-03T20:33:00.001-04:00</published><updated>2011-10-04T06:14:34.315-04:00</updated><title type='text'>Postura é tudo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lWOZGtTyJ9M/TopUOGwl12I/AAAAAAAAAto/tBKlpzc1L0o/s1600/la_cordobeza.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-lWOZGtTyJ9M/TopUOGwl12I/AAAAAAAAAto/tBKlpzc1L0o/s640/la_cordobeza.jpg" width="424" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Esther intermedia a conversa. Sarah contou-lhe de uma amiga que estava sendo hostilizada pelas outras colegas, convenceu a mãe de que seria uma boa moderadora e conseguiu que todas se reunissem para desbastar as arestas. O pivô da desavença avisou de antemão que chegaria uns dez minutos depois das outras, o que deu a estas tempo para destilar sua peçonha...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- É uma periguete que vive dando em cima do namorado das outras! Cê não imagina o tamanho das mini saias dela!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- E ainda se faz de santa, fala que não quer nada com ninguém, que nunca deu em cima de ninguém, mas facilita...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Esther vai traçando o perfil de acordo com o que as garotas indignadas relatam. Ela olha para Sarah, que fala em hebraico para evitar jogar lenha na fogueira sem necessidade...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- E então?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Não é verdade, mamma. Elas descreveram de forma exagerada as roupas de Letícia, mas o que disseram dela não é de modo algum verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Estão mentindo, se aproveitando que ela não está aqui para se defender?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Mais ou menos. Letícia é catarinense, chegou ao colégio no início do ano. Ela está acostumada a andar de mini saias, shorts, calças de malha por Blumenau sem ser incomodada. Ela está acostumada a trabalhar na confeitaria da família, de quando sai da aula até tarde da noite, ralando duro, sem tempo pra dar atenção a gracejos. Ela vai se atrasar porque tem que ajudar nos negócios, mas prometeu apressar o quanto puder o serviço.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- E o que os pais dela dizem sobre essas roupas?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Nada, eles confiam na educação que deram. Há algo que minhas colegas não disseram, é sobre a postura dela, que eu prefiro que a própria mamma veja assim que ela chegar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E a moça chega. Esther fica impressionada com a beleza da blumenauense. Está muito acima da média, não só os traços, como a forma física e o frescor juvenil. O andar tem o requebrado natural de uma mulher em maturação, sem forçar, com as pernas se alternando em semi-círculo, sem trotes. A cintura fina articulando o quadril largo sob a mini saia negra de cós alto, com o busto farto sob a blusa branca de mangas curtas e tecido denso. Seus dois metros e dez de brancura fantasmagórica se aproximam das judias, já tendo cumprimentado protocolarmente os desafetos...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Senhora Esther Gutemman, que prazer. Sou Letícia Soubaim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- O prazer é meu, Letícia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Sarah fala tanto e tão bem da senhora, que fiquei curiosa em conhecê-la, posso dizer que admiro muito o seu modo de criar os irmãos...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A judia vê a imagem de meretriz, pintada pelas outras, desaparecer rapidamente. Para começar, apesar de curtíssima, a saia não precisou ser ajeitada em momento algum, se moldando ao corpo com conforto e sem marca de lingerie, apesar das pernas longas e grossas darem passos largos. O conteúdo da conversa da moçoila é&amp;nbsp; de uma maturidade e relevância que lembra os anciãos. Ela nota as pernas juntas e levemente inclinadas à esquerda, impedindo qualquer visão indesejada, e ela parece estar confortável assim. A coluna erecta evidencia o busto, mas a delicadeza e feminilidade de seus gestos não o faz balançar demais. Nos pés, sapatinhos baixos, pretos, com delicados laços brancos. Mais do que isso, em momento algum ela consome sua lábia no ataque às acusadoras...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Então seus antepassados são judeus? E você tem algum conteúdo dessa época?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Meus pais nos ensinam a preservar nossa memória - o sotaque é carregado - para termos consciência de quem somos. Uma tradição faz muita diferença em uma família.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Meninas, desculpem, mas onde está a pessoa que me descreveram?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Elas começam a tagarelar, apontando a saia curta, a forma física invejável, a beleza angélica, a "pose de santa", mas enquanto isso deixam suas saias (mais longas e muito mais justas) subirem, os decotes abrirem, precisam levantar as calças, se equilibrar nas plataformas, enfim, As duas judias vêem a sociedade encarnada naquelas três, que apontam, julgam e condenam a moça de chanel curto nigérrimo...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Parem! Fiquem do jeito que estão. Não movam um músculo sequer. Sarah, abra aquela porta de vidro... Óptimo. Agora vocês três se vejam. Vejam suas posturas, o estado de suas roupas, seus gestos e tentem se lembrar do tom de voz que usaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Dá dois minutos para elas meditarem imóveis. Elas vêem seu estado, pensam e imediatamente de recompõe, voltando ao banco em que estavam...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Quero que me digam como vocês reagem a uma cantada. Primeiro Letícia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- E eu tenho tempo para isso? O cara que fala besteira sem querer compromisso não merece minha atenção!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Ah, vai! Vai falar que cê não fica se achando gostosa? Toda mulher gosta de ouvir um machão gritando pra ela do carro... Né?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Uai, é! Você não gosta, Sarah?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O olhar de piedade é resposta suficiente. Pergunta à catarinense qual foi a última vez em que recebeu uma cantada grosseira...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Estás brincando, não estás? Eu não sou mulher de dar conversa para moleque. Se um deles me cantou alguma vez, não me recordo, pois não dou pelotas para esse tipo. Nem quando era solteira eu me importava com isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;As três arregalam os olhos, parece que só às judias a aliança não passou desapercebida, no que Esther pede a mão da moça para mostrar bem a o anel de noivado...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Estão vendo? Você tem alguma coisa contra suas colegas, Letícia?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Nada. Só não gosto das atitudes e da postura delas, não seriam minhas companhias para um passeio, fora isso nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Esther começa a falar de aparências, de máscaras e de comportamento. Mostra na pequena gigante os elementos de uma mulher jovem, que vive sua juventude, mas sabe dos limites de seu comportamento. Explica às três que foi o conjunto de beleza, comportamento e simpatia de Letícia que atraiu tanto os rapazes do colégio, porque para transar eles têm quem se disponha a servir ao caso...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Já ela, pelo contrário, é só um sonho que eles não podem realizar. Digam, vocês trabalham?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Tamos desempregadas, mas temos emprego em vista, já fizemos entrevista e tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- E o que fazem durante esse hiato?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- A gente espera... Que mais pode fazer? Os bicos que aparece não paga bem!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;- Novamente eu digo, não é só pelas roupas nem pela exuberância plástica que seus colegas babam por ela, é muito mais pela postura. Ela se veste como a moça jovem e cheia de brilho que é. Vocês disseram várias vezes que se vestem para matar... E conseguem. Só que a caça dura pouco, o abate é só um momento, depois os caçadores esquecem de vocês e vão procurar outras. Desculpem a franqueza, mas vocês não se valorizam. Ela se valoriza e por isso consegue usar o que quer sem chamar mais atenção do que o porte já chama. Em algum momento vocês a viram ajeitar a saia? Os seios dela parecem sair do decote? As nádegas dela estão mais arrebitadas por algum salto?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;- Desculpe interromper, eu aprendi um pouco com &lt;a href="http://www.lyndacarter.com/"&gt;Lynda Carter&lt;/a&gt;, minha mãe sempre foi fã dela. Ela sempre contava em entrevistas que nunca recebeu uma cantada grosseira, minha mãe disse que isso foi por causa da postura que ela tem diante das pessoas, mesmo com as roupas que usava na série. Vocês três podem ficar tranqüilas com relação a mim, eu sou comprometida, me caso em breve, seus namorados não me interessariam nem se eu os conhecesse, mas não posso impedir que garotos pensem bobagem e inventem fantasias, para isto o tamanho da roupa não é barreira.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Isso mesmo; postura é tudo. Nada vai impedir que um cafajeste tente falar bobagens, mas a postura é uma boa barreira. Prestem mais atenção à sua volta e verão muitas pistoleiras fantasiadas de mulher decente. &lt;a href="http://tali-coisa.blogspot.com/2009/03/use-mini-saia.html"&gt;Podem usar mini saia&lt;/a&gt;, sem problema. Eu usei e foi um aprendizado muito bom, me fez ter mais cuidado com as pernas e com minha postura. Claro que a maestria de nossa amiga é coisa raríssima, mas dá para se usar sem medo de aparecer nada, é questão de treino, de costume e repito, de postura. Vocês percebem? Enquanto gastam energias acusando sua colega, os rapazes que vocês querem estão atrás de quem dá mole, porque vocês sabem que quando alguém quer safadeza, ela fica escrita em neon, na testa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mais fácil do que imaginou, graças à persona da acusada, Esther apazigua e esfria os ânimos das três, porque a "branquela exibida" não tem tempo para picuinhas. Elas confundiram o estilo pessoal, o jeito de ser com aquilo a que estão acostumadas e ver em seu meio, que é confirmadamente incompatível com a vida de trabalho árduo e dedicação à família que Letícia leva. Antes de saírem, elas têm uma pergunta...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Você usa fio dental, não usa?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- De vez em quando, na piscina. Em público não se pode facilitar, uso lingeries confortáveis no dia a dia. Dona Esther, a Sarah falou tanto da senhora, que eu acabei falando pra mamãe e ela disse que quer conhecê-la. Pode ser?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;As duas aceitam. Vão conversar na confeitaria mesmo, entre um serviço e outro, que é assim que os Soubaim estão acostumados a viver, com o trabalho fazendo parte da vida, e ajudando a moldar o caráter e a postura de seus entes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-8065145919893514215?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/8065145919893514215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=8065145919893514215&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/8065145919893514215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/8065145919893514215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/10/postura-e-tudo.html' title='Postura é tudo'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lWOZGtTyJ9M/TopUOGwl12I/AAAAAAAAAto/tBKlpzc1L0o/s72-c/la_cordobeza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.685685799999998 -49.311489 -16.6552648 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-6656642185361184139</id><published>2011-09-30T17:34:00.003-04:00</published><updated>2011-09-30T17:46:29.196-04:00</updated><title type='text'>Nobiliarquia republicana</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Lilith se põe a organizar os pacotes, para facilitar o trabalho dos voluntários. Poderia estar se divertindo, curtindo a vida, curtindo couro, enfim, poderia estar fazendo algo de cunho pessoal e individualista, mas está ajudando. Tem de tudo naquela muvuca, batista, presbiteriano, católico, anglicano, luterano, muçulmano, judeu, ateu, budista, wiccano, guardião do pergaminho, zoroastrista... Ninguém naquele recinto é mais do que voluntário.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Chegando a hora de enviar tudo, aparece alguém que acha ser alguma coisa, ela ouve um sujeito retorizando a respeito de sua condição social, todo inchado, com a gravata balançando a cada vai-e-vem que usa para parecer imponente...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Portanto, por minha eminente posição nesta sociedade, por meus relevantes serviços prestados ao Estado, me vejo no direito de ser chamado de doutor, e assim sou tratatado por meus pares.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Quem é o senhor, posso saber?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Senhor Doutor Bruno Furterário, para o seu governo. Quero saber de quem posso ter satisfações destas actividades, senhorita...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Senhora Lilith Talassa. Se o senhor não for da polícia ou qualquer autoridade, ninguém aqui lhe deve satisfações.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Mas eu sou autoridade! Autoridade moral. Já ocupei vários cargos públicos, tenho trânsito livre nas espheras do poder, sou influente e famoso no meio social.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Para mim é um ilustre ninguém. Se não tem o que acrescentar, faça o favor de dar licença, que estamos ocupados.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Você não ouviu o que eu disse? Não lhe diz nada o meu nome?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Que está envolvido com a dilapidação do erário e ajudou a arruinar esta cidade, que já foi sinônimo de qualidade de vida?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Mais respeito! Eu deveria esfregar na sua cara todos os meus diplomas, homenagens e títulos que já recebi, mas isto a humilharia demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- O que você quer aqui, afinal?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Vocês estão fazendo um serviço social que deveria ter colaboração de uma instituição oficial. Nosso emérito secretário recebeu o ofício e estava se preparando para mandar um memorando ao governador, quando soube que já tinham começado a trabalhar sem ele ter designado um representante!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Cara, como eu odeio politicagem! Nossa voluntária mandou o ofício há seis meses!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Oras, e você acha que um Secretário de Estado fica o dia inteiro de papo por ar, sem fazer nada? Ele tinha muito mais assuntos a tratar!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Por isso mesmo começamos a trabalhar, já que tudo mais é tão mais importante do que a ação informada com seis meses de antecedência. Carol, podem continuar com o serviço que eu resolvo essa parada aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;- Negativo! Parem agora! É uma ordem! A imprensa oficial precisa registrar...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Ah...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A interjeição toma conta do galpão. Agora sabem porque o secretário se desesperou em mandar aquela mala sem alça, ao saber por terceiros que já estavam trabalhando para as doações natalinas, com a antecedência que um evento desta monta requer...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Então você veio aqui só pra parar os serviços e poder bancar o papagaio de pirata!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Que insolência! Isto vai lhes custar as verbas do convênio!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Que convênio, pilantrão? A gente age por conta própria, com recursos próprios, com ou sem apoio de malandros de colarinho branco.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Malandro?? Você não sabe no que está se metendo, sua atrevida!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- É, não sei mesmo. Me conta?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Eu sou gente superior, moro em condomínio de superiores, tudo o que conquistei me levou até aqui, junto ao nível social de meus privilégios. Venho em nome do Senhor Doutor Excelência o Secretário de Assistencialismo Social! Portanto, tenho autoridade de Secretário de Estado. Exijo, portanto, nas atribuições a mim outorgadas, que me trate por Senhor Doutor, que é o mínimo de respeito que a ralé me deve, sob pena de providências cabíveis! Eu tenho influência, posso colocar vocês todos na cadeia!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ela o observa de cima a baixo, boceja, neneia a cabeça, olha para seus companheiros e lhe volta um olhar de piedade...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Então é assim que vocês agem com quem pensam que não pode se defender? Ok, te chamo de doutor, mas com três condições. Mostre seu título de doutorado, com a tese aprovada; prove que "doutor" é pronome de tratamento, porque ninguém é obrigado a me chamar pelo meu título; prove que sou obrigada a te chamar assim. Caso contrário, eu te processo por falsidade ideológica.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Ah, não me venha com essa! E como fica a tradição? O costume da região? A aceitação popular do que já é tido como normal? Sou um doutor da sociedade, agraciado com honras pelos relevantes serviços prestados ao Estado, cidadão honorário de dezessete cidades goianas, com meu nome nas atas das principais reuniões da equipe do governador, sou a nata da sociedade. E você, quem é?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Fala logo e cala a boca desse palerma!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;- Tá... Sou a Condessa Lilith Talassa, bilionária, constructora de navios, estou ajudando a segurar a barra da crise européia enquanto vocês posam de bacanas para colunistas pagos, e de vez em quando venho ao Brasil para ajudar gente do país onde nasci, sem pedir reconhecimento nenhum por isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Nunca ouvi falar...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Porque eu trabalho, muitas vezes em causa pública, coisas que vocês desconhecem. Agora dá licença que temos muito o que fazer, o fim do ano está chegando e tem gente precisando de ao menos uma alegria pra ver que a vida compensa. Desinfeta, tá. Carol, vamos voltar pro trampo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Mas, fala, cê sabe quem é ele, não sabe?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Sei, só falei aquilo pra sacanear ele mesmo. É um dos principais resposáveis por transformar o transporte público modelo de Goiânia, em um desfile de paus-de-arara sem horários certos. De boa, duvido que esse cara saiba o que é um condado, subiu na vida usando os outros como escada, no vácuo da politicalha. O cara quer ser tratado como nobre, quando até na Europa a nobreza já significa ter mais deveres do que direitos. Eu tenho um título nobiliarquico, da época em que a Grécia era uma monarquia, já é quase meio milênio de nobiliarquia da família, mas ser condessa não refresca meus olhinhos lindos. Eu dou duro na condução dos negócios da família, tive até que vender um cargueiro quase sem lucro nenhum, para não ser levada na enxurrada de emrpesas que pediram concordata. Coisas que esses... Essa elitizinha egoísta e medíocre, viciada em mamata política como quem se vicia em crac, não concebe.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ele ouve e sai pisando duro, jurando vingança, mas não volta. No seu lugar, um mensageiro com uma minuta de desculpas do secretário, que descobriu que ela tem poder de fogo e pode revidar duramente uma represália, ao contrário dos coitados que já padeceram em suas mãos. Conseguem concluir os trabalhos sem novos incômodos, e sem a persona non grata do secretário com sua comitiva publicitária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-6656642185361184139?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/6656642185361184139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=6656642185361184139&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/6656642185361184139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/6656642185361184139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/09/nobiliarquia-republicana.html' title='Nobiliarquia republicana'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-500011655290091805</id><published>2011-09-23T19:35:00.001-04:00</published><updated>2011-09-23T19:36:01.405-04:00</updated><title type='text'>De cousas pelas quais passei.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-I_WByNRUV04/Tn0XdZNpq_I/AAAAAAAAAtc/KSRJMDPQ7AQ/s1600/kkj_bird.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-I_WByNRUV04/Tn0XdZNpq_I/AAAAAAAAAtc/KSRJMDPQ7AQ/s1600/kkj_bird.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Estive na noite fria e tempestuosa, solitário em caminho ermo. A água da chuva se misturava com minhas lágrimas e meus prantos eram abafados pelo estrondo de sua queda.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por um estranho motivo a quadra que atravessava estava muito maior, e os tênis encharcados tolhiam minha agilidade. Meus passos eram miúdos, tão ágeis quanto podia, mas podia bem pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Estava com frio, cansado e a caminhada parecia não terminar nunca. Não conseguia contar os passos, parecia ter andado um quilômetro e a roupa ensopada parecia pesar mais do que deveria.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Estava sozinho com meus próprios monstros, meus medos, meus traumas e minhas fraquezas. O céu em nuvens pesadas tinha engolido qualquer ponto de referência.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Me arrastava quase congelado, com a mochila nas costas, ensopada. Por um milagre os cadernos não se desmancharam. Mas eu sim. Eu já estava fragilizado, o desenrolar dos trâmites só fez tudo desabar de vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Com muita dor as feridas estavam sendo lavadas, como se a chuva fosse de salmoura. O re-parto que se dava me sufocava e eu novamente não conseguia dar o choro que os médicos esperavam, só gritava para dentro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ninguém ao meu lado. Onde eu estava é o de menos. Estava só. Não que sempre tivesse realmente acompanhado, mas a solidão de então era uma companhia ameaçadora. Ela sabia de tudo, inclusive o que eu não sabia de mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;As poucas pessoas que estavam ao alcance da visão, tinham sumido. As sombras em alto contraste das árvores estavam ainda mais escuras, como se tivessem derramado nanquim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Dos anos que vivera até então, vi o filme completo, como se anunciasse o óbito iminente, que não veio, é claro. Não me lembro do que vi, me lembro de não ter gostado. Mas tudo se desvaneceria aos poucos, com o passar dos dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Cada dor, cada pranto, cada palavra calada na marra. Tudo estava lá. Não sei quanto tempo durou a sessão de tortura memorial, mas apelando à relatividade, durou uma vida inteira.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Esse inferno não durou mais do que uns poucos minutos, mas para alguém tão jovem era uma eternidade. Não havia capetinhas me cutucando com seus tridentes, surrupiados pela igreja de Posseidon para demonizar os deuses gregos. De resto, a agonia, o sofrimento de que não podia me esquivar, a certeza do desamparo, tudo era o retrato cênico de um inferno. Aquela esquina não chegava nunca.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Com o passar dos anos o episódio, que nunca se repetiu, foi tornando-se uma exceção à regra de minha péssima memória... Péssima quando não lhe convém, eu pago o preço de seus caprichos. A cena ainda é nítida. As sensações foram superadas com razoável eficácia, mas as lições deixadas ainda doem.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;De vez em quando o inferno faz lembrar de sua existência, mas também que sobrevivi a ele. A depressão sazonal resultante é uma seqüela. Minha loucura está sob controle, ao contrário de quem se esforça em parecer normal, ou em contrariar as regras de normalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O ruim não é tanto isso, é vir gente (muita, aliás) achando que: sabe o que é melhor para mim, sabe da minha vida mais do que eu, sabe o que estou pensando, sabe o que quero, sabe que motivos tenho para fazer ou não algo, conhece o caminho que trilho, estou revoltado contra o sistema ou qualquer asneira que valha, não conheço a vida de verdade, enfim, gente se perdendo de tanto achar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Depois de tudo o que passei, ainda haver gente querendo me dar lições de vida, como se a conhecesse toda mais do que eu, é patético. Enfrentei o que se escondia nas profundezas abissais de minha alma, cousas de dar medo à maioria absoluta dos adultos, como minha potencialidade para ser cruel; no fim acabei me tornando apenas um xarope viciado em rigor disciplinar e boa conduta, mas só porque enfrentei o carrasco que tenho em mim. Mas hipócrita, isto eu nunca fui. Fazer o que não presta não constituía um divertimento aos meus olhos já envelhecidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O mais ridículo: Acreditar que não me corromper (apesar das portas escancaradas) é prova de ingenuidade, me dói o fígado. Não é à toa que me afastei e continuo me afastando de muitos, que no final das contas não fazem a menor falta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-500011655290091805?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/500011655290091805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=500011655290091805&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/500011655290091805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/500011655290091805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/09/de-cousas-pelas-quais-passei.html' title='De cousas pelas quais passei.'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-I_WByNRUV04/Tn0XdZNpq_I/AAAAAAAAAtc/KSRJMDPQ7AQ/s72-c/kkj_bird.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-6747934278293871680</id><published>2011-09-16T15:45:00.002-04:00</published><updated>2012-01-08T15:03:51.152-04:00</updated><title type='text'>Bonequinha de Luxo; Jubileu de ouro</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-C6g-V8PXxgc/TnOmFhflxZI/AAAAAAAAAtY/AG9ShpDte68/s1600/audrey_hepburn_poster012.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-C6g-V8PXxgc/TnOmFhflxZI/AAAAAAAAAtY/AG9ShpDte68/s400/audrey_hepburn_poster012.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O filme é tão marcante, que delineou um novo e sólido padrão de elegância. A actriz principal é tão marcante, que delineou um novo e sólido padrão de elegância. Notícias &lt;a href="http://folha.com/no976222"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Breakfast_at_Tiffany%27s"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://revistacriativa.globo.com/Revista/Criativa/0,,EMI264032-17351,00-BONEQUINHA+DE+LUXO+ANOS+UM+CLASSICO+DO+CINEMA+E+DA+MODA.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.jornalfloripa.com.br/brasil/index1.php?pg=verjornalfloripa&amp;amp;id=14213"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/julie+andrews+celebra+50+anos+de+bonequinha+de+luxo/n1597212944723.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.jb.com.br/programa/noticias/2011/09/16/mostras-de-cinema-e-sessoes-extras-16-a-22-de-setembro/"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://cinema.terra.com.br/noticias/0,,OI5212802-EI1176,00-Hollywood+comemora+anos+de+Bonequinha+de+Luxo.html"&gt;aqui,&lt;/a&gt; &lt;a href="http://entretenimento.r7.com/cinema/noticias/julie-andrews-comemora-50-anos-de-bonequinha-de-luxo-em-baile-20110916.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e o website da Fundação Audrey Hepburn para as Crianças &lt;a href="http://www.audreyhepburn.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ontem, quinta-feira, Julie Andrews, a &lt;a href="http://www.paramountbrasil.com.br/home.asp"&gt;Paramount&lt;/a&gt; e a Sociedade de Cinema do Lincoln Center promoveram um baile comemorativo, o filme Bonequinha de Luxo fez cinqüenta anos, com trema. Para o próximo dia vinte, será lançada uma versão em blu-ray da obra, com extras sobre a filmagem e especialmente sobre Audrey Hepburn. Em sua honra há um texto &lt;a href="http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2008/05/para-audrey-com-carinho.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Aos garotos, que sempre ouvem falar sem nunca terem visto o filme, vai uma breve sinopse comentada. Dois pontos:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A trama gira em torno de Holly Golightly, que passou a infância em uma fazenda, se casou aos quatorze anos e fugiu para Hollywood. Sem sucesso na tentativa de ser actriz, vai para Nova Iorque tentar se casar com um milionário. Torna-se garota de programa. Ela ata uma amizade sincera e (inicialmente) desinteressada com o vizinho escritor Paul, que é durango kid da silva sauro, mas é bancado por uma amante rica... Ou morreria de fome, porque escritor sofre não é de hoje, nem só no Brasil. Na trama original do livro "Breakfast at Tiffany's" de Truman Capote, o rapaz é gay e não conta com suporte de uma amante, e Holly é bissexual. Na verdade ele até desperta algum interesse, mas ela quer ser rica e investe nisso. Em sua magreza bem proporcionada, sem os excessos nocivos de hoje, ela arrebata corações do escritor, um photógrapho, um mafioso preso e uma legião de homens.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Um dia, Holly e Paul entram na Tiffany's, ele vai ao elegante vendedor e pergunta o que há por dez dólares. Então vem mais uma lição de elegância, que todos os vendedores mau-humorados do país deveriam ver e rever à exaustão, ele responde que para quem já tem tudo, há um discador de telephone de prata. Ele não disse "PQP, quem deixou esse pobre entrar aqui? Segurança! Segurança!", apenas se ateve às suas funções e adaptou-se às possibilidades do cliente. Vocês não sabem o que é um telephone de disco? Vejam alguns &lt;a href="http://www.google.com.br/search?q=telefone+de+disco&amp;amp;num=20&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;prmd=imvns&amp;amp;tbm=isch&amp;amp;tbo=u&amp;amp;source=univ&amp;amp;sa=X&amp;amp;ei=GaBzTsr3OMatgQe71qBN&amp;amp;ved=0CDUQsAQ&amp;amp;biw=1024&amp;amp;bih=642"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Aliás, Audrey pegou o papel porque Marilyn Monroe e Kim Novak o recusaram. O que parecia ser um mau sinal foi um presente divino, porque o filme até hoje rende lucros à Paramonunt, que gastou na época 2,5 milhões de dólares com a produção, sendo 750 mil para Audrey. As divas louras não dariam à personagem o mesmo tom de elegância e singeleza que a fidalga imprimiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Bem, Holly aproveitava a vida, conformada em ser meretriz de luxo, namorando rapazes e as jóias da Tiffany's. Aliás, o nome original homônimo do livro, é justo porque ela costuma tomar seu café da manhã em frente à vitrine da joalheria, comento cachorro-quente com refrigerante o que rendeu uma das cenas mais emblemáticas do filme. Outra é a em que se senta na janela, empunha o vioão e canta Moon River, canção feita especialmente para ela e gravada por uma infinidade de cantores, chegando a ser tema de espetáculos na Broadway.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O que mais conta a favor do filme é a elegância com que conta a estória, especialmente do modo de vida de Holly, sem se prender a atrocidades e perversidades que nada acrescentariam ao filme, mas fazem muito sucesso nas porcarias de hoje. Não há apologia à prostituição, nem mesmo se faz muito drama com isso. Ela transa por dinheiro, mas também namora. Seu desejo de riqueza tem a ver com segurança, não com um sonho de princesa a espera do príncipe em seu cavalo branco. Lembremos da infância sofrida e do que deve ter passado em seu casamento tão precoce, que felizmente não lhe encheu de filhos para sustentar, tampouco estragou sua beleza refinada, só a desiludiu com o amor romântico e seus adereços.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mas quem disse que ser romântico é deixar a cabeça na gaveta? O romance, como não poderia e não deveria deixar de ser, desabrocha lentamente ente os dois amigos, e ela acaba esquecendo a obsessão de ser rica. Ela se apaixona por um homem que conhece bem, em suas qualidade e seus defeitos, eliminando os riscos de uma decepção. Como isto acontece? Aha! Achas mesmo que vou contar tudo? Vejam o filme, oras! Importa agora que o filme tem final feliz, mas não encantado, cheio de pompas e com uma extensa criadagem em um palacete em uma ilha particular. É final feliz, mas de pés no chão.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/X-eyYm_qn_8" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Texto compartilhado com o blog Talicoisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-6747934278293871680?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/6747934278293871680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=6747934278293871680&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/6747934278293871680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/6747934278293871680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/09/bonequinha-de-luxo-jubileu-de-ouro.html' title='Bonequinha de Luxo; Jubileu de ouro'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-C6g-V8PXxgc/TnOmFhflxZI/AAAAAAAAAtY/AG9ShpDte68/s72-c/audrey_hepburn_poster012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-689701174508123712</id><published>2011-09-15T18:51:00.001-04:00</published><updated>2011-09-15T18:51:40.054-04:00</updated><title type='text'>Como vendem um apartamento</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GertMkCumLM/TnKBIH7N5CI/AAAAAAAAAtQ/MKKu0Q8QdbY/s1600/ovo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-GertMkCumLM/TnKBIH7N5CI/AAAAAAAAAtQ/MKKu0Q8QdbY/s1600/ovo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Visite nossos apartamentos decorados&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- E então, o que vocês trazem?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Conseguimos solucionar o problema, Seu Rizonho. Encontramos a argumentação perfeita.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Então mostrem, mas é bom que seja convincente, espero lucrar mais de trezentos por cendo com esse empreendimento, mas para isso não pode ficar uma só unidade encalhada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Vamos focar em alguns medos e obsessões da população. Já contactamos uma canastrona gotosa, para dizer que em São Paulo a moda é ter praticidade absoluta, é viver em apartamentos minúsculos para não ter trabalho em limpar e manter.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Vamos dizer que no mundo moderno de hoje, as pessoas estão antenadas e viendo a mil por hora, então não podem perder tempo com o que não precisam. Os jovens precisam ser cool e curtir a vida enquanto podem, para tanto o temanho do apartamento não tem tanta importância, já que ele só vai lá pra dormir.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Interessante, estou gostando. Continuem.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Vamos dizer que os 28m² do apartamento rendem três metros a mais graças à evolução da engenharia da Rizonho Empreendimentos. Não vamos citar que as paredes internas só têm cinco centímetros de espessura. Quem precisa saber disso quando a vida lá fora convida a viver tudo ao mesmo tempo e na intensidade máxima?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Aproveitando o gancho da neurose de muitos jovens em deixar de viver para juntar dinheiro e viver bem na velhice, ignorando que nessas condições gastarão os tubos com tratamentos médico-psicológico antes de chegarem à velhice, diremos que o espaço enxuto não distrai a atenção do workstation, contribuindo para o sucesso profissional de nossos clientes. E ainda tem o argumento falso da segurança, mostraremos crianças brincando alegremente em uma manhça ensolarada, com adultos ao longe, para passar tranqüilidade ao inconsciente do nosso público alvo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Rapaz! Se eu não soubesse da picaretagem que faço, até eu me convenceria! Continuem.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Outro argumento para distrair as atenções do cubículo, é haver praças e áreas verdes a poucos minutos de caminhada, fazendo parecer que nós fizemos e/ou recuperamos aquelas áreas, tudo pelo nosso cliente. O senhor disse que está abrindo lanchonetes de fast food, lojas de conveniência e outros mimos metropolitanos na área.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Sim, claro! Foi pra isso que forcei a desvalorização e degradação da área, pra poder comprar tudo a preço de banana e continuar lucrando em cima dos trouxas depois de quitarem suas gaiolinhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Então! Pra quê cozinhar em casa se tem um restaurante bacana logo ali em baixo? Pra quê sujar louça, gastar água, enfim, ter trabalho depois de um dia agitado e haver a balada esperando?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Se o sujeito quiser cozinhar, que compre um microondas! Dos menores, para caber na copa. Mas desencorajaremos à exaustão o preparo de alimentos em casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Também conseguimos um trunfo. Conseguimos conversar com o nosso fornecedor, em troca de uma propagandazinha simples, os móveis dele mobiliarão o apartamento decorado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- E o que os móveis dele têm que valorizam tanto o imóvel?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Os que encomendamos, especificamente, são feitos em escala 3/4. Fazem o apartamento parecer bem maior, por serem menores. E no contracto, em letras miudinhas, diremos que o efeito decorativo conseguido só pode ser reproduzido com móveis com essas características, que são patenmteadas pelo nosso fornecedor.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Então os móveis do modelo decorado sairão de graça?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Dos três. Teremos três modelos decorados, para dar impressão de que cada apartamento é único e tem a cara do comprador. Para acentuar mais, as paredes terão só pintura de fundo, a cor e a textura ficarão a cargo e gasto do comprador. E vamos ser francos, pelo menos nisso, os arquitetos capricharam, são ovinhos, mas são muito bonitos!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Sim, claro, disso eu faço questão! E as vagas de garagem, como resolveram?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Alugamos alguns Smart para colocar nas vagas. Eles são minúsculos, cabem até no bolso. Darão a impresão que que cabe sim um carro naquela vaga, e de quebra dá um ar pós-moderno ao empreendimento. O comercial será claro, só mostrará os Smart nas vagas, então o sujeito não poderá reclamar se seu Mille raspar na parede durante uma baliza.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Aha... Beleza, muito bem! E a questão dos congestionamentos? Eles já são crônicos em Goiânia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Primeiro diremos que a iniciativa privada não pode ser responsabilizada pelas deficiências do poder público, que pagamos impostos aviltantes e não temos retorno como todo cidadão... O que é verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Mas também diremos que mesmo assim nosso cliente não pode ficar à mercê da inoperância estatal. Aproveitando que isto atenua a pequenez das vagas, o condomínio terá entrada e saída pelas três ruas, para escolherem a mais livre na hora de sair... Como se houvesse rua de trânsito livre no Bueno!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Óptimo! Óptimo! Está aprovado. O gabarito da cidade já foi devidamente rasgado e nossos espigões, cheios de cubículos desumanamente pequenos, poderão ser entregues até antes do prazo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-689701174508123712?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/689701174508123712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=689701174508123712&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/689701174508123712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/689701174508123712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/09/como-vendem-um-apartamento.html' title='Como vendem um apartamento'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GertMkCumLM/TnKBIH7N5CI/AAAAAAAAAtQ/MKKu0Q8QdbY/s72-c/ovo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-5901517070956661223</id><published>2011-09-09T20:13:00.000-04:00</published><updated>2011-09-10T20:13:27.668-04:00</updated><title type='text'>Numa sexta qualquer</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0WyzsCi3ii8/Tmqqy6XfEoI/AAAAAAAAAtI/QDt9ueVvmNY/s1600/P9290013-full%253Binit_1303.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-0WyzsCi3ii8/Tmqqy6XfEoI/AAAAAAAAAtI/QDt9ueVvmNY/s1600/P9290013-full%253Binit_1303.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Dream, a little dream...&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Cinco da matina é hora de levantar... Na verdade às 04h50min já estou arrumando a cama para começar a rotina. Os guias não se importam com meu bafo de múmia, então tudo é precedido por uma prece.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É triste ter que descer na Avenida Goiás e enfrentar de dez a quinze minutos de caminhada em um roteiro (àquela hora) cheia de lugares ermos, então não posso me dar ao luxo de um lanche antes de sair, tenho que pegar outro itinerário para descer a uma quadra do serviço. Como durante o trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A única vantagem de sair tão cedo, é ser a única hora em que o transporte público oferece alguma dignidade, pelo menos naquela linha, porque várias já passam lotadas antes das seis horas. E o trânsito ainda não estressa. Ainda dá para se apreciar alguma coisa do que restou da arquitetura da cidade, antes de o prefeito rasgar os gabaritos em prol da especulação imobiliária.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Pois sim, tiraram os cobradores e a economia não rendeu melhoria nenhuma. Aumentaram o preço da passagem e os mesmos paus-de-arara mal conservados nos levam pelas ondulações da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Bolsa com apetrechos e refeição, guarda-chuva e sono, muito sono de quem precisa de férias desde o começo de Agosto, mas só terá em Dezembro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Com a debandada dos guardas municipais para as polícias civil e militar, a autarquia fica sozinha, quando muito com um vigia que nem sempre está lá. Eu abro o portão, passo entre os carros, desço um pouco e subo três poucos. É uma lástima ver aquele computadorzinho pré-cambriano pifado, quase tanto quanto já não ter sala própria.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Faz parte da rotina uma meditação, enquanto faço o chá e, não me custa, arrumo a copa para as moças. Feito o chá, subo e faço outra prece, que o lugar é muito carregado. mais carregado do que aluno empurrado em escola pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Começo a trabalhar em minha função propriamente dita, antes do meu horário formal. Na prática é uma hora que dôo ao erário. Muita gente faz isso, não sou o único. É gente que jamais ganha prêmio nenhum, nem é indicado para porcaria alguma de reconhecimento, inclusive para "funcionário padrão". Todo mundo já se desiludiu com os incentivos organizacionais e suas palestras forçadamente empolgadas, não funcionam mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quase tão ruim quanto receber peças atrasadas, é não ter formação em arqueologia egípcia, porque os hieroglifos de alguns fiscais são de lascar! Interpreto por semelhança, vendo várias peças do mané para comparar e deduzir que palavra é aquela. Agrava o vício em prolixia de alguns fiscais, que acabam confundindo com excesso de palavras supérfulas á comunicação. Mas nada supera um sistema que trava utilizando o sistema DOS purinho e simples. Para cada passo que o computador dá, ele precisa enviar solicitação à central e esperar pela resposta, que quando todo mundo está usando pode demorar muito, a ponto de eu precisar resetar a máquina, e às vezes perder todo o trabalho já feito. Alguém aí já viu um computador travar com o DOS? É bizarro!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Entre um serviço e outro, entre um alongamento e outro, vejo pela rede as ameaças do dia, pelo que já escrevi; já faz algum tempo que não recebo, mas é questão de hábito. O problema é que, se com o DOS a porcaria do sistema trava com a semi-censura fútil da prefeitura, imaginem com o ruindows interlerd exploder! Nem a página da Anvisa, órgão máximo da vigilância sanitária no país, podemos acessar para orientar o contribuinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Uso meu e-mail mesmo, para fazer o serviço, porque o da prefeitura deu pau há anos e as novas senhas que me mandam nunca funcionam, então prefiro não esquentar com mais essa besteira, há muitas outras que valem à pena. Só que ele, de vez em quando, também trava... Dá nos nervos!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Em um armário, num canto, repousa a placéria esclerosada Epson 2170, que sempre voltava da manutenção pior do que quando tinha saído, inclusive faltando peças. Quando ela passou a só puxar e mastigar papel, em vez de imprimir, a aposentei compulsoriamente. Uma nova? Há uma matricial nova no monitoramento, mas nunca foi instalada, e só pessoal autorizado pode fazer isso, por mais qualificados que sejam meus colegas; e eles são!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eu não posso com ar condicionado. Infelizmente é um conforto que não posso me dar, pois as dores no corpo, a coriza, a dor de cabeça e a sinusite não perdoam. Fico com a janela aberta, passando calor, suando às bicas em frente à carroça puxada por mula manca que me oferecem. Interessante notar que, com o login na minha conta no blogger, a mula manca menos, mesmo com um retrato de Audrey Hepburn como fundo. Vai entender! A prefeitura dá a impressão de querer que todos os funcionários administrativos comprem notbooks para usar no trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Outro detalhe que pode parecer bizarro, é eu tomar chá quente durante o expediente, mesmo com o calor me cozinhando vivo. Acontece que o calor de Goiânia, nesta época do ano, vem acompanhado de um teor de humidade relativa baixíssimo, que no mês passado chegou a dez por cento. O líquido quente, ainda que desconfortável, me ajuda a respirar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Na medida do possível,&amp;nbsp; e de nossos bolsos, tocamos o serviço a compensar as deficiências de material da autarquia. Papel higiênico, por exemplo, eu levo, porque aquela lixa d'água eu não passo em mim!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Às treze, sete horas depois do início, nem um segundo antes, assino o ponto, pego minhas tralhas e saio sob o guarda-chuva, que o índice de radiação ultravioleta está ultraviolento. São de dez a quinze minutos de caminhada. Acontece que o ônibus que pego para ir, não tem a mesma presteza para voltar, então bato pernas no microondas goianiense até outro ponto de ônibus. O trânsito já está caótico, as bonecas enrustidas já estão exibindo a masculinidade que sonham ter ao volante, os motoristas de ônibus já estão enfartando, enfim. Vou arriscando minha pele para poder voltar para casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Às vezes coincide de eu chegar quase junto com o ônibus, às vezes coincide de o semáforo me prender e ele ir embora diante de meus olhos melancólicos. O certo é que não existe horário, na prática não existe não importa o que a secretaria de transportes desumanos fale. Chega o ônibus (às vezes acelerado pelo atraso excessivo, às vezes se enchendo rápido porque o anterior não passou) e eu subo. Enfio o bilhete naquela maquininha infame e passo, vou para o fundo, ser assado enquanto o veículo enche. Nada de delicadezas, a precariedade faz o passageiro se cansar mesmo sentado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Chego à casa, não raro, uma hora e meia após deixar meu posto. Com freqüência mais cansado pelo transporte do que pelo trabalho. Um carro? Um lap-top? Esqueçam. O salário acaba e o mês continua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-5901517070956661223?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/5901517070956661223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=5901517070956661223&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/5901517070956661223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/5901517070956661223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/09/numa-sexta-qualquer.html' title='Numa sexta qualquer'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0WyzsCi3ii8/Tmqqy6XfEoI/AAAAAAAAAtI/QDt9ueVvmNY/s72-c/P9290013-full%253Binit_1303.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-5048702303904732260</id><published>2011-09-06T21:15:00.002-04:00</published><updated>2011-09-07T14:47:52.891-04:00</updated><title type='text'>O Fernando está certo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Jn2HjmlKX1c/TmbFRLTy1nI/AAAAAAAAAtA/gLhWFEpTo9U/s1600/maquina-de-escrever.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-Jn2HjmlKX1c/TmbFRLTy1nI/AAAAAAAAAtA/gLhWFEpTo9U/s1600/maquina-de-escrever.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Isto era a maior facilidade que tínhamos. E era para poucos!&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vendo hoje o blog (&lt;a href="http://esturdio.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;) da amiga New, tive o gancho que precisava para voltar a um assunto que já abordei outras vezes, mas sempre de modos e ópticas diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O Fernando é um idoso inconformado com o inconformismo besta de uma juventude que se revolta pelo prazer de se revoltar. Eu evito usar esse termo, mas é tão apropriado e versátil que peguei gosto por ele: No meu tempo, mesada era dada por famílias abastadas. Nem faz tantos anos assim, só umas poucas décadas. A garotada que aprontava voltava para casa sabendo que teria esclarecimentos a prestar, e teriam que ser convincentes para o castigo não vir. Havia abusos, sim, havia, mas quem disse que essa eca aprovada por intelectuais de ar-condicionado, protege alguém de pais realmente perversos?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vejo em fóruns de discussão pela rede, fedelhos sem limites se metendo em conversa de adultos, como se soubessem do que estão falando. Até podem ter lido a respeito, ouvido falar a respeito, visto vídeos a respeito, mas eles simplesmente se intrometem e começam a ofender os que declaram diferente. Houve apenas um, um só, que teve a ombridade mínima e indispensável de assumir que tinha onze anos, e que estava falando bobagem porque estava de férias escolares, e perdeu a chance de aprender uma profissão durante as mesmas. Os outros ainda hoje se metem e soltam potocas como se fossem adultos, apesar de não conseguirem disfarçar sua mentalidade pueril.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É uma garotada besta, que não mede conseqüências com trema de suas palavras (típico da idade) e solta atrocidades que levariam qualquer adulto aos tribunais, sem apelação. Piores são os que pensam que são engajados, politizados, esclarecidos e desiludidos. O que chamam de engajados e politizados, quase sempre, não passa de festejar a desgraça do desafeto eleito e fazer vistas vesgas e grossas para o mal feito de seus afetos; esclarecidos eu concordo até certo ponto, porque quem não leva em consideração a experiência alheia, e ainda menospreza testemunhos em contrário, tem conhecimento aleijado; quanto a desiludidos... tenham dó! Eles não têm idade para saber o que é realmente uma desilusão. No máximo estão profundamente decepcionados, mas faz parte da preparação para a vida adulta lidar com isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Estão tão preocupados com a criminalidade, com a violência, com a precariedade do policiamento preventivo, que se esquecem de se relacionar bem com autoridades, de colaborar com a polícia, de se unirem para terem a liberdade que reclamam ter sido tolhida pela bandidagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Estão tão preocupados com a doença pública, com a falta de médicos, com o descaso para com os hospitais públicos, que nenhum abre mão de uma ida ao cinema para suprir o básico de um posto de saúde (ataduras, luvas, soro fisiológico e outras cousas baratinhas), de carregar ao menos uns curativos no bolso para pequenas emergências, de ligar para a câmara municipal da cidade a cobrar atitudes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Estão tão preocupados com a educação pública, com as esmolas dadas aos professores, com a falta de material de consumo e pessoal administrativo para dar apoio, que não filmam (com seus celulares mesmo) as condições das escolas próximas para denunciar, não doam sequer um livro, não abrem mão de um pouco do que têm para ajudar a atenuar o problema.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eles só reclamam, só protestam, só xingam, só fazem caçar briga! Gente, isso nunca foi coisa de jovens! Ao menos no meu tempo, isto era coisa de velho caquético que não tem mais nenhuma perspectiva de vida, nem vontade de aprender mais cousa alguma. Se eu faço o que digo? Sim, dentro da autarquia onde trabalho, eu e meus colegas suprimos parte do que a prefeitura (de partido "progressista", viram) negligencia, inclusive photocópias para os contribuintes, de nossos bolsos. Só não levo um lap-top para poder trabalhar direito porque... o salário não dá mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A quantidade de garotos que morrem diariamente por motivos estúpidos, torpes, fúteis, mostra o quanto essa juventude está perdida, embora pense que sabe o que está fazendo. Tentando imitar os bandidos de cinema que adoram, metem-se em encrencas com bandidos de verdade e dão-se muitíssimo mal. Aviso, garotada, nem todo mundo que parece está blefando, alguns têm cacife para bancar o que mostram. O que acontece quando um&amp;nbsp; moleque desses morre por sua imprudência? gastos para o erário com ambulância, paramédicos (quando dá tempo), investigação policial, necropsia, enfim, toda uma máquina já assoberbada que poderia estar cuidando de quem sofreu um acidente, se ocupa de um monte de bobocas que não tiveram limites e varas de goiabeira em casa, quando precisaram. Em miúdos: Suas vidas não são problemas só de vocês, como pensam. Liberdade plena é utopia, uma panaceia que malandros com pretensões políticas enfiaram em suas cabecinhas de vento. Nem na natureza existe isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Enquanto vocês caçam encrenca virtual com quem pensa diferente, aqueles que dizem combater ficam à vontade, tendo certeza de que ninguém deixará o ciberbulliyng para prestar atenção ao que eles fazem. Pensam que são espertos, que suas retóricas prolixas são o máximo, mas não passam de marionetes nas mãos da malandragem de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Garotos, vão passear, vão estudar, fazer amigos, namorar, vão prestar serviços à comunidade, vão aprender a ser adultos. O mundo com que vocês sonham ficará muito mais próximo e plausível se começarem a trabalhar por ele, em vez de trabalhar contra inimigos políticos. Nem preciso falar que atacar o problema, como precisa ser atacado, não é para pessoas inexperientes, preciso? É para adultos. Dificilmente alguém muito jovem tem sangue frio e sensibilidade para não se deixar levar pelo tamanho do problema.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não pensem que existe anonimato de verdade na internet. Vocês não são virtuais, seus computadores não são virtuais, a lan house não é virtual. É uma regra básica da investigação policial, tudo o que existe deixa pistas, e uma hora as suas aparecem. Enquanto vocês ficam dando risadas como o Pateta da Disney, esticando suas carinhas cheias de acne e esfregando suas mãos cabeludas, um agente policial pode estar observando. Assim como vocês assumem apelidos ridículos, um investigador pode assumir a identidade de uma vítima em potencial, ou pode muito bem ser quem vocês pensam ser uma loura burra escultural.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Um bom começo para quem quer mudar o mundo, de verdade e de uma vez por todas, é ouvir os mais velhos. Não precisa concordar com eles, basta ter o devido respeito por sua experiência e dar-lhe ouvidos. Às vezes, e já aconteceu comigo, uma hora de história de vida pessoal desmente muito do que teorias acadêmicas apregoam.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Hoje vocês têm uma quantidade de facilidades que nem a ficção científica do meu tempo imaginava. Para se fazer uma pesquisa escolar de dez páginas, meu Deus do céu, era uma semana de bibliotecas, jornais, consulta à gramática, revisão e muita caneta em papel almaço. Lembro de minhas mãos doendo de tanto escrever, de me isolar do resto do mundo para fazer algo decente e apresentável. Essa garotada tem condições de fazer pequenos livros (cem páginas, pelo menos) no mesmo tempo, mas a maioria só faz baixar trabalhos já prontos, às vezes sem mudar nada, nem o nome do autor! Quando muito, passa o corretor ortográfico. Hoje nem todos sabem empunhar uma caneta... O vício da facilidade produz efeitos similares ao consumo de drogas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir="ltr" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: left;" trbidi="on"&gt;Privar-se um pouco dessas facilidades, do imediatismo da internet, pode adocicá-las bastante. Provavelmente essas facilidades até percam parte de seu encanto, para quem se acostuma a fazer esforços, deixam de ser imprescindíveis para serem importantes. Aprende-se a medir o valor do tempo pela qualidade do que se faz, não pela quantidade que muito raramente é usufruída. Assim o tempo que se vive ganha mais importância, conseqüentemente os prós e contras da fase da vida também. Ir devagar com o geral, focando um ou dois temas para ter velocidade faz um bem imenso, muito maior do que falar besteiras em fóruns de internet.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir="ltr" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir="ltr" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quanto minha crítica ao eca, que é uma eca sem tamanho, conto uma historinha que constrangeu um conselho tutelar de Goiânia; Os pais de uma monstrinha de uns doze anos foram chamados, queriam dar-lhes lições de moral, de poltiticamente patético e outras baboseiras de intelectual que copia e cola, sem se importar com os motivos da reprimenda. Eles tinham dado umas boas palmadas na fedelha e esta os denunciou. O pai da aborrescente (que estava começando a se envolver com marginais) os interrompeu e fez uma ameaça, se eles não pudessem corrigir a conduta da filha e evitar que morresse como muitas outras idiotinhas morreram, por acerto de contas ou confronto com a polícia, então eles não a queriam mais, dariam aos membros do conselho para doção, para que eles a educassem como eles pregam que deve ser. O que aconteceu: Gelaram, tremeram nas bases e deixaram a família em paz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="https://www.youtube.com/embed/7bUHKKDSjK8" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-5048702303904732260?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/5048702303904732260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=5048702303904732260&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/5048702303904732260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/5048702303904732260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/09/o-fernando-esta-certo.html' title='O Fernando está certo'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Jn2HjmlKX1c/TmbFRLTy1nI/AAAAAAAAAtA/gLhWFEpTo9U/s72-c/maquina-de-escrever.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291748</georss:point><georss:box>-16.6856868 -49.311489 -16.6552638 -49.272006999999995</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-273250143330645107</id><published>2011-08-31T15:50:00.000-04:00</published><updated>2011-08-31T15:50:00.753-04:00</updated><title type='text'>Tadinha da Jaquinha!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-y7r6LeuDlj4/Tl6O_ysgB1I/AAAAAAAAAs0/Qw-joi7uM1w/s1600/Croco_cry.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://2.bp.blogspot.com/-y7r6LeuDlj4/Tl6O_ysgB1I/AAAAAAAAAs0/Qw-joi7uM1w/s400/Croco_cry.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;http://www.band.com.br/noticias/brasil&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Gente, aquela filmagem (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/884487-filha-de-roriz-aparece-em-video-recebendo-dinheiro.shtml"&gt;clique e veja&lt;/a&gt;) foi uma armadilha, uma afronta aos direitos mais elementais de privacidade do cidadão de bem, uma armação contra a minha honra! Uma acusação descabida que nem leva em conta minha ausência na vida política!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vocês não perceberam? A câmera foi posicionada direitinho (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/884487-filha-de-roriz-aparece-em-video-recebendo-dinheiro.shtml"&gt;dê outra olhada&lt;/a&gt;) para me pegar no flagra, ninguém me avisou de nada, nem me pediram pra colocar a bolsa em local estratégico para impedir o constrangimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É tudo culpa da imprensa! Ela manipula tudo! Há anos que estão me perseguindo, a mim e minha família. Vocês não se lembram de todos os ataques que já dirigiram ao meu pai? Justo ele, o homem mais íntegro (ai!), honesto (ui!), honrado (arg!), digno (uff!) e cristão (gasp!) que eu conheci em toda a minha vida! Vocês, digníssimos e honrados deputados, que várias vezes contactaram sua plena inocência, calando os repórteres levianos que o perseguem, sabem como eu que a mídia, a internet e os blogueiros estão em conluio para desestabilizar as instituições democráticas! E ainda tramam contra a regulamentação externa!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eu estou constrangida! Exibiram aquelas cenas aviltantes (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/884487-filha-de-roriz-aparece-em-video-recebendo-dinheiro.shtml"&gt;veja só mais uma vez&lt;/a&gt;) com minha figura sem a minha autorização, e espalharam pela maldita internet livre, antes que eu tivesse tempo para cobrar favores e barrar judicialmente sua divulgação! Snif! Snif!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Em que mundo nós estamos, meu deus, onde um cidadão não pode ter privacidade em seus assuntos particulares... Buáááááááááááááá...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Meus filhinhos, hoje, à mesa do desjejum, enquanto mastigavam geléia de tâmaras albinas com pão de trigo nobre com a boca aberta, queixaram-se à sua querida mamãezinha do assédio dessa maldita imprensa livre! Eles não podem mais nem tirar racha em via pública e atropelar cidadãos inocentes, sem que um abutre de câmera em punho os incomode!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vocês não imaginam, meus amigos, correligionários, parceiros de lutas, o inferno que minha vida se tornou! Eu, uma mãe de família, cristã, temente a... a... a Deus! Uma cidadã de bem que respeita as leis de seu país!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Estou sendo vítima de tramas ardilosas de meus inimigos! Tudo isso é para me tirar do pleito do ano que vem, porque sabem que o povo de ama! O povo clama pela minha liderança! Que não teme mais uma mulher no primeiro escalão do poder! Porque sabem que há rumores de que sou uma virtual pré-candidata à presidência da república!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eles não querem as mudanças progressistas que eu faria, se fosse presidenta! Por isso estão me atacando, caluniando a minha honra! Sabem que eu barraria atentados á honra dos representantes do povo, que cassaria concessões sem pestanejar, que manteria controle firme na internet, tudo para acabar de uma vez por todas com os abusos contra nossa classe. E eu nem tinha mandato na época, como posso ser processada por isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ah, meu Deus, vou chorar de novo! Câmeras em mim, please! Buáááááááááá...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por isso eu peço! Eu imploro! Eu me arrasto aos vossos pés, meus amigos de honra ilibada, fiéis defensores dos interesses de nosso povo! Tenham piedade de uma pobre mulher! Uma cidadã indefesa perante os ataques covardes de uma imprensa sem controle! De blogueiros subversivos! Eu clamo por piedade! Clamo por justiça! Eu clamo, clamo e clamo-o-o-o-o! Buá-á-á-á-á-áááááá!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eu sei, honrados parlamentares, que seu senso de justiça e sua indignação para com os abusos que sofri, não deixarão o bastião da correção e da moral cair no pó vermelho deste chão. Eu sei que nenhum de vocês se esqueceu de tudo o que já convivemos longe de câmeras indiscretas. Por isso, para provar que não tenho medo da justiça, coloquei-me junto ao enquanto perante no nível de seu julgo cristalino, para que decidam em sua augusta sapiência o meu destino político!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por essas e outras tanto apoiamos, correligionários, a sinalização para que os motoristas não sejam vítimas da indústria da multa nas estradas, quem dera também pudéssemos avisar á população onde a polícia estará fazendo suas operações, para ninguém ser pêgo! Reforma constitucional já! &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Porque eu sei que posso contar com seu bom senso! Com sua compreensão. Sei que vocês não vão me decepcionar, jogando-me aos leões ferozes da mídia infame. Meus amigos, estamos quase em fim de ano, seria horrível passar o natal lamentando ter sido vítima de uma injustiça desse porte. Vocês, em suas casas, sei que também lamentariam muito o meu estado de ânimo, se a pressão poderosa dos jornais triunfar. Mas sei que isto não vai acontecer, NÃO É?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Aqui termino, meus adorados amigos. Em prantos, sim, mas altiva, com a cabeça leve a repousar no travesseiro macio da consciência límpida e imaculada. Deixo com vocês a decisão de meu destino político. Vocês sabem o que melhor representa os anseios da nação. Vocês que sabem! Viu!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Para quem não viu, leia &lt;/span&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/08/por-265-votos-166-camara-absolve-deputada-jaqueline-roriz.html" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://noticias.r7.com/brasil/noticias/ausentes-tambem-ajudam-a-absolver-jaqueline-roriz-20110831.html" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/politica/2011/08/30/absolvicao-de-jackeline-foi-derrota-do-brasil-diz-presidente-do-conselho-de-etica.jhtm" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.band.com.br/noticias/brasil/noticia/?id=100000452818" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-273250143330645107?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/273250143330645107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=273250143330645107&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/273250143330645107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/273250143330645107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/08/tadinha-da-jaquinha.html' title='Tadinha da Jaquinha!'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-y7r6LeuDlj4/Tl6O_ysgB1I/AAAAAAAAAs0/Qw-joi7uM1w/s72-c/Croco_cry.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291747999999984</georss:point><georss:box>-16.6802358 -49.29908949999999 -16.6607148 -49.28440649999998</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-2716553537069914866</id><published>2011-08-26T17:34:00.001-04:00</published><updated>2011-08-26T18:43:05.646-04:00</updated><title type='text'>Vamos regulamentar!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-c3WMd33oIt8/TlgRL39kgLI/AAAAAAAAAso/rlmREoCp-yE/s1600/monstrocorrupcao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-c3WMd33oIt8/TlgRL39kgLI/AAAAAAAAAso/rlmREoCp-yE/s1600/monstrocorrupcao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;http://chargesbenett.wordpress.com/&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É para se regulamentar tudo o que não presta, mas que é praticado? Então vamos!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Regulamentemos o lobby!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não importa se populações inteiras morreão de fome (ou assassinadas) com isso. Os lobistas existem e agem, por isso devem ter sua ação regulamentada. comecemos por fixar um limite e uma taxa pelos danos causados. Um limite porque se matarem todos os desassistidos de uma vez, não sobra ninguém para enganar e fazer os políticos parecerem bonzinhos a cada dois anos; uma taxa porque... porque... Ah, tudo neste país é taxado e retaxado! Por que com os assuntos regulamentados seria diferente? Assina a petição em três vias e três dagens, todas reconhecidas em cartório, seladas e acompanhadas de uma figuginha rara da Copa de 1970.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Para organizar melhor, e arrecadar melhor com taxas abusivas, serão categorizados em três grupos, com subgrupos a serem regulamentados por leis complementares:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Lobistas ideológicos: que defendem interesses de grupos que querem que o mundo seja do seu jeito, a despeito de a constituição preconizar a liberdade de expressão;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Lobistas econômicos: que defendem interesses empresariais que querem arrancar o seu couro a qualquer custo, desde que o custo também seja seu, e ainda serem tratados como heróis geradores de empregos, mesmo que paguem uma miséria aos empregados;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Logistas aleatórios: esta classe tende a ser discriminada pelas demais, uma espécie de lobbulling, mas eles terão a liberdade de contractar lobistas ideológicos para defenderem seus interesses e sustentar sua futilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Também poderíamos regulamentar os crimes de assalto e afins, criando cotas de assaltos para os meliantes saberem e terem certeza de que terão o que levar para casa, no fim da jornada. O modo de abordagem e a contribuição mínima do cidadão seriam os pontos mais polêmicos, mas para isso os assaltantes poderiam contractar lobistas. A ação da polícia precisaria de freios, um manual para aprender a diferenciar o assalto legal do crime, mas claro que os meliantes precisariam se manter identificáveis, para não serem confundidos com bandidos não legalizados.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Furtos e roubos a estabelecimentos seriam beneficiados com a entrada exclusiva, o que impediria que o assaltante precisasse ferir um cidadão não-assaltante, já que gestos bruscos de temor podem ser confundidos com tentativa de agressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;E o arrastão, esta modalidade reconhecidamente brasileira, passaria a ser uma atração turística, sendo praticada por profissionais gabaritados, que formariam uma onda de meliantes a tirar tudo do cidadão, que não saberia o que teria acontecido até ver-se nu em público. Com o tempo e o aperfeiçoamento, ganharia requintes de espetáculo, com iluminação especial, sonographia, telões gigantes, narração de comentaristas famosos, enfim... Estão vendo como a regulamentação de uma prática comum só traria benefícios?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Só seria proibido assaltar bancos e políticos, seria anti ético e os cem anos de perdão negados.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Outra cousa a ser regulamentada, já que acontece todos os dias e todo mundo sabe que acontece, é o bulling. O problema é que hoje essa humilhação se realiza pelas mãos de cidadãos despreparados, causando mais traumas do que o necessário e levando a vítima ao suicídio, acabando com uma promissora carreira de achincalhamentos e ausência completa de auto estima.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O bulliner (chique no úrtimo!) seria treinado e capacitado para deixar suas vítimas sempre no limiar da auto destruição, mas só até aí, para que pudesse se recuperar e ser novamente humilhada em outra oportunidade. Um prazo a ser definido por médicos seria fixado como mínimo entre cada prática, com isso a vítima teria até tempo de aproveitar melhor a companhia dos amigos, aos quais daria mais valor com o passar dos anos de bulling. Estão vendo? É só regulamentar que todo mundo sai ganhando, inclusive os laços sociais!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;E a corrupção? Esta, meus amigos, é a coisa mais comum e antiga neste país. Então tem que ser regulamentada! Chega de políticos inescrupulosos nos enganando, tendo que mentir em campanha. Será criada a "Apropriação Regulamentar do Erário".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Políticos, funcionários públicos e afins não terão mais que agir na calada da noite, debaixo do pano, alimentando o crime organizado com lavagem de dinheiro. Agora haverá uma cota para cada um, proporcional aos seus ganhos, para livre acesso aos cofres públicos. As caixinhas pedidas para facilitações serão de valor livre, mas terão que constar nos autos a serem preenchidos diáriamente, com matrícula funcional, para que abusos sejam coibidos. O funcionário terá direito a pedir a contribuição, mas não deverá negar o serviço em caso de recusa, apenas deixará o contribuinte mofando na fila como todo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ao fim de cinco anos consecutivos de "ARE", a média aritmética dos ganhos mensais extras seria incorporada automática e irrevogavelmente aos vencimentos do funcionário de carreira; cargos eletivos seriam, assim, também considerados de funcionalismo público especial.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O bom desta regulamentação é que o dinheiro retirado não seria perdido, pois haverá registro e será cobrado no imposto de renda, gerando mais receita, mais investimentos e mais cidadania aos que, hoje, precisam trabalhar na penumbra do preconceito social.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A erotização infantil. Claro! Afinal é correlato a sexo, sexo é natural, se é natural não faz mal e não deve ser reprimido.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Com a autorização prévia dos pais e/ou responsáveis, o agente erotizador poderia dar á criança mais inocente e novinha, um aspecto de verdadeira meretriz, colocando roupas curtas, apertadas e desconfortáveis, mas anestesiando tudo com música ruim em volume insuoportável, para facilitar coreografias próprias para maiores de vinte e um anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Com&amp;nbsp; isso a criança pode ter seu ganha-pão desde a mais tenra idade, evitando que engrosse as filas de desempregados recém-formados. Aliás, para quê estudar se o povo sustenta irracionalmente essas modas de mundo-bunda? Deixem os estudos para os feitos, que assim ficam livres da concorrência das pessoas bonitas e ganham o que merecem, por competência.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;As regras seriam bem claras, feitas por pedabobos e filosofinhos que nunca saem de suas salas com ar condicionado, não sabem por onde seus filhos (se os tiverem) andam e não fazem as devidas adaptações de soluções que deram certo em países completamente diferentes do nosso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Também poderemos regulamentar a música ruim, os programas-cão, o neonazismo, enfim, é uma lista longa que precisa da análise minunciosa da sociedade organizada. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Que foi, minha gente? Por que essas caras?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Deixem de hipocrisia! Tudo isso já existe, acontece, todo mundo sabe e geralmente finge que não vê. Já que é para regulamentar tudo o que não presta, a pretexto de dar liberdade e enfraquecer a criminalidade, vamos regulamentar tudo!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Já que as conseqüências de tudo isso é sumariamente ofuscada por análises primaríssimas e tendenciosas, e muita gente "intelectual" apóia, então vamos regulamentar tudo, até a completa devastação da Amazônia, ainda que isto gere um colapso climático e dizime populações inteiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Regulamentar não é a solução para tudo? Ou será que só há interesse pessoal, proselitismo disfarçado nessa bagunça toda?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-2716553537069914866?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/2716553537069914866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=2716553537069914866&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/2716553537069914866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/2716553537069914866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/08/vamos-regulamentar.html' title='Vamos regulamentar!'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-c3WMd33oIt8/TlgRL39kgLI/AAAAAAAAAso/rlmREoCp-yE/s72-c/monstrocorrupcao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291747999999984</georss:point><georss:box>-16.6802358 -49.29908949999999 -16.6607148 -49.28440649999998</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-7410698879858770848</id><published>2011-08-23T10:57:00.003-04:00</published><updated>2011-08-24T19:19:05.197-04:00</updated><title type='text'>Hip-hop pró Pará</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;﻿﻿﻿ &lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-W51muKzQf5c/TlO_bWl5FoI/AAAAAAAAAsk/gxsOxP7ALhw/s1600/Par%25C3%25A1%2527s_flag" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="265" qaa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-W51muKzQf5c/TlO_bWl5FoI/AAAAAAAAAsk/gxsOxP7ALhw/s400/Par%25C3%25A1%2527s_flag" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://qualquercoisasobrebelem.blogspot.com/"&gt;http://qualquercoisasobrebelem.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿﻿ ﻿ &lt;br /&gt;&lt;span closure_uid_4bkd1i="132" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Se liga, meu irmão, querem te ludibriar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="119"&gt;&lt;span closure_uid_4bkd1i="117" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eles não estão nem aí se o Pará, como Atlântida, afundar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Só querem um pretexto para proliferar as ratazanas de planalto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="118"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Dividindo o povo honesto para poder melhor nos enganar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="118"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="120"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="120"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="121"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Esse papo furado de que tamanho atrapalha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É desculpa esfarrapada de quem não trabalha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Bastaria terem feito a infra-estrutura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Para a qual recebe grana toda prefeitura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Pois dinheiro em Brasília é o que não falta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="122"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eles só querem ter mais vagas para sua malta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="122"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="123"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="123"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Se liga, vacilão só tem retórica nas falas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eles se vestem engomados, mas são um bando de malas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Se tamanho fosse tão importante vírus não daria gripe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="124"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Me digam o que fizeram até hoje pelo Estado do Sergipe?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="124"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="125"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A solução para um Estado de tamanha dimensão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É aplicar nossos impostos na sua estruturação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mas à corja não interessa abrir mão da mordomia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="126"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Nem acabar com a mentalidade de que ser macho é praticar pedofilia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="127"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mas com o que eles não podiam contar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É haver uma leoa feroz, lá em Belém a atacar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Sem dó nem sutileza o discurso imbecil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Para cada bobo que quer partir, há quem não quer mil!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="128"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="129"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os Estados da Califórnia e Texas são os maiores americanos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Nunca enfrentaram problemas para serem divididos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Porque eles, mesmo políticos, sabem que assim estariam falidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="131"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não vamos deixar o gigante Pará ser mutilado por esses carcamanos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="131"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="130"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar dois pedaços do Estado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_4bkd1i="102"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Querem roubar as riquezas do Pará!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-7410698879858770848?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/7410698879858770848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=7410698879858770848&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/7410698879858770848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/7410698879858770848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/08/hip-hop-pro-para.html' title='Hip-hop pró Pará'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-W51muKzQf5c/TlO_bWl5FoI/AAAAAAAAAsk/gxsOxP7ALhw/s72-c/Par%25C3%25A1%2527s_flag' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291747999999984</georss:point><georss:box>-16.6802358 -49.29908949999999 -16.6607148 -49.28440649999998</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-1049516705475270965</id><published>2011-08-19T19:00:00.002-04:00</published><updated>2011-08-19T19:47:09.075-04:00</updated><title type='text'>Para sanear o Brasil; 3 de 3; mostre quem paga e manda.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4tXYhgQn3RQ/Tk7pfsbC1-I/AAAAAAAAAsc/Vyow35uLnU8/s1600/Altaira-Morbius-0008.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-4tXYhgQn3RQ/Tk7pfsbC1-I/AAAAAAAAAsc/Vyow35uLnU8/s1600/Altaira-Morbius-0008.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mostrem quem paga e manda em quem!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Peço novamente aos leitores que não pulem etapas. Se estão chegando agora a esta trilogia, cliquem &lt;a href="http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/08/para-sanear-o-brasil-1-de-3-vida.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/08/para-sanear-o-brasil-2-de-3-o-poder-e.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e leiam os textos&amp;nbsp; anteriores, que são o alicerce e o contra piso deste.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Caras concidadãs e caros concidadãos, Tudo o que existe no Brasil, derivado directo ou indirecto do poder público, está formatado para corromper vocês.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não, caros leitores, o inchaço da máquina administrativa por proliferação de cabides de empregos inúteis, não se presta apenas para distribuir favores aos aliados, se presta principalmente para que vocês precisem de favores. Não há acasos no serviço público. As regras torpes, feitas por analfabetos funcionais, que exigem documentação para comprovar a validação de documentação, coloca-nos em posição de dependência política para que nossas necessidades mínimas sejam atendidas. Assim temos dois caminhos, esperar pela lentidão por escassez de mão-de-obra do judiciário, ou ir ao “dotô” e garantir um voto em troca de nos colocar na frente de alguém.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ir à televisão para mentir na cara dura, dizendo que o transporte público está bem dimensionado e só precisa remanejar ônibus, como é rotina em Goiânia, chamando por tabela de mentiroso o contribuinte que liga para dizer o contrário, é a maior bondade que essas pessoas fazem. Ameaçar estuprar e matar as mulheres da família de jornalistas que tenham indícios sólidos, e se ponham a falar em público a respeito, é parte da profissão de político.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não quero assustar os leitores com o que já escrevi, embora em alguns caso devesse. Só mostrar que “O Poderoso Chefão” é uma ficção, mas não tem absolutamente nada de fantasioso. E para quem acha que é impossível fazer política sem ser canalha, leia &lt;a href="http://esturdio.blogspot.com/2011/08/antonio-reguffe-um-fio-de-esperanca-uma.html"&gt;esta matéria&lt;/a&gt; do Esturdio’s Blog New e pense direito. O deputado distrital, em pleno ninho de cobras, admite que não é perfeito e erra, mas não faz farra com o dinheiro público. Ele prova de próprio exemplo que é sim possível e viável resistir às tentações da corrupção. Então, caro leitorado, ele prova de moto inconteste que nós temos como escolher gente diferente. Então, vamos falar a respeito?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vamos lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Um gari aqui de Goiânia, que Deus o tenha desde poucos meses, conhecido por Negro Jobs, ganhou as últimas eleições para vereador, cargo que cumpriu com muito mais lisura do que podemos esperar de um político. A estratégia dele foi simples, pediu licença para interesses particulares, após pegar cinco mil reais de empréstimo consignado, comprou uma Brasília “no estado”, fez um lote de panfletos e saiu a pedir votos aos colegas e populares, cara a cara. Funcionou e provou que ninguém precisa ter rabo preso, por financiamento de campanha, para se eleger com boa margem de votação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Muita gente afirma que quem vota é o dependente de cestas do governo e que por isso absolutamente nada adianta fazer contra. Essas pessoas dão poderes demais aos pústulas, e fazem parecer que o universo é uma entidade estática e que tudo sempre foi do jeito que está e jamais mudará. Os dois exemplos que citei provam justamente o oposto. Não vai acontecer em treze meses, tempo que temos até o próximo pleito, mas é possível sim mudar para melhor a mentalidade do eleitorado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Sim, é verdade que muita gente ainda pensa que o governo inventa dinheiro e que os políticos são sacerdotes desta cornucópia. &amp;nbsp;Na realidade é uma triste e esmagadora maioria. Por isso este artigo é uma trilogia e pedi que lessem primeiro os textos anteriores, para se prepararem e terem condições íntimas necessárias à mudança que urge. E asseguro que não precisam isolar-se em uma montanha longínqua para essa preparação, seis meses insistindo e seus entes mais próximos já notarão a diferença, talvez menos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quando souberem de alguma notícia política importante, não se deixem levar por um meio de comunicação. Eu consulto no mínimo três e ainda fico atento à reação popular, que quase sempre é nula. Ser político é quase sinônimo de ter amizades e inimizades inescrupulosas, por isso é extremamente difícil que uma reportagem consiga isenção suficiente para ser confiável, isso quando o repórter quer ser isento. Leia o que as publicações das mais diferentes ideologias dizem e observe onde elas convergem, é de lá que deverá partir a tua análise. Sempre há um ponto de convergência, por mínimo que seja, ou uma das matérias é completamente inventada, aí é outro assunto e outro escândalo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Fica mais difícil analisar os candidatos à medida que os partidos arreganham as pernas para qualquer um se candidatar, por critérios quase sempre espúrios. É uma tática simples e eficiente, encher a propaganda eleitoral com candidatos insignificantes para que as atenções do eleitor se voltem para os menos ridículos. O circo de horrores que temos a cada biênio, leitorado, é proposital. Apesar de vez em quando o tiro sair pela culatra e uma zebra se eleger. Fica menos difícil selecionar os candidatos se vocês já tiverem em mente as suas prioridades, se souberem o que querem que o eleito faça. Com isso os discursos cheios de retórica enfeitada e prolixidade fútil perdem força, porque vocês já sabem o que precisam ouvir e não darão importância àquilo que não for de seu interesse. Os que não tiverem planejamento de trabalho nenhum, estes não passarão pela peneira. Foque, por exemplo, no tripé educação-saúde-segurança. Nenhum parlamentar, nenhum executivo consegue trabalhar com tudo ao mesmo tempo, mas pode dar manutenção do que não for o seu foco. Podem, por exemplo, cobrar a preservação da malha viária enquanto concentram seus esforços na restauração do ensino público. Outro pode pedir boletins diários da segurança enquanto fomenta a geração de empregos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Se vocês souberem o que mais lhes incomoda, saberão exatamente o que cobrar deles. Em um comício ficará extremamente difícil o candidato safar-se de uma pergunta impertinente aos seus planos. Em uma época em que até canetas podem gravar horas de vídeo de boa qualidade, fica extremamente fácil colher provas de tudo o que aconteceu durante o debate. Sim, agora vocês estão tendo um clique! A tecnologia avançou e miniaturizou tanto, que é praticamente impossível não ser registrado com fiabilidade e qualidade em eventos públicos. Os celulares com câmeras de seus filhos irritam de vez em quando! Mas na ocasião deixem-nos à vontade. Combinem com vizinhos, amigos, parentes e o Zé Pereira para fazerem perguntas indiscretas e denunciantes, como de onde saiu tanto dinheiro para tamanha campanha, ou quem são seus suplentes e qual o seu histórico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Usem a abusem da internet. Arquivos de texto, áudio, vídeo, imagens comprometedoras, documentos, enfim, tudo o que pode servir de prova contra ou pró está a um clique. Digitem o nome do indivíduo, sempre entre aspas para que só aquela combinação seja buscada, em qualquer motor de buscas e “Abra-te Sésamo!” a vida pregressa do cidadão estará diante de seus olhos, todinha, sem nada a esconder. Sabem aqueles vídeos que um juiz amigão tirou do youtube? Tenha certeza de que alguém baixou e salvou, é só procurar... Isso se já não estiver circulando por e-mails na época da campanha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Aliás, não se furtem o direito de cobrar provas concretas de que:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;1.&lt;span style="-moz-font-feature-settings: normal; -moz-font-language-override: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O candidato tem condições de cumprir com o que está prometendo, isso inclui provas de que o partido não vai boicotá-lo por tentar agir direito. Há muitas cousas que eles podem fazer sem depender do partido, mas outras não;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;2.&lt;span style="-moz-font-feature-settings: normal; -moz-font-language-override: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp; - &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O candidato vai cumprir com o que está prometendo. Vale registro em cartório de que a falta com a palavra equivalerá à renúncia automática, e que o suplente vai fazer o que ele não fez. Vale ele provar que sua filiação partidária tem prazo de validade e pode ser cancelada;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-indent: -18pt;"&gt;3&lt;span style="font-size: small;"&gt;.&lt;span style="-moz-font-feature-settings: normal; -moz-font-language-override: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O candidato vai levar o projecto até o fim, ou seja, não deixará o mandato na metade para se aventurar a outro cargo eletivo. Este é um ponto eliminatório, pois diferencia o político profissional de um embrião de estadista;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;4.&lt;/span&gt;&lt;span style="-moz-font-feature-settings: normal; -moz-font-language-override: normal; font-size-adjust: none; font-size: 7pt; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;O candidato, se eleito, empregará seu suplente e funcionários públicos de carreira em seu gabinete, e só os que forem realmente necessários. Mais, esses assessores deverão ter funções e horários a cumprir. De preferência, uma das funções deve ser a de manter o eleito informado sobre tudo o que for relevante. O suplente, caso precise assumir, estando a par de tudo não terá dificuldades em dar andamento ao trabalho;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-indent: -18pt;"&gt;5&lt;span style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="-moz-font-feature-settings: normal; -moz-font-language-override: normal; font-size-adjust: none; font-size: 7pt; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -&lt;/span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O candidato, quando eleito, seguirá o conselho de técnicos e pesquisadores de cada área, não de correligionários, de pastores, de familiares, enfim, ele deve provar que dará ouvidos e acatará o laudo de quem realmente entende do assunto que estiver em pauta. Isto seria garantia, também, de que ele leria o que está sendo votado, em vez de assinar somente porque seus simpatizantes pediram que assinasse;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-indent: -18pt;"&gt;6.&lt;span style="-moz-font-feature-settings: normal; -moz-font-language-override: normal; font-size-adjust: none; font-size: 7pt; font-stretch: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Se o candidato preencher todos os requisitos, que são o mínimo indispensável, então vocês podem estudar se votam ou não nele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Reportagens completas das mais diversas fontes estão nos sites de jornais e revistas, podem procurar que o acesso quase sempre é livre. Dêem especial atenção às charges políticas (&lt;a href="http://chargesbenett.wordpress.com/"&gt;como estas&lt;/a&gt;) que são retratos estereotipados da realidade. O humor pode dizer muito mais e de forma mais eficaz quem é aquele candidato, do que uma rodada sisuda de debates, onde cada um coloca o que lhe convém, e no fim tudo termina em palavra contra palavra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O velho ditado “Muito ajuda quem não atrapalha” é de grande valia. Porque não podemos esperar que milhares de Negros Jobs &amp;nbsp;e Reguffes apareçam de uma vez em um só pleito. Na dúvida, quando não souberem em que idiota votar... Valham-se da pesquisa que tiverem feito e votem no que perceberem que não vai tentar atrapalhar, aquele que não vai meter a mão descaradamente, que não vai chantagear e ameaçar o executivo, por demissão sob provas de ilícito de correligionários, enfim, que não vai tentar jogar o país no caos para se vingar do executivo eleito. Coisa de partidos reacionários.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Dos males o menor, leitorado. Não podemos esperar que tudo se conserte de uma hora par a outra, mas tirar do caminho a praga que coloca o orgulho do partido acima da estabilidade nacional, já é um avanço significativo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Sei que vai doer muito, mas deixem de lado ideologias, simpatias, inimizades e outras pessoalidades na hora de escolher o candidato. Aquele que mais lhe parece antipático, pode ser justo o que tem mais condições de fazer o que queres ver feito. Eu tinha receios com a eleição de Merkel para premier da Alemanha, mas é quem está segurando tudo nas costas... parece até sina dos alemães carregar a Europa durante crises. Eu estava errado em relação à ela, talvez até tivesse votado contra, se eu fosse alemão; teria votado errado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;A ideologia, que outrora servia de farol para guiar os passos de uma pessoa politizada, hoje é apenas pretexto para colocar a segurança pública em risco. Devemos deixar de votar contra um inimigo, para votar em prol do país que queremos ter, com isso qualquer inimigo potencial fica instantaneamente neutralizado, como um vírus medíocre que se depara com um organismo forte e pleno de saúde. Levem em conta as necessidades do país. Esqueça interesses, que o momento não é de reivindicações sectárias, muito menos individuais. O país precisa ser reconstruído do zero, e disputas de lobistas só fazem atrasar essa reconstrução. Quem tem aspirações legítimas não precisa de lobista, que age sempre por debaixo do pano se lixando para quem vai morrer por causa do que está pleiteando. Quem tem aspirações legítimas, se organiza e põe a boca no trombone, faz pressão até que as fezes políticas sejam expelidas do organismo público.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Nós não temos o que escolher para fazer primeiro, porque tudo está por ser feito. Os últimos vinte e cinco anos de governo dilapidaram a infraestrutura que foi construída até então, fazendo muita gente boba ter saudades da ditadura. O que os eleitos precisam fazer é reprojetar o Brasil inteiro. É para isso que temos um governo, para cuidar da coisa pública enquanto cuidamos de nossa parte na vida cotidiana. Eles são muito bem pagos para isso.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="https://www.youtube.com/embed/GkD9jvqpNto" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-1049516705475270965?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/1049516705475270965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=1049516705475270965&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/1049516705475270965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/1049516705475270965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/08/para-sanear-o-brasil-3-de-3-mostre-quem.html' title='Para sanear o Brasil; 3 de 3; mostre quem paga e manda.'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4tXYhgQn3RQ/Tk7pfsbC1-I/AAAAAAAAAsc/Vyow35uLnU8/s72-c/Altaira-Morbius-0008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291747999999984</georss:point><georss:box>-16.6802358 -49.29908949999999 -16.6607148 -49.28440649999998</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-3774071376354061063</id><published>2011-08-16T10:17:00.002-04:00</published><updated>2011-08-16T13:12:50.691-04:00</updated><title type='text'>Para sanear o Brasil; 2 de 3: o poder é seu!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" closure_uid_1678ru="250" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iZuM6fVDcbI/Tkp7fqPRcAI/AAAAAAAAAsY/eMy8p18JREs/s1600/Joerg+Warda-207476_1183708315_submedium.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" naa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-iZuM6fVDcbI/Tkp7fqPRcAI/AAAAAAAAAsY/eMy8p18JREs/s400/Joerg+Warda-207476_1183708315_submedium.jpg" width="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_1678ru="129"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_1678ru="129"&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="118"&gt;&lt;span closure_uid_1678ru="209" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Tenham a fineza de não pular etapas e começar pelo primeiro texto (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/08/para-sanear-o-brasil-1-de-3-vida.html"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;este&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;) da trilogia. Grato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="118"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_1678ru="198"&gt;&lt;span closure_uid_1678ru="208" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Serei menos rascível agora. Parem de acreditar que todos fariam o que vocês fariam na mesma situação. Ninguém serve de parâmetro para o comportamento alheio. Eu, por esta mentalidade besta, seria corrupto, machista, racista, xenophobico, homophobico, altamente proselitista e o escambáu de “istas” que vocês tiverem em mente. Eu tive a chance para contrair e alimentar cada uma dessas chagas. Tive e paguei o preço de não tê-lo feito. Olhem direito ao seu redor, analisem com frieza e verão bem perto pessoas fazendo exactamente o que vocês não fariam na situação em questão, por mais prazeroso que seja para vocês; talvez seja só para vocês. Então não tem sentido chamar alguém de otário por não ter aproveitado uma chance que vocês gostariam de ter.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="119"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por exemplo. Quem compra um carro eléctrico gasta pelo menos cinqüenta por cento mais por um desempenho mais modesto e uma autonomia (quase sempre) pequena. É otário? Está querendo ser diferente? Ir na onda da moda? Quem te disse? Tu conheces a pessoa em questão para dar o veredicto? Isto é o que poderias pensar de alguém com a tua mentalidade, mas ninguém tem exactamente a mesma mentalidade de outra pessoa. Então parem de ver o mundo como uma extensão de seus anseios, porque cada um tem o seu particular, por mais que os de vários se pareçam não são os mesmos. Duas pessoas não fazem a mesma cousa exactamente pelos mesmos motivos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="119"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="120"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Entendidos? Certo, então comecemos com o segundo texto propriamente dito. Comecem repetindo para si mesmos que vocês podem viver sem quase tudo o que se vende ou oferece “de graça”. Vocês não precisam do último tablet 3D que projecta seu monitor em paredes de até três metros. Seria interessante ter um, claro, mas ninguém precisa disso para viver. Quase tudo o que vende é supérfulo, então não faz sentido depositar seus sonhos e esperanças nessa quinquilharia toda. Convencendo-se disso, fica fácil fazer boicote, arma letal que todo cidadão tem no coldre, cheio de munição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="120"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Deixemos as paixões e ideologias de lado para analisarmos o que faz bem e o que corrompe a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_1678ru="200" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;HÁBITOS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O teu comportamento no trânsito. Vamos, fale. Quem te disse que parar em fila tripla só por cinco minutos não atrapalha ninguém? Faça um esforço e ponha-se no lugar do estressado que está buzinando alucinadamente, olhando o relógio com um desespero difícil de se encontrar. Pode ser só estresse, claro, mas também pode ser uma ambulância. Se ficar difícil imaginar a dor alheia, bata com a cabeça em algo duro e se imagine dentro daquela ambulância. Ficou fácil, né. É assim que a corrupção cotidiana de cada cidadão ajuda a manter o país sujo e atolado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A rua não te pertence, nem ela, nem a calçada. Não podes fazer delas o que bem entendes. Aliás, calçada não é lixão e não pode-se confiar que os garis vão catar aquele papel de bala. Já viram alguém escorregar em papel de bala? Aquele troço é tremendamente liso em pelo menos uma face, para evitar adesão e proliferação de bactérias. Seria mais barato usar papel comum, poroso, mas este só serviria como embalagem secundária, em contacto com o doce continuaria a ser aquela armadilha fatal para idosos e pessoas de muletas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Corrupção é desviar-se deliberadamente de suas obrigações em proveito próprio, às custas de recursos alheios. Quem atrapalha o trânsito de veículos e pedestres está fazendo mo quê? Quem atira lixo em via pública em vez de guardar até encontrar uma lixeira (muitas vezes o fazendo com a lixeira ao lado) está fazendo o quê? Quem fuma em ambiente público fechado está fazendo o quê? Quem usa qualquer droga, inclusive álcool, e sai às ruas como se ninguém tivesse nada com isso, gerando transtornos e danos, está fazendo o quê? Quem liga o som no último volume, obrigando os outros a ouvirem o que não precisam, está fazendo o quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Em todos esses exemplos, o indivíduo está se apoderando da liberdade, saúde e até vida alheia em função de seu prazer. Priva-se do direito à mobilidade (e à respiração) quem nada lhe deve a respeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="121"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Aos que espernearem e tentarem me enfiar goela abaixo a ladainha de “no primeiro mundo isso”, “na Holanda aquilo”, “Nos países avançados ninguém tem nada com isso”, eu digo de modo terminal: Nesses países ninguém dá a mínima para ninguém. Se a pessoa morre em via pública, o corpo é removido três dias depois por causa do mau cheiro. Não é respeito, é indiferença. Nesses países onde há liberdade de autodestruição, a vida é insuportável, tanto que suicídio de crianças é banal. Repito o que disse lá atrás: Consumo e prazeres não tornam ninguém feliz, às vezes nem mesmo os animais se contentam com satisfação biológica, então me poupem dessa egoísta conversa pseudo-libertária. Há uma diferença gigantesca entre o indivíduo e a causa, eles só se importam com a causa, o indivíduo que se lasque.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="121"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_1678ru="127" style="text-align: center;"&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="122"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;CONSUMO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="122"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="124"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Sabe aquele I-pod com MP537 baratinho? Por que será que ele é baratinho se tem tantas funções? Ainda que seja uma porcaria e só dure uns meses, tamanha versatilidade tem um custo, dá muito trabalho para ser produzido. Só escala de produção não explica tudo. A explicação é muito simples, leitores: Trabalho análogo à escravidão, ausência total de qualquer direito trabalhista, manipulação cambial descarada, desdém para com o meio ambiente, propinas para permitir práticas condenadas por qualquer organização séria. Há muitas empresas que conseguem assim reduzir seus preços sem mexer na margem de lucro, como a Apple. Essas empresas não querem saber, se abstém de tomar conhecimento dos meios utilizados para a fabricação do que leva sua marca. Demitem seus próprios compatriotas para fomentar o trabalho semi-escravo, quando não o escravo. Boicotem. O que eles permitem que façam com os trabalhadores, não hesitarão em fazer com vocês. Aliás, boa parte desta vigente crise econômica mundial é fruto podre da ação de biltres assim, que usam o bordão “só negócios, nada pessoal” para justificar qualquer atrocidade com que estejam envolvidos; como a máfia faz para tentar atenuar uma condenação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="124"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="123"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não sejam mesquinhos. Algo que fica barato demais sem ter havido um grande salto nas técnicas de produção, tem algo de muito errado embutido no preço. Infelizmente já demos corda demais para essa gente, é difícil encontrar algo portátil que não tenha sido feito por terceirizados de países tolerantes com a crueldade. É difícil, não impossível. E se começarmos a boicotar, concordando em incluir salários decentes e boas condições de trabalho no preço, passará a ser fácil. Não se iludam, os preços não caíram na mesma proporção dos custos aos especuladores. Eles estão lucrando mais e não vão abrir mão desse dinheiro fácil passivamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="123"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_1678ru="126"&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="125"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;De tanto terceirizar tudo, a maioria das grandes corporações deixou de existir, não passa de um monte de escritórios, cuja única função é burocrática e especulativa. Vejam quantos productos têm made in china em suas etiquetas. O facto de serem todos muito semelhantes não é coincidência, uma terceirizada fabrica para muitas empresas, um dos modos de reduzir custos é fazendo tudo igual, nas mesmas matrizes, às vezes só mudando o logotipo do cliente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="125"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O mesmo fazem aquelas lojas populares, que vendem baratinho e em troca tratam o comprador como se estivessem fazendo um favor em vender. Em vez de arcarem com todas as responsabilidades, como um verdadeiro adulto faria, terceirizam todos os serviços que podem sem se importar com as condições de trabalho dos terceirizados, mesmo que isto signifique matar uma criança de colo para pressionar a mãe a se demitir. Eles não dão a mínima. Antigamente fazia-se por dinheiro o que se gostava de fazer, os indivíduos agora fazem o que der dinheiro e não lhes mandar para a cadeia. Não importa o quê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="126"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eu pago mais caro com prazer. Se não posso pagar por servidores bem tratados, fico sem. Tenho muitos conhecidos com pilhas de traquitanas tecnológicas penduradas no corpo, eu não tenho mais do que meu velho celular que já tem três anos. Triste? Não por isso. Nenhuma função biológica foi afetada pela falta de uma tela sensível ao toque. Só tenho saudades do meu walkman, montado em Manaus com peças do Japão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="126"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O mesmo vale para comida, meus filhos. Ninguém precisa de carne para sobreviver, com poucas exceções. E os que precisam, precisam de pouca, bem pouca. Então, antes de reclamar dos desmatamentos, conflitos agrários, ET Cetera, aceite pagar um pouco mais por um bife que deu mais trabalho para ser produzido. Para quem acha que comida orgânica (juro que nunca vi comida metálica) não dá lucro, o príncipe Charles Spencer da Inglaterra é o maior produtor de comida orgânica do mundo, e está rolando na bufunfa com isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Pensem bem, comam um pouco menos por algo mais saboroso, tanto ao paladar quanto à consciência. O consumo crescente estimula a mudança de meios modos de produção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O mesmo vale para residências. Não aceitem pagar a indecência que cobram por cubículos. Isto é especulação. Se te obrigam a comprar móveis cada vez menores e mais frágeis, e carros cada vez menores, eles não terão a mínima vergonha na cara em reduzir ainda mais os espaços. Não existe motivo técnico para que um apartamento custe muito mais do que uma casa do mesmo tamanho. Quando eu digo “muito mais”, não aceito mais do que vinte por cento, para um apartamento muitíssimo bem equipado. Porque já vais pagar condomínio pelo resto da vida, além do IPTU, o imóvel não será realmente teu. Quem alimenta a especulação imobiliária é o comprador. São Paulo precisou limitar essa miniaturização porque começaram a apresentar plantas de apertamentos com 36m². Nenhuma família, por menor que seja, se suporta com menos de 120m² para circular. Com 36m² é melhor morar numa Kombi adaptada com banheiro químico, é mais barata e tu se livra dos vizinhos chatos num segundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_1678ru="125"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_1678ru="118" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;ENTRETENIMENTO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_1678ru="118" style="text-align: center;"&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="127"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por falar em consumo e drogas, boicotem os artistas que usam indiscriminadamente alucinógenos, são um péssimo exemplo de que seus filhos não precisam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="128"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Acham que fui duro e directo demais? Talvez, mas se eu delongasse vocês não prestariam atenção à mensagem principal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="128"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span closure_uid_wruivg="129" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Sim, esses que usam e falam besteiras são mais carismáticos, têm “atitude” (simiesca) e fazem mais macaquices no palco. Mas vá a um quartel e veja gente fazendo muito mais macaquices, pulando mais, correndo mais, se pendurando mais e por aí vai, sem recorrem a porcaria nenhuma além de seu próprio preparo físico, e um pouco de disciplina. Para quem não entendeu a mensagem: É perfeitamente possível fazer tudo e muito mais sem recorrer a muletas químicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span closure_uid_wruivg="129" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A vida do artista não é da minha conta enquanto não trouxer prejuízos, mas aqui não se trata apenas de um hábito destrutivo, ou uma excentricidade, é questão de saúde pública e muitos outros factores. Muitos deles não só usam como divulgam e incentivam os fãs a usarem também. A diferença entre a vida pública e a privada, é a que o artista deixa ser veiculada. O que ele fizer em sua casa e não infringir a lei, não é da minha conta. A partir do momento em que ele começar a estimular a imitação de sua vida privada, então a coisa muda de figura, porque os hábitos incentivados podem me acertar na rua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Boicotem. Se o artista se porta publicamente mal, deliberadamente mal, sem jamais fazer o mínimo esforço para mudar, boicotem. Ninguém pode ser reprimido por ter péssimo gosto musical, mas gostos pela autodrestuição não devem entrar em suas casas. Aceitem a pecha de caretas, autoritários, antiquados, se for necessário. Autodestruição sim, é a cousa mais careta e antiquada do mundo, e precisa ser extirpada do cerne da civilização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Antes que alguém comece a tacar pedras nos pôsteres de Elvis Presley e Emy Winehouse, investiguem suas histórias para se livrarem de mitos. Eles morreram tentando se livrar do mal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="130"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Deixem, porém, claro que não é contra a pessoa, mas contra suas atitudes. Isto qualquer adulto formado consegue diferenciar. Se o artista em questão estiver se esforçando para melhorar, prestigiem-no e deixem claro que rugas nada têm a ver com impopularidade. O maracujá enrugado é o mais gostoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="130"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="131"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É tudo muito difícil? Sim, eu sei que é muito difícil, afinal NÓS MESMOS alimentamos essa bandalheira toda por um século inteiro! Não vamos mudar um século de péssimos hábitos em poucos anos, mas se não começarmos, jamais conseguiremos mudança nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_wruivg="131"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_1678ru="202"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Lembrem-se da premissa mais sagrada do capitalismo, que tem sido subvertida pelos especuladores e maus agentes: Quem paga, manda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-3774071376354061063?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/3774071376354061063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=3774071376354061063&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/3774071376354061063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/3774071376354061063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/08/para-sanear-o-brasil-2-de-3-o-poder-e.html' title='Para sanear o Brasil; 2 de 3: o poder é seu!'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iZuM6fVDcbI/Tkp7fqPRcAI/AAAAAAAAAsY/eMy8p18JREs/s72-c/Joerg+Warda-207476_1183708315_submedium.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291747999999984</georss:point><georss:box>-16.6802358 -49.29908949999999 -16.6607148 -49.28440649999998</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-971802092378820882</id><published>2011-08-10T17:38:00.001-04:00</published><updated>2011-08-11T14:58:13.809-04:00</updated><title type='text'>Para sanear o Brasil; 1 de 3: vida pessoal.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ij95BB6MzVE/TkL51zwWTlI/AAAAAAAAAsE/fbfRNwtRif4/s1600/Lovely_illustration_of_mother_daughter_wallcoo.com.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ij95BB6MzVE/TkL51zwWTlI/AAAAAAAAAsE/fbfRNwtRif4/s400/Lovely_illustration_of_mother_daughter_wallcoo.com.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;http://www.wallcoo.net/cartoon/Mother_day_Lovely_Children_illustraion/html/wallpaper19.html&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Tenho asco de retórica e uma repulsa incontrolável contra prolixidade, então serei didático e directo. Tudo começa em casa. Tudo mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Para começar, deve-se atentar para os próprios hábitos, para que seus filhos e/ou tutelados vejam credibilidade no que lhes disser. Pode parecer inócuo, mas é nos hábitos do indivíduo que a cultura social é gestada. Mudança de hábito perseverada muda os paradigmas de uma pessoa. É muito difícil, mas só assim para obter os resultados necessários.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quando chegar em casa, especialmente do trabalho, NÃO XINGUE! Pode reclamar do cansaço, do transporte, das condições de trabalho, do que mais for, mas não reclame de precisar trabalhar. As crianças aprendem com os adultos, mas não têm memória e noção de tempo bem desenvolvida. Se te virem reclamando de ter precisado trabalhar, inconscientemente acreditarão que trabalho é ruim. Claro, que mais tarde isso pode ser remediado, mas nunca fica bom como deveria, a imagem do pai chegando bravo e &lt;u&gt;reclamando de ter precisado trabalhar &lt;/u&gt;sempre emergirá à menor dificuldade no emprego. Por pouco que pareça, isso facilita a vida de corruptores, pois mesmo que eles não se corrompam, não terão argumentação para coibir a corrupção, porque no fundo concordarão com ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Se estiver realmente farto de teu emprego, diga que não ganha o que merece por causa de gente desonesta e teça teus comentários a partir disso. Mas nunca reclame de precisar trabalhar. Depois do desabafo, que ninguém é de ferro, comente que graças a Deus nem toda essa corrupção te privou de poder sustentar a casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Em suma, não precisa (nem deve) se fingir de feliz por más condições de trabalho e salário aquém de tua competência, mas deve demonstrar que o trabalho em si é bom. Faça um esforço, tu consegues.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Seja civilizado. Imite tudo o que já sabes que um cidadão faz em sua conduta social, no primeiro mundo, e faça questão de que a criança imite. Estimule que o faça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ajude nos afazeres domésticos. Mesmo que o cansaço lhe corroa as forças, pelo menos levar o próprio prato à pia tu podes. Deixe claro às crianças que o conjugue não é um empregado da casa, muito menos tua propriedade. Isto é muito importante para as crianças crescerem acostumadas a dar a todos a mesma importância social. Ser mulher, ou negro, ou homossexual, de outra religião, migrante ou imigrante, deficiente, nada deve ser motivo para destratar uma pessoa. É em casa, com os TEUS exemplos, que as crianças aprendem isso. Se aprenderem que todos merecem respeito, ficará mais difícil serem convencidas de que merecem se dar bem às custas dos outros. Também previne contra homophobia, machismo, xenophobia e outras pragas do gênero.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por falar em ambiente doméstico, vamos aos mais abastados: Seja justo com teus empregados. Se não podes pagar mais do que um salário mínimo, que pelo menos complemente com productos. É muito comum a empregada doméstica ser proibida de comer da comida que prepara, ser revistada na saída do trabalho, ter que entrar pelo elevador de segregação e por aí vai. NÃO FAÇA ISSO! Por mais que pareça normal, que todo mundo faça, é um dos comportamentos que alimentam a vaidade de bacharéis que insistem em serem chamados de “doutor”, e fazem misérias com o dinheiro público em proveito próprio. É o mesmo argumento que eles usam para dificultar o acesso do cidadão àqueles que elegem, chamando-os de “pessoas comuns”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A empregada não vai cuspir no próprio almoço. A criança que vê um subalterno ser tratado com dignidade, não vai alimentar a idéia estúpida de que pobre merece pouco e tem que se dar por satisfeito, mentalidade usada para colocar paus-de-arara no lugar dos ônibus, latas de sardinha no lugar do metrô, negligenciar o saneamento básico, desfalcar postos de saúde e toda essa bandalheira. Se o condomínio for dessa “elitezinha” falida que pensa ser do primeiro mundo, mude de endereço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Aliás, criança não tem que dar ordens aos adultos, sejam quais forem, mesmo os empregados. &amp;nbsp;Eles têm que obedecer às instruções dos adultos da casa, criança não tem discernimento para interferir nelas. Há quem se estufe de orgulho quando ouve o filho dizer “Tá despedido!” mesmo que a demissão não se concretize. Não, leitores, o petiz não estará aprendendo a ter autoridade, estará aprendendo a ser arrogante, a acreditar que existem pessoas melhores e piores, a ver em gente mais pobre ou “diferente” um objecto a ser usado ao seu bel prazer. Quem manda em adulto é adulto e ponto final. Deve haver regras claras para todos, os pimpolhos devem ser preservados do que não podem se defender e respeitados em sua condição de criança, mas eles precisam respeitar os adultos. Não pensem que hierarquia é cousa de militar, o mundo real é hierárquico, a natureza é inflexivelmente hierárquica. &amp;nbsp;Em casa não tem que ser diferente. Os pais mandam, os filhos obedecem. Acostumem-nos a isto desde a mais tenra idade. Claro que não espero que isso seja seguido à risca, nem precisa, mas deve ser a regra e não exceção. Não precisa ser rígido, mas deve haver rigor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quem aprende a reconhecer autoridade em casa, não vai desacatar ninguém na rua. Com isso não vai precisar de favores de “gente influente” e um elo da corrupção estará quebrado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Há muito filosofo por aí defendendo os mimos e redoma de cristal em que as crianças têm sido colocadas. Gente que não faz mais do que enfeitar seus discursos prolixos com retóricas cheias de citações de philósophos de verdade. Bem, esse tipo não vai criar o teu filho, não vai corrigi-lo e tampouco visita-lo na cadeia. A vida real, a que funciona, a prática que testa todas as teorias me provou o contrário, a mim e aos professores, profissionais de saúde mental e assistência social com os quais lido. Crianças precisam de carinho, muito carinho, muito colo, muito chamego e brincar de montão, de preferência com os pais e parentes juntos, isso estreita os laços e reduz a sedução dos brinquedos. Mas crianças também precisam de limites, de aprender a assumir actos e responsabilidades, de se preparar para a vida adulta; é esta a função de uma brincadeira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quando teu filho tiver discernimento para escolher a roupa que quer, ele escolherá; quando puder pagar por ela, poderá ter a palavra final em todas. Até lá a decisão é dos pais. Pode parecer contramão, mas a liberdade sem critérios que as crianças recebem para escolher o que ganhar, não é verdadeiramente decidida por sua família, é mais imposição de consumo e comodidade ao abrir mão da responsabilidade familiar. Notaram que as propagandas de productos infantis há muitos anos não dão mais a mínima pelota para os pais? Senhora leitora e senhor leitor, quem paga as contas no fim do mês? Quem cuida de agendar escola, médico, compras e tudo mais? Mais uma vez eu digo: Criança precisa aprender a valorizar o trabalho dos pais, a hierarquia interna da casa, as regras internas da casa, porque o mundo lá fora não vai perguntar se eles aprenderam, vai coloca-los directo na linha de produção e punir ao menor deslize. Sofri bullying durante a vida inteira e sei que agressão é sempre reprovável, mas os pais devem ter sangue frio para punir o filho quando se fizer necessário, de preferência no acto da transgressão. Evite-se que seja em público e se dêem o direito de chorarem pelo feito depois, longe dos olhos deles. Se vocês não sabem a diferença entre corrigir e agredir, desculpem-me, mas não estão devidamente preparados para criar um cidadão, contentem-se em ser tios, porque a polícia, meus amigos, bate muito mais forte e com muito mais vontade do que qualquer pai; excetuando-se os trogloditas que deveriam ser esterilizados ainda na puberdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vocês não têm religião? Então acostumem as crianças a freqüentarem lugares calmos e propícios à reflexão com vocês, como o zoológico ou um parque. Eles precisam se acostumar a fazer concessões, como ir a lugares “chatos”, com a família. Quem aprende a fazer concessões desde cedo, aprende também a digerir frustrações e contrariedades que são comuns à rotina de um adulto. Mas depois leve a molecada para se divertir, tem dó! Se tiverem religião, então levem seus filhos consigo à igreja, sinagoga, mesquita, templo, o que for. O caminho que quiserem seguir depois será com eles, a base social já estará formada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Finalmente: Não minta para as crianças. O que não puderem falar-lhes sem ajuda, peçam que esperem para procurar a resposta e busque quem possa socorrer. Se for algo que não possam compreender no momento, peça ajuda de gente profissional e experiente, mas não minta. A mentira é a filha mais promíscua da corrupção.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-971802092378820882?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/971802092378820882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=971802092378820882&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/971802092378820882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/971802092378820882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/08/para-sanear-o-brasil-1-de-3-vida.html' title='Para sanear o Brasil; 1 de 3: vida pessoal.'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Ij95BB6MzVE/TkL51zwWTlI/AAAAAAAAAsE/fbfRNwtRif4/s72-c/Lovely_illustration_of_mother_daughter_wallcoo.com.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291747999999984</georss:point><georss:box>-16.6802358 -49.29908949999999 -16.6607148 -49.28440649999998</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-4013638738264401643</id><published>2011-08-03T17:14:00.001-04:00</published><updated>2011-11-30T18:48:01.441-04:00</updated><title type='text'>Menina oitentinha</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wtXiRrCSHU8/Tjm5upUVYQI/AAAAAAAAAr8/7_YzX3WpNG4/s1600/174926__alyssa_l.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-wtXiRrCSHU8/Tjm5upUVYQI/AAAAAAAAAr8/7_YzX3WpNG4/s640/174926__alyssa_l.jpg" width="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Hello! I'm be back!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Depois de tantos textos densos, sobre assuntos pesados e desagradáveis, hoje tenho algo mais leve e aprazível para falar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ontem,  no início na noite, tive uma raríssima boa surpresa dentro de um  ônibus. No caso, um caio Apache Vip cheio de remendos e com a  transmissão roncando feito uma porca prenha.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A  certa altura da viagem, ainda em Campinas, entrou uma menina que me  chamou a atenção, até então polarizada em meus devaneios; me dou o  direito de chamar de "menina" qualquer uma com idade para ser minha  filha. Baixa estatura, bonita de rosto, corpo bem recheado e esculpido,  sem qualquer excesso, o estilo que adoptou é que fez a diferença. Usava  uma blusa sem mangas, em um azul-teal meio escuro, com cinto largo e  mini saia de couro, as sandálias eram rasteiras. A beleza harmônica da  idumentária que marcava a cintura não parecia merecer a atenção dos  demais, com o cós alto e a gola "quase princesa", digamos, uma "gola  baronesa". Tudo bem porporcionado, ela parecia ter a estatura que tem,  nem mais baixa, nem mais alta, a roupa a deixou com proporções  perfeitas. E sim, a saia era bem curta, mas com boa margem de segurança,  afinal ela anda de ônibus, não em carro próprio. Era uma lição visual  de elegância básica: barra sobe, salto desce. Embora curta, a saia não  se movia, não subia, estava confortável, apesar de bem acomodada no corpo. O que vemos por aí, pelo contrário, é algo tão esvoaçante quanto curto, tornando perigosa qualquer brisa, ou tão justa quanto curta, obrigando a puxar a barra para baixo a cada dois passos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A postura era  nobre, discreta, com a coluna erecta e tentando se segurar naqueles  canos de alumínio, até que surgiu uma vaga para se sentar. Eu tinha  sacolas pesadas, mas havia uma vaga ao meu lado. Ela, porém, com a  prudência que poucas de sua idade têm hoje, preferiu não ficar presa no  assento interno com um estranho acompanhando.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O  rosto da menina completava a cena com competência. Quadrado e bem  corado, nem claro e nem escuro, com uma maquiagem similar ao pó-de-arroz  roseando maçãs e um batom em vermelho bonito, mas discreto. Os cabelos  em tom castanho estavam encaracolados em toda a sua extensão, cheios,  densos, brilhantes, emolduranto aquele olhar tranqüilo de quem sabe  ainda ter muito tempo para fazer seu pé de meia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Tive  o cuidado de ser discreto, olhei por poucos segundos, mas foi o  suficiente para notar o quanto aquela figurinha delicada destoa da  agressividade compulsória que reina neste triste início de século. Ela  sentou-se logo atrás de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Em  pouco mais de um quilômetro apareceu um amigo para fazer-lhe companhia,  então, pela voz, percebi que se trata realmente de uma menina. Mas pelo  teor da conversa, seria uma mulher jovem. Eles falavam de estudos e  trabalho, ela relatando as experiências que já teve em seus empregos, e  que estava procurando um novo há dois meses. A fala era calma, mas  animada, pois no meio do tema "trabalho" vinha também o "folga e lazer".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não  só isso, também me encantou a beleza de sua fala. O tempo, o número, o  gênero e a pessoa eram conjugados com naturalidade e correção. Ela não  relaxou o vocábulo, embora termos coloquiais estivessem presentes, por  estar em um ônibus. Ao contrário da cartilha medonha do governo,  defendida por teóricos de ar-condicionado, o plural saía com uma  facilidade fascinante, sem aglutinações bizarras, nem neologismos  estéreis que só o grupinho fechado conhece. Percebi tratar-se de uma  menina com responsabilidades assumidas desde cedo, sem muito tempo para  dedicar a facilidades de baixo ventre que fazem tanto sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quase  no ponto em frente à rodoviária, pela janela, vi um exemplo oposto. Com  o namorado, outra menina de cabelos lisos usava um traje de saia não  mais curta que o da outra, mas de tecido fino e esvoaçante, calçando  saltos tão altos que parecia estar na ponta dos pés. Andar por aquelas  bandas de salto alto já é uma incoerência, com aquela barra então... Deu  a impresão de que ele estava desfilando com ela, porque o tempo que a  menina parece ter tomado se arrumanto, ele tomou se desleixando.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Enfim, aquela  menina era a personificação do que havia de melhor nos anos oitenta. O  modo de falar deixou às claras que aquela atitude não era uma obrigação,  porque já me doeram os ouvidos falas de moças bem uniformizadas que  tinham bolor de sobra. Não foi o caso, a bela viola tocou acordes dignos  de sua aparência jovial e aprazível.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A  menina parecia uma boneca, mas não uma boneca de louça sintética,  dessas mais artificiais do que o plástico que lhes origina. Uma boneca  para o dia-a-dia, sem afetações e disposta a enfrentar o mundo, como  parecia já fazer há bastante tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Descemos  no mesmo ponto, mas fomos para direções opostas. Me peguei perguntando  quantas crianças mais tomam aquela postura, porque não se tratava apenas  de um estilo vintage, como a roupa, mas toda ela era vintage na melhor  acepção da palavra. Deve haver mais gente com esse grau de civilidade e  maturidade por aí, não é possível que não haja.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mais cousas agradáveis aconteceram nas poucas horas de que eu dispunha para aquela noite,  mas elas não vêm ao caso. Vem o facto de um fio de esperança, que  estava quase se rompendo pelo excesso de esforços, ter recebido a  primeira camadinha de verniz em muitos anos, senão pela primeira vez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-4013638738264401643?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/4013638738264401643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=4013638738264401643&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/4013638738264401643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/4013638738264401643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/08/menina-oitentinha.html' title='Menina oitentinha'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wtXiRrCSHU8/Tjm5upUVYQI/AAAAAAAAAr8/7_YzX3WpNG4/s72-c/174926__alyssa_l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291747999999984</georss:point><georss:box>-16.6802358 -49.29908949999999 -16.6607148 -49.28440649999998</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-2819221366068171259</id><published>2011-07-28T17:21:00.001-04:00</published><updated>2011-07-29T16:27:29.956-04:00</updated><title type='text'>Ipse venena bibas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Qj5nPae-Icc/TjHSplpUkBI/AAAAAAAAAr0/ghpgYi8ZyA8/s1600/r%25C3%25A9u%252Bjusti%25C3%25A7a.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="241" src="http://2.bp.blogspot.com/-Qj5nPae-Icc/TjHSplpUkBI/AAAAAAAAAr0/ghpgYi8ZyA8/s400/r%25C3%25A9u%252Bjusti%25C3%25A7a.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;http://jboscocartuns.blogspot.com/&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Meritíssima Juíza; digníssimo corpo de jurados e juradas; nobre auditório, futuros colegas e concidadãos de boa índole. Começo agora a desfazer uma injustiça, não contra uma pessoa, que interesses pessoais não permearão minha explanação, mas contra a dignidade de toda uma classe social historicamente oprimida e achincalhada!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mostrarei, caríssimos e caríssimas, que o cidadão mostrado como vítima deste acto infeliz, na realidade, foi o provocador e único responsável pelo mesmo. Aliás, minto, perdoem. Meu cliente teve sua parcela de responsabilidade, não resistindo à tentação de baixar a crista petulante de um exibicionista inato e notório, pondo-se em um acto de loucura momentânea à agressão física que, convenhamos, não resultou em danos maiores do que os por ele sofrido. Lesões superficiais, uma camiseta de péssimo gosto rasgada e a perda de seu aparelho, que nem era novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não, eu não nego, nem meu cliente, o custo das conseqüências de um acto de violência. Acto, digníssimos, pelo qual ele já pagou, passando quase um ano em uma cela superlotada, sem ventilação, sofrendo toda sorte de agressões e humilhações, com alimentação que minha mãe não dá nem, aos porcos de sua chácara. Meu cliente não nega a paga pelo que fez, tanto não nega que já quitou moralmente com sobras. Não fosse assim, não teria o respeito do delegado que o manteve em cárcere, nem dos plantonistas com quem conversava a noite inteira.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Devo lembrar, meritíssima, corpo de jurados e juradas, que há cerca de seis meses houve uma fuga em massa da delegacia, quando criminosos de verdade abalroaram a frágil parede de suas instalações com um caminhão. Somente três, vejam bem: não trinta, mas três apreendidos não fugiram, dos cento e setenta que lá estavam. Dois deles porque estavam no banheiro de sua cela (sabe-se lá fazendo o quê, não é da minha conta) e não ouviram o estrondo. Já o meu cliente, caríssimos... meu cliente é saudável (ou teria sucumbido ás condições em que estava) e tem boa velocidade de corrida. A parede da cela de meu cliente também veio abaixo! Não mais do que vinte centímetros o separavam da liberdade ilícita que os demais não deixaram escapar! Mas ele não. Ele, de livre e espontânea vontade, com os brios que a vida ainda não conseguiu tirar-lhe, permaneceu impávido e sereno no lugar onde estava, em um canto, para que os fugitivos não o identificassem como um traidor, olhando para baixo a fim de não identificar os fugitivos e, assim, preservar a integridade de sua família, que o aguarda na humildade acolhedora de seu lar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Fosse meu cliente realmente um criminoso, ele estaria livre. E eu teria abandonado a causa! Mas ei-lo aqui, meus amigos e minhas amigas. Olhem bem para ele! Embora emborcado pelos sofrimentos sofridos, ele está altivo e tranqüilo como sua consciência, consciência de quem sabe que pagou seu débito e pode olhar de frente a sociedade que ora o julga por seus actos. Ele já os quitou. Ele não se envolveu com os criminosos que o cercavam e ameaçavam a todo momento, jamais sequer falou alto com ninguém na delegacia, como todas as testemunhas asseguraram.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os presentes, que em suas conversas antes desta sessão demonstraram boa cultura, devem ter ouvido falar das impressoras 3D, que ainda são novidade em nosso país. Pois como prova de boa vontade, durante o purgatório em que estava metido, meu cliente aprendeu a operá-las, na delegacia. Sim, ele aprendeu uma profissão e, surpresa! Ele já tem emprego garantido para quando sair deste tribunal à liberdade!!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Sim, jurados e juradas! Sim, meritíssima, a libertação de meu cliente será também o recomeço glorioso de sua vida sofrida! Uma página a ser virada para sempre! Ele me pediu que lhe conseguisse um emprego, e quando eu forneci suas qualificações, tive que selecionar o empregador. Mais uma prova da boa vontade de meu cliente em começar vida nova. Está tudo nas cópias que lhes entreguei, desde o curso de auto-cad e studio 3D até a operação das máquinas. Ele sai daqui para se apresentar ao novo trabalho. Olha, moças, ele tem perspectivas de ganhar bem com sua produção&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Surpresos, senhoras e senhores jurados? Pois a meritíssima juíza, que acompanha o caso desde o início, me parece sim estar é satisfeita com o que já esperava.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É verdade, meus caros, que meu cliente subtraiu um tablet da suposta vítima. Que essa suposta vítima saiu do episódio com lesões e teve o aparelho destruído. Meu cliente não se furtou o dever de assumir e dar cabo de sua dívida. Longe disso. Eis em suas mãos os relatórios que comprovam sua submissão prévia à pena.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Acontece que a suposta vítima é figura bem quista em rodas políticas hoje sob investigação. São amizades poderosas, que deram uma estranha rapidez a um processo que normalmente seria lento, e permitiria a meu cliente responder em liberdade. A meritíssima já está a par e determinou a investigação interna, tendo estranhado a conduta do antecessor.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;As testemunhas de acusação, ficou claro a todos, entraram em contradição várias vezes, por eu não ter me atido às perguntas de praxe e não ter feito as mesmas para todos, embora todas exigissem as mesmas respostas. Só troquei "bola" por "esphera", ou "grosso" por "espesso", e uns contradisseram aos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Com a permissão da meritíssima já concedida, vou revelar aos jurados e juradas quem é realmente a suposta vítima, que disto nada tem. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vamos aos factos. O acusador tinha o hábito de passar desnecessáriamente por aquela comunidade pobre, fazendo barbaridades com seu carro importado, pondo os pedestres em risco e exibindo suas posses aos moradores. Depois ia para o bar e ria com seus amigos pela humilhação que impunha a toda uma população. Há gravações comprovando isso. Em uma área pobre, carente de serviços públicos, ele costuma exibir maços de euros, cartões sem limites e jóias caríssimas. A defesa bem lembrou que ele tem o direito de ir e vir sem ser incomodado. Concordamos. Mas o direito de um termina na fronteira com o do outro, e ele invadiu o de uma comunidade inteira. Ostentando tentações ás quais sabia ser difícil, quase impossível um pai de família desempregado resistir, assumiu o risco de ser agredido para a subtração dos bens.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quem anda se exibindo, meus amigos e minhas amigas, chama atenção. Ele quis chamar atenção, e chamou. Que dê graças a Deus de ter sido a de um homem com vergonha na cara, que é o meu cliente! Que levante as mãos para o céu por os verdadeiros marginais da área não estarem lá, naquele momento! Porque se estivessem, o réu seria outro e a acusação seria por latrocínio! Ele quis ser atacado! Ele quis ser vítima para atrair a piedade do público! Mas ele provocou! Foi arrogante! Foi prepotente! Foi uma ameaça à dignidade da família de meu cliente.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Meu cliente não ficou com o bem subtraído e, em suaves prestações, poderia tê-lo ressarcido.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;As concidadãs devem estar estarrecidas, reconhecendo de minhas palavras um jugo que tenta tolher-lhes sua dignidade desde tempos imemoriais. Eu explico. A suposta vítima responde, hoje, à quinta acusação de atentado violento ao pudor. Estranhamente, as outras quatro vítimas foram encontradas mortas ou desapareceram sem deixar rastros. Mas a actual, embora de aparência humilde, é amiga de gente influente e está recebendo a assistência e proteção devidas. Agora a justiça ás mulheres vítimas será feita, ainda que póstuma.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O meu cliente fez questão de que o processo corresse normalmente e se comportou com dignidade, mesmo com os habeas corpus negados. A suposta vítima fez de tudo para não ir a juri. Tolheu o direito de suas vítimas de irem e virem sem serem molestadas, e eram todas trabalha...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Eu vou acabar com você! Se não calar a boca você vai ver só!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A juíza determina que o valentão seja retirado do tribunal. Ele resiste e acaba sendo preso por desacato. mesmo com todas as instruções do advogado, a arrogância de quem jamais respondeu pelo que fez, desde criança, não tolerou ser cobrado em público por seus delitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O advogado de defesa dá continuidade e inclui suas ligações com políticos que desviaram verbas e tiveram seus processos arquivados pelo congresso, evasão de divisas, sonegação, enfim, tudo a que tem direito um machão misógino que teve o cartão de crédito como babá. Não é a primeira nem a última ameaça de morte em sua carreira. Ter colocado o rapaz contra a parede e feito tomar juízo surtiu efeitos, podendo se dedicar então somente ao processo. Encontrar podres de quem se acostumou á impunidade foi fácil. Plantar cópias de provas perdidas contra o antigo juíz nem tanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ao fim, juri e magistrada reconhecem que o réu já cumpriu mais do que deveria e é posto, sob advertências, em liberdade. Como efeito colateral, angariou a simpatia do jurado e lá seus primeiros clientes. Ele foi um ladrão, é verdade, teve a oportunidade e teve a desculpa que queria para isso. Se ele realmente merecia esta chance, foi decisão do tribunal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-2819221366068171259?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/2819221366068171259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=2819221366068171259&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/2819221366068171259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/2819221366068171259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/07/ipse-venena-bibas.html' title='Ipse venena bibas'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Qj5nPae-Icc/TjHSplpUkBI/AAAAAAAAAr0/ghpgYi8ZyA8/s72-c/r%25C3%25A9u%252Bjusti%25C3%25A7a.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291747999999984</georss:point><georss:box>-16.6802358 -49.29908949999999 -16.6607148 -49.28440649999998</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-5968092465728457954</id><published>2011-07-22T20:36:00.002-04:00</published><updated>2011-11-29T14:33:45.963-04:00</updated><title type='text'>O príncipe e o dotô</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Bq_bkRNuVrk/TioXW3M3EZI/AAAAAAAAArs/ylVEvcPklk8/s1600/kate_e_william.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="170" src="http://2.bp.blogspot.com/-Bq_bkRNuVrk/TioXW3M3EZI/AAAAAAAAArs/ylVEvcPklk8/s400/kate_e_william.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Riam enquanto podem. A coroa dá muita dor de cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não sou monarquista, deixo logo esclarecido, mas também não sou republicano. Sou pró-Brasil, o que for melhor para este continente monoidiomático eu apóio.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mas com a banalização dos escândalos políticos, e o completo desavergonhamento de partidos que fazem ameaças à presidência, por seus indicados estarem sendo demitidos antes que destruam de vez a máquina pública, não posso me furtar o direito e dever de fazer esta comparação. Nem era o texto que tinha em mente para hoje. Então os meus detratores façam o favor de segurar sua sanha, que não é ataque contra vocês nem contra suas ideologias; aliás, podem ficar com elas para vocês.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guilherme,_Duque_de_Cambridge"&gt;William Arthur Philip Louis&lt;/a&gt;, ou Guilherme de Gales. Este rapaz veio ao mundo em 1982, isto não prova apenas que estou ficando velho, prova também que ele faz parte da geração que teve tudo e só fez asneiras, que cantou protestos e se rendeu àquilo contra o que protestava, enfim, ele é um garoto que teve tudo para ser pior e se tornou uma boa excessão.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Duque de Cambridge, ele será o rei do Reino Unido. Pela mentalidade reinante neste país aqui, ele tem tudo para se acomodar, ficar de papo para o ar, com a boca aberta, escancarada, esperando a coroa chegar. Ele estudou nos melhores colégios, teve a saúde cuidada com esmero e tudo mais; resumindo, poderia ser mais um playboy boboca desperdiçando seus genes e estragando a vida alheia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Só que o Duque não é filho de dotô juíz, dotô ministro, dotô ardevogado, nem de socialite falida metida a besta. É filho de Diana Spencer, neto de Sua Majestade a Rainha Elizabeth II. Embora se estranhassem, ambas concordavam que os garotos precisavam ter uma educação rigorosa, porque naquela época já se viam os estragos decorrentes da permissividade familiar. O garoto não teve sopa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Desde cedo teve todas as suas necessidades satisfeitas, mas só as necessidades. Ele costumava lavar os carros dos criados quando queria algum dinheiro extra. Mas como?!!!!! Meu fi-lhi-nho nascido em São Paulo, filho de gente de bem, com óptima genética e cheio de amigos influentes, lavar carro?!!! Mas nem os próprios dentes ele escova sem ajuda de empregados!!! É, eu sei, minha senhora, mas o Cadete Gales é um príncipe de verdade, e príncipes de verdade não têm moleza.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É tradição na família real britânica ter um tutor para orientar os pimpolhos reais, até que tenham juízo e maturidade para enfrentarem o mundo sozinhos. Quando já estava um rapazote, o tutor "sugeriu" que arranjasse um emprego, "sorte" compartilhada pelo irmão. Não se tem notícias de eles terem dirigido bêbados, em alta velocidade e matado alguém por isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;No percurso, ele foi exposto a todos os sortilégios que acometem qualquer plebeu. Aliás, ele foi mais cobrado do que todos os garotos ingleses juntos, porque esses garotos ingleses também cobravam-lhe comportamento condizente com um príncipe. Suas faltas sempre foram mais enfatizadas do que a dos futuros súditos. Todos os países do Reino Unido estavam de olho nele, o pai e a avó não tardavam em saber de seus deslizes, e cobrar-lhe por eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não bastasse ter que ganhar seu próprio sustento e estudar com afinco, o Duque ainda precisava arcar com os compromissos de um membro da família real. Quem é militar sabe do que estou falando, ele é oficial da marinha britânica, com honras e condecorações por bravura.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mas, heim?! Meu filhão garanhão, deixar as periguetes a ver navios pra receber ordem de milico, como se fosse um qualquer? Nunca! É pra isso que tenho influência em Brasília! Meu filho será deputado e fará carreira na política, multiplicando sua fortuna como fazemos desde o meu bisavô!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Pois o oficial de vôo da força aérea, sub-tenente da marinha, Real Cavaleiro da Companhia mais Nobre da Ordem da Jarreteira, e mais uma pancada de títulos que ele teve que fazer por merecer, é militar de carreira. Dentro do quartel é um oficial como outro qualquer... Durante as instruções, porque é pedir muito que o orgulho britânico não aflore nas horas de lazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Aliás, aos dezoito anos ele viajou pelo mundo fazendo trabalho humanitário, colocando a mão na massa, inclusive ajudando a levantar paredes. Isto ele herdou da mãe, que cuidou para que todo o rigor necessário à educação de um rei não o tornasse um homem frio e indiferente. Ser órfão aos quinze anos, idade difícil para qualquer um, o fez sentir a dor da perda que uma grande parcela de nossos "ricos" ignora. O Duque se importa com as pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Agora vem o mais recente distanciador. Antes de viajar em lua-de-mel com a Duquesa, ele participou de um resgate aéreo em uma montanha. Muita gente não faz idéia do quanto isto é arriscado para a equipe de resgate, mas ele faz e foi ajudar.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O que quero com isso? Anexar o Brasil ao Reino Unido? Restaurar a monarquia? Não. Só quero mostrar o disparate que é a educação que nós damos aos nossos filhos, especialmente se comparada à educação recebida por alguém que tem futuro (e uma espada sobre a cabeça) garantido como Rei da Inglaterra.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O sujeito compra uma Hilux e já se acha melhor do que todo mundo, no direito de furar sinal, parar em cima da calçada e bloquear garagem alheia. Cultivamos uma mentalidade que transforma gente de talento em profissionais arrogantes e insensíveis para com a dor alheia. Os trastes que elegemos não poderiam ser muito diferentes, pois são praticamente um reflexo daquilo em que acreditamos. O brasileiro em geral acredita que se é em benefício próprio a corrupção se justifica, seus eleitos também.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;E nossa (cof! cof!) elite? Arcaica e anacrônica como só no Brasil para conseguir subsistir. Não quer se misturar a gente comum, acha que é boa demais para pagar impostos e que um salário mínimo bruto é dinheiro demais para uma empregada. Mas seus filhos? Ah, seus filhos! Orgulho da sociedade local! Perpetuadores das tradições familiares da gente de bem! Todos eles acima do bem e do mal. Serão amos e senhores da ralé assim que aprenderem a falar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Deixar uma lua-de-mel para ajudar alguém em dificuldades? Que morra! Ter tudo na mão, quando, como e o quanto quis, tornou esses "herdeiros" altamente indiferentes às aflições alheias. Só lhes interessam seus próprios umbigos e ai de quem não gostar. O futuro está garantido e eles não moverão um dedo sequer para merecer o que querem, tomarão à força se for necessário.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Dar satisfações aos jornais? E eu pago colunas sociais pra quê? É para me fazer parecer uma rainha, me colocar acima da gentalha, e para mandar demitir qualquer um que me contrarie, seja em uma nota de rodapé. Jornal serve para manter nossa fina flor da sociedade no comando deste país.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vamos sem francos, nossa "elite" é água em pó. É cara, fútil e não justifica o nome. Não justifica nem estar onde está. Elite, lá fora, arregaça as mangas para negociar e arranjar recursos, aqui simplesmente aproveita-se uma amizade para obter empréstimos sem a menor intenção de pagá-los, enquanto outro mais forte não reclamar e exigir providências. Nenhuma mãe em sã consciência usa um filhinho de papai como modelo para educar seus rebentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quando voltar da lua de mel, o casal William e Kate voltará à rotina, cuidará do próprio sustento e arcará paralelamente com as obrigações da família real, além de ter toda a Europa no seu encalço, cobrando-lhe a postura que deve ter. E olha que eles serão os soberanos de quatro nações e ainda monarcas do Canadá. Toda a população desses países os reconhecerá como Suas Majestades o Rei e a Rainha, mesmo hoje, se eles disserem "prendam aquele homem", ninguém perguntará os motivos antes de o infeliz estar devidamente dominado. Eles têm consciência do poder que já detêm e do que deterão, porque é quase certo que Charles abdique em favor do primogênito. Eles têm poder de verdade, prestígio de verdade, apoio popular de verdade. Mesmo assim se esmeram em dar o bom exemplo? Não. Exactamente por isso se esmeram em dar o bom exemplo. As mães inglesas não têm nenhum receio em ver neles a educação de seus filhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Já a nossa (cof! cof!) elite...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-5968092465728457954?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/5968092465728457954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=5968092465728457954&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/5968092465728457954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/5968092465728457954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/07/o-principe-e-o-doto.html' title='O príncipe e o dotô'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Bq_bkRNuVrk/TioXW3M3EZI/AAAAAAAAArs/ylVEvcPklk8/s72-c/kate_e_william.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291747999999984</georss:point><georss:box>-16.6802358 -49.29908949999999 -16.6607148 -49.28440649999998</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-3529685028183915884</id><published>2011-07-16T08:02:00.003-04:00</published><updated>2011-08-09T15:05:04.766-04:00</updated><title type='text'>A fala da rabina</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Ccp9NufRIjU/TiF91pmOZyI/AAAAAAAAArg/v1jyE9BNpGc/s1600/rcaw59mom.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="355" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ccp9NufRIjU/TiF91pmOZyI/AAAAAAAAArg/v1jyE9BNpGc/s400/rcaw59mom.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Aproveite a infância e não crie caso!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Esther (esta moça &lt;a href="http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2008/01/profisso-dona-de-casa.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2009/09/judia-na-roda.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) ajuda na arrumação da sinagoga para o próximo sábado. Receberão um rabino de Israel e querem que ele se sinta em casa. Claro, as crianças foram convocadas a ajudar também. Sarah e Jacob já estão acostumados, mas os outros de vez em quando reclamam. De vez em quando alguém brinca em tom sério, perguntando à "rabina Esther" o que ela acha dessa conversa toda. Ela fica quieta em seu macacão de brim, apenas atentando ao falatório dos garotos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ao contrário dos irmãos, os outros adolescentes estão mais contaminados com a indolência do mundo ocidental do que seus pais gostariam. O bordão "A felicidade é direito de todos" lhes soa como música, na verdade uma adulação a qual mal conseguem resistir. Gostariam que contratassem uma empresa para fazer os arranjos e limpar a sinagoga, como algumas igrejas de seus amigos fazem. Esther à espreita, com pais e mães, observa. É a mulher mais respeitada da comunidade, rivalizando com o rabino em autoridade. Após a arrumação ela chama os filhos, fazendo questão de que os outros também ouçam...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Que conversa é essa que me doeram os ouvidos? Jacob, você estava reclamando de ter vindo ajudar?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ele nega, diz que conversava com Sarah enquanto passava cola quente e ela grudava os adornos, quando um grupo se mostrava inconformado em perder o fim de semana. A conversa de mãe e filhos chama atenção, especialmente quando ela acaricia os rostos dos rebentos, agradecendo a Deus por eles não terem se deixado levar pelas promessas fáceis que o mundo impõe aos jovens...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Meus filhos, eu lamento decepcioná-los, mas vocês não fizeram nada para merecerem a felicidade. Vocês ainda não tiveram tempo, na verdade nem está na hora de se preocuparem com isso, ainda são muito novos para tanto. E quando chegar a hora, não será uma balada que vai lhes trazer felicidade, nem sexo, nem o carro mais potente da cidade. Balada, no meu tempo era filme de cowboy, não são as luzes de letreiros que vão fazer vocês felizes; Se sexo trouxesse felicidade, suicídio de adolescentes não seria tão banal na Europa; Um carro impressiona enquanto não envelhece ou aparece outro melhor. Ser feliz não é algo que se ganhe, é algo que se vive por um dia só, todos os dias. Vocês têm que merecer e se sentirem merecedores. Por enquanto vocês têm a mim e seu pai para lhes garantir a satisfação de suas necessidades, por enquanto lhes basta, mas em breve vocês terão que sair no mundo e cuidar de seus assuntos sozinhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não se deixem levar por discursos de quem nunca se empenhou em criar seus filhos, se é que já os tiveram. Não se é feliz fazendo tudo o que se quer e quando se quer, isto é futilidade, uma droga entorpecente que lhe tira os sentidos mais básicos de sobrevivência, e quando perde o efeito te deixa irritadiço, agressivo, depressivo e vítima fácil de um pensamento suicida.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O que esses intelectuais cheios de diplomas e vazios de coração fazem, é jogar nos jornais as suas próprias frustrações e suas fraquezas morais, apontam na sociedade os podres que carregam dentro de si mesmos e se colocam como solução dos problemas. Eles podem ser muito bons em analisar fenômenos, mas não pessoas. Pessoas não são tão previsíveis, ou não haveria crises mundiais. Eu ainda não me conformo em como mundo se convenceu de que facilitar a vida dos filhos os deixaria mais felizes, ou pior, mais preparados. Vocês dois fazem o que escolhem, têm suas obrigações e seu lazer, este ficando à sua vontade. Mas de vez em quando me pergunto se não estou falhando em algum ponto, porque o mundo lá fora não é uma escola. Nossa família é uma escola, o mundo lá fora é pra valer, ele vai lhes cobrar que estejam prontos e vocês terão que estar prontos, ou serão engolidos por ele. O mundo lá fora é o campo de batalha, é aqui que vocês aprendem a atirar e sobreviver.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Pensem na felicidade como uma respiração. Ninguém vai respirar por vocês, é algo que precisam fazer por conta própria e o tempo todo. Se páram de se esforçar, a respiração cessa. Ninguém respira direito precisando de um respirador mecânico.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Eu sei, mama. Mas não é pra gente que está dizendo isso, é?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Para vocês também, Sarah. Para vocês também, porque nunca é demais repetir um alerta sério. Mas é em especial para essa garotada aqui ao redor, que está ouvindo o que não gosta e continuará a ouvir. Esses amigos de vocês não são responsabilidade minha, vocês são. Enquanto a má educação deles não bater à minha porta, são problema exclusivo de seus pais. Por isso mesmo, aliás, vocês não são obrigados a achar bonito tudo o que eles fazem, só porque os tornou populares. Se eles forem realmente amigos, vão entender e respeitar a escolha de vocês, mas pelo que ouvi eles não são amigos nem de si mesmos, quanto mais dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vocês não imaginam o que eu já vi de gente na sarjeta, gente que saiu de casa porque achava que seus pais não queriam que fossem felizes. Não, não estou falando de uma parábola. Nos trabalhos assistenciais que fazemos com outras comunidades e outras religiões, vemos jovens que fugiram de casa para poderem usar drogas sem serem incomodados, ou porque acharam que o interesse da família por sua vida era invasão de privacidade, ou ainda que não eram os filhos preferidos e por isso não tinham lugar na família. Há muitos assim nas ruas, pedindo esmolas. Não notaram como tem aparecido pedintes bem apessoados, com boa fluência e vocábulo estranhamente refinado? Nossa sinagoga já encontrou dezenas de famílias em outras cidades, algumas de São Paulo, que não sabiam onde seus filhos estavam. Disseram que tinham discutido e eles saíram em busca da "felicidade a que têm direito". Um fugiu com a namoradinha aos treze anos, porque os pais dela não deixaram que transassem na casa dela, faz cinco anos que ela morreu de overdose. E estava grávida.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eu não tenho o direito de sonhar por vocês, mas tenho o dever de saber o que vocês realmente querem e deixá-los no caminho para conseguirem por sua própria conta. Vocês já disseram o que querem ser e suas vontades serão respeitadas, a ponto de termos uma reserva para ajudar a custear suas faculdades. Mas isso, meus filhos, porque vocês sabem o que querem, não confundem sonho com desejo. Desejo passa, e quase sempre é coisa supérfula. Ao contrário do que vemos nas ruas, durante as assistências, vocês e as outras crianças da sinagoga têm uma idéia clara do que realmente querem. Quem sabe o que quer não se deixa irritar por algumas contrariedades, nem por vontades insatisfeitas, porque é tudo passageiro. Vocês todos estão sendo criados com mais rigor do que o habitual nesta sociedade, porque queremos que sejam felizes, mas isto só se dará com esforço próprio. Como eu já disse, é esforço a ser feito diáriamente, que não dará frutos todos os dias de suas vidas, haverá momentos em que terão que passar (metaforicamente) a pão e água. Não tentem se privar disso, faz parte de ser adulto, lhes fortalecerá. A vida adulta não é chata como muita gente diz, mas é repleta de deveres proporcionais ao poder de cada um, e esses deveres tomam nossas atenções. Essa parte de obrigação não tolhe o sonho de ninguém. Não queremos que vocês vivam nossos sonhos, já aprendemos esta lição e percebemos há muito tempo, que buscar sua realização, isto sim é direito inato de todos vocês. Não quero que viva o meu sonho, Sarah, eu o vivo todos os dias e sou realizada nele. Sou dona de casa porque amo ser dona de casa, o seu caso é outro, seu sonho e sua realização são outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Se dá uma pausa sepulcral na sinagoga. Esther sabe que não adiantaria falar tudo isso se eles não estivessem receptivos, o que demandou um trabalho de educação desde que se entenderam por gente. Às vezes, fazê-los chorar por um "Não" firme e convicto foi necessário...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- David, vem cá. Onde você estaria agora, não fosse esta preparação?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Ah, sei lá... Acho que no shopping, pra pegar o cinema...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Você tem certeza?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- ... Não.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Esta negativa foi mais convincente do que sua resposta anterior. Não é estar aqui, trabalhando com sua comunidade, que te aborrece, é estar perdendo um momento de lazer que outras pessoas estão aproveitando. Você está pensando em encontrar esses colegas ou em se encontrar?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Tem certeza de que não quer ser rabina daqui?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A pergunta feita pela enésima vez, agora pelo garoto, arranca risos dos judeus. Ela lhe afaga a cabeça e responde de pronto...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;- Tenho, David. O meu papel eu já cumpro a contento sem precisar celebrar uma cerimônia. Escuta, o serviço aqui está quase no fim, amanhã cedo só precisaremos tirar o pó e lustrar o chão. Você terá o seu lazer com a vantagem de ter tempo para decidir o que quer fazer dele, sem precisar quicar de um lado pro outro como se pudesse aproveitar tudo de uma só vez, afinal estão de férias escolares. Pense bem, porque às vezes tudo o que queremos é ficar sozinhos um pouco, faz parte da vida. Correr atrás de diversões alheias vai te privar disso. Dá sim para ter tudo, só não dá para ter tudo de uma vez, muito menos o tempo todo. Na verdade às vezes acho que você sim, seria um bom rabino. Tem gente que vai alegar que ser padre é programa de índio, parodiando o judaísmo, mas você sabe que não é bem assim. Já comentou isso com seus pais? Não? Esse mundo de facilidades desnecessárias, meu filho, na verdade impõe dificuldades imensas aos que se deixam seduzir por elas. Ele te priva do encontro com seus defeitos e suas virtudes, não te deixa reconhecer suas falhas e assim te impede de crescer e ser um adulto pleno, te obrigando a recorrer a distrações e muletas químicas para não cair. Mesmo com essas muletas a maioria cai. Existe uma diferença muito grande entre fazer uma concessão e fazer um sacrifício, diferença que depende do grau de capacidade de cada um. Joshua fez uma concessão imensa, mas tenha certeza de que para Ele não foi um sacrifício, como não foi para Moisés reunir e guiar nosso povo. Jeovah não nos exige sacrifícios, Ele não é sádico, exige as concessões que cada um é capaz de oferecer, no momento em que se fizerem necessárias e só. Em breve você estará entrando na vida adulta, será o momento de fazer as suas concessões, porque terá que fazer escolhas graves pelo resto da vida. Faz parte de ser adulto não só no judaísmo, mas em qualquer parte e religião (ou falta dela) no mundo. É abrindo mão da casca vazia que Ele nos dá a fruta nova.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Pensem bem, crianças. Facilidade é um luxo para quem está em plenas condições de enfrentar o mundo, ela pode atrofiar sua força de vontade e te deixar à mercê de qualquer sedutor.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Pensem bem, todos vocês. Daqui até o dia em que terão que arcar com a vida adulta, vocês têm bastante tempo, podem pensar com calma, contar com a ajuda de seus pais e sua comunidade. Aproveitem enquanto podem se dar esse luxo, não desperdicem sua juventude tentando seguir a alegria alheia. O do alheio não serve para vocês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-3529685028183915884?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/3529685028183915884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=3529685028183915884&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/3529685028183915884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/3529685028183915884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/07/fala-da-rabina.html' title='A fala da rabina'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Ccp9NufRIjU/TiF91pmOZyI/AAAAAAAAArg/v1jyE9BNpGc/s72-c/rcaw59mom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291747999999984</georss:point><georss:box>-16.6802358 -49.29908949999999 -16.6607148 -49.28440649999998</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-9081596414992758045</id><published>2011-07-15T18:08:00.000-04:00</published><updated>2011-07-15T18:08:14.762-04:00</updated><title type='text'>Judia na roda</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dtJUzOe32MQ/SqL3yrdaf1I/AAAAAAAAAVc/e_GN6GD32dk/s1600-h/cabala-sephiroth01b.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378133355065409362" src="http://1.bp.blogspot.com/_dtJUzOe32MQ/SqL3yrdaf1I/AAAAAAAAAVc/e_GN6GD32dk/s320/cabala-sephiroth01b.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 320px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 198px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Esther é a última convidada a falar. Foi uma semana inteira para os convidados explanarem sobre suas religiões, tirando dúvidas e quebrando mitos. Caprichosa ao extremo, se deu ao trabalho de redigir pequenos livretos sobre a Torat, feitos em papel-jornal, sucintos e objectivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;É anunciada pela nova directora, pois a última pediu transferência após ter sido nocauteada em público pela judia, se levanta em seu longuete azul claro e vai à frente...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Amigas, bom dia. É um prazer estar com vocês de novo, desta vez para um assunto tão aprazível e esclarecedor. Quero agradecer ao Padre Bernardino, ao Pastor Isidório, ao amigo Abdulah, à Monja Fuji e à directora, por terem contribuído para a boa formação moral dos meus filhos. Eu sou judia, minha família veio ao Brasil fugindo do nazismo. A precocidade da fuga permitiu que todos os documentos que juntamos nos últimos três séculos fossem salvos, e eu gostaria de dividir com vocês um pouco da sabedoria e das lições que meus antepassados transmitiram. Aliás, nossos antepassados, pois nossas religiões têm todas uma raiz comum e a minha trouxe à luz algumas das de vocês. Somos irmãos, então.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Despeja um pouco da imensa sabedoria que o estudo com afinco de suas tradições lhe deu. Inclui factos históricos já comprovados, mostrando que não é uma fanática que acredita que anjos caibam na Terra e percam seu tempo exterminando infiéis. Como Abdulah, mostra que a mulher é muito mais forte em seu meio do que o folclore cristão faz parecer...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Nossa submissão não é ao marido, mas à nossa tradição, é ela quem nos guia os passos. Não uma castração, mas um porto seguro aonde vamos quando as tormentas deste mundo de provações ameaçam-nos com um naufrágio. Um judeu que se preze sabe quem realmente manda na casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Você escolheu o seu marido?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Escolhi. E o deixei de molho por uns meses até que demonstrasse respeito por mim... Casei cedo, às vésperas de fazer dezoito anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Esther, mãe de Sarah e Jacob, conhecida na comunidade como "A Dona de Casa", conduz placidamente a entrevista, conseguindo simpatia dos presentes para com o judaísmo e até confirmando convites para uma visita à sinagoga. Ninguém reconhece a pugilista de batom que desacordou a antecessora da Carolina. Mas quando o assunto é religião, sempre aparece uma serpente para contaminar o paraíso. Uma fiél da igreja "Deus é Só Meu e Ninguém Tasca" se manifesta, afirmando que vai tirar os filhos daquela escola de ímpios...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Que absurdo é esse em falar que o Meu Senhor Jesus era judeu? Ele é o Deus vivo, o rei dos reis...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Descendente directo de Davi. Ele escolheu nascer judeu, não existia cristianismo naquela época.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Não, existiam as trevas, o reinado de Satanás. Vocês rejeitaram e mataram o Messias!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Está parecendo daqueles jornalistas que falam de Israel e só soltam besteiras. Ele foi crucificado por uma elite que se rendeu à sedução de poder dos romanos. Pela coragem que teve em cutucar feridas publicamente, é sim digno de admiração e respeito. Ele estudou a Torat, (com toda aquela sabedoria) a Kabbalah e conhecia nossas tradições como o judeu que escolheu ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A fanática solta uma gargalhada que ressona por todo o ginásio, não só isto, fica claro que não são risos de ironia ou humor, mas risos nervosos de ódio incontido. Fica claro que só não investe contra Esther porque sabe que apanharia. Ela começa a declamar o velho testamento de frente para trás, de trás para frente, da direita para a esquerda e vice-versa. Não que saiba o que significa a maioria das palavras, apenas memorizou sistematicamente...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Você gosta do Velho Testamento?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Eu amo a Palavra do Senhor, é minha muleta, meu amparo, meu abrigo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Então você gosta um pouco do judaísmo. O Velho Testamento foi todo tirado da Torat. Tudo o que você disse eu aprendi no idioma original, sem distorções e perdas por traduções sucessivas, em hebraico. Por exemplo, Eva não foi nasceu da costela, os dois eram unidos pela costela e foram separados. Vocês não devem levar ao pé da letra um documento redigido ao longo de milênios, rico em entrelinhas e com passagens que só os sacerdotes mais preparados estão aptos a compreender. Toda a alegoria da Gênesis é uma lição de maturidade para a vida, não um relato histórico e histérico de um deus rancoroso que dá as costas pela primeira falha de seus filhos. Ele sabe que somos falhos, não exigiria santidade de quem mal sabe raciocinar e amar menos ainda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A fanática faz uma cara de desprezo, sem esconder que ferve por dentro, apontando-lhe o dedo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Eu serei recebida com honras de rainha, pelos anjos. Do meu trono, no céu, eu rirei vendo você ser queimada e atormentada no inferno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Você já está no inferno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra, ra! Eu sou eleita, eu tenho direito de decidir quem vem comigo ou não para o céu, e você não vai.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Lamento informar, eu já estou no céu, você já está no seu próprio inferno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Eu sou abençoada, tenho carro novo, casa grande, fiscal nenhum me enche o saco, sou amiga de políticos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- E depois vocês se perguntam porque existem tantos ateus no mundo. Jesus não admitiu que os apóstolos sonegassem, tanto que ajudou Pedro a pagar o imposto. Agora compreendo quais são suas motivações e porque seu marido pediu o divórcio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ela emudece, faz uma repentina gritaria como se estivesse na igreja e sai jurando vingança santa. Esther se vira para os presentes, lamenta o ocorrido e continua, sendo interpelada pela directora...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Então isso é ser judia? Você estava muito segura do que disse, deu uma demonstração de cultura e domínio de causa fantástico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- É obrigação de um judeu ter consciência do que é. Eu tenho uma visão clara do mundo e do meu mundo. Eu acredito na minha religião, vivo o judaismo, mesmo quando passamos por uma crise que quase custou o meu casamento. Vejo que não dá mais tempo para dizer tudo o que pretendia, mas trouxe uma Torat em português, bem resumida e comentada para quem se interessar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;É necessário fazer um sorteio que agracia uma aluna atéia. Mas antes de encerrar, pedem que explique o que quis dizer, embora alguns façam uma boa idéia, com ela já estar no céu e a outra no inferno...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Nós temos livre arbítrio. Ninguém te manda para lugar nenhum, nós é que nos encaminhamos para lá. Ninguém com o coração corrompido atravessa sequer a calçada para o portão celeste, não importa quanto conhecimento teórico tenha e o quanto se destaque em um templo, porque o templo que interessa é justo aquele que aquela senhora desdenhou. Se eu for chamada hoje, vou sem arrependimentos, estou ciente de que tudo o que está ao meu alcance eu faço; edifico o meu lar todos os dias; disponibilizo algumas horas do meu dia por gente que talvez eu nem conheça, e levo meus filhos para que também ajudem; busco ser melhor a cada dia, rogo que Jeovah releve minhas muitas faltas e me ajude a repará-las. Minha família é tremendamente estável, passamos por crises sem desagregação, sem perda de respeito. Eu sou feliz não pela glória de ter sobrevivido ao que nos acometeu, mas apesar do que nos acometeu. Isto, uma vez aprendido, se torna parte de você e ninguém lhe toma. Isto é o céu. Agora vamos, que a Mirtes já nos chama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Como dona de casa exemplar, Esther trouxe os quitutes de seu próprio forno para a reunião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-9081596414992758045?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/9081596414992758045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=9081596414992758045&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/9081596414992758045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/9081596414992758045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2009/09/judia-na-roda.html' title='Judia na roda'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dtJUzOe32MQ/SqL3yrdaf1I/AAAAAAAAAVc/e_GN6GD32dk/s72-c/cabala-sephiroth01b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total><georss:featurename>Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6777153 -49.267629599999964</georss:point><georss:box>-16.8667803 -49.451093599999965 -16.4886503 -49.08416559999996</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-5235015766356911210</id><published>2011-07-09T18:26:00.001-04:00</published><updated>2011-07-11T14:56:21.222-04:00</updated><title type='text'>Carona humaniza até o trânsito</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mWa30sMJpZg/ThjSfapxCXI/AAAAAAAAArQ/GgGbRyR-tbI/s1600/Cadillac_CTS_Sport_Wagon-wallpaper.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-mWa30sMJpZg/ThjSfapxCXI/AAAAAAAAArQ/GgGbRyR-tbI/s400/Cadillac_CTS_Sport_Wagon-wallpaper.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Estou indo para aqueles lados. Entra!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quem viu o transporte público de Goiânia há cinco anos e o vê hoje, lê com desdém, e até um pouco de raiva, a recomendação de intelectuais para se deixar o carro em casa e usar o ônibus. O secretário de transportes da cidade acha que para nós, pagadores de seu salário, o que temos hoje está bom demais, se negando maquiavelicamente a reconhecer que nossas linhas de ônibus já foram invejáveis. Ele não usa, então mente de forma descarada a mando de quem patrocina campanhas eleitorais.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Sei que no restante do país a situação não é muito melhor, via de regra é daqui para baixo. Mas já enchi vocês demais com minha irritação em outros textos recentes, então paro por aqui com a parte política. Vou a uma solução prática que não depende da senvergonhice estatal.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Dêem carona. Acostumem-se a levar amigos e parentes, quando o destino estiver em seu itinerário. A convivência que o cotidiano corrido nos tolhe é outro bônus. Havendo mais de um com carro, pode-se fazer o rodízio, que funciona como rateamento das despesas. É preciso que o carro seja muito, mas muito beberrão para que quatro pessoas a bordo não consigam lucro com a substituição. É preciso que faça menos de três quilômetros por litro e seu motorista não conheça nenhuma técnica de condução para optimizar o rendimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Um carro particular é totalmente flexível, pode deixar cada um à porta de onde precisa estar. Para quem nunca teve o desgosto de precisar do transporte público, digo que chega a ser perigoso descer do ônibus e ainda ter que caminhar até o trabalho. Em época de horário de verão a situação piora, com a noite ainda vigorando e as sombras encobrindo facilmente um meliante. Nem falo na espera de uma hora e quarenta minutos que já amarguei, ainda mais para uma linha que já foi das melhores da cidade e hoje é uma merreca como qualquer outra. Em Goiânia, pelo menos, quem precisa de ônibus não pode sair ao compromisso com menos de uma hora de antecedência.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quem tem crianças ou idosos em casa não pode sequer pestanejar a respeito. Não bastasse o serviço ruim, os ônibus são muito altos, tanto na altura do solo quanto na dos degraus. Nossos ônibus são fabricados como os caminhões, duas longas e espessas vigas de aço ligada por travessas, formando uma escada forte e fácil de ser adaptada a diversas necessidades. O problema é que a única necessidade de um ônibus é transportar gente, não precisa levar cargas com imensas variações de altura. O chassi de vigas recebe uma carroceria, cuja altura é adequada àquele. Nenhum ônibus é mais baixo em relação ao solo do que a espessura de seu chassi.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O ideal é que todos fossem monobloco, como os antigos ônibus da Mercedes-Benz, mas com piso baixo. Um monobloco com piso baixo consegue ser tão acessível quanto uma Kombi, ou mais, porque o preço de um ônibus permite recursos de acessibilidade. Mas em nome de baratear customização extrema, como se uma estrutura tubular para monobloco não o permitisse, usa-se o velho e caminhonístico chassi de vigas. Facilita a customização para o cliente, mas é péssimo para o usuário urbano. Especialmente para crianças e idosos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Aqui vou novamente contra a maré e aconselhar o uso de carros grandes. Não, caros leitores, ao contrário do que o senso comum e leigo prega, carros grandes podem desafogar o trânsito, basta que estejam cheios de gente. Vamos para uma conta simples; Um Ford Galaxie tem cerca de 5,36m de comprimento, um Ford Ka tem 3,83m. O Galaxie leva seis pessoas, o Ka (o novo) leva cinco. O Ka tem 1,64m de largura, o Galaxie tem 1,99m. Na prática, três pessoas no banco de trás do Ka sofrem quase tanto quanto no do Fusca, no Galaxie vai todo mundo folgado, inclusive a bagagem. Na prática, um Galaxie faz o serviço de dois Kas. Dois Kas têm 7,66m de comprimento, mas no trânsito precisam manter distância, então acabam ocupando no mínimo dez metros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mudando de marca, Um Dobló pode abrir mão do porta-malas e levar sete pessoas. Sete pessoas em 4,25m de comprimento. Não é grande como parece, mas é encorpado e volumoso, o que garante o conforto dos passageiros. Faz o serviço de dois carros pequenos ocupando muito menos espaço.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;As antigas peruas americanas... nem tão antigas assim, a Caprice Wagon saiu de linha em 1996! Podiam levar até nove pessoas, com um banco suplementar embutido no porta-malas. Ela tem o tamanho aproximado do Galaxie, um metro e meio maior do que o que nos acostumamos a comprar, mas faz o serviço de dois ou três carros pequenos; porque ainda compramos caro carros de quatro lugares.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Para o nosso caso, é possível fazer uma adaptação assim na Caravan, que tem um assoalho sobre o tanque, para nivelar o assoalho, o espaço é suficiente para um banco embutido de dois lugares, fácil de ser regularizado no Detran com o carro em boas condições de uso.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mas mesmo um carro pequeno, para apenas quatro pessoas, pode fazer com louvor o serviço, simplesmente tirando três outros carros das ruas e quatro passageiros dos paus-de-arara urbanos. Durante o percurso, aproveita-se o tempo da viagem, porque muita gente só tem a ele para ter um pouco de vida social. Usar a carona para colocar os assuntos em dia é uma prática preciosa, que pode evitar o distanciamento que acomete amigos e familiares que pouco se vêem. Havendo rodízio a prática só fica mais preciosa, porque o inconsciente grava com prioridade quem é útil, aperta os laços sociais. Falta de vínculos e compromissos sociais, sabemos, é uma das causas da delinqüência.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O motorista percebe em pouco tempo, que aquele sujeito com quem compartilha a carona também é pedrestre, também pode lhe doer o atropelamento de alguém. Isto, alguém que faz questão de andar sozinho no carro, ou nunca usa transporte particular, dificilmente desenvolve. Aquele garoto atravessando a faixa passa a ser filho de alguém, porque ele estará se acostumando a dividir o carro com mais pais de família. Percebe que o seu filho também atravessa ruas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Alguém vai dizer que o ônibus leva mais gente em um espaço proporcionalmente menor, é verdade. Mas a estes peço que voltem lá para cima e leiam o que já escrevi a respeito. A corrupção corre solta no transporte público. Reduzir sua importância é um meio eficaz de combate à farra com dinheiro público. Por causa dessa corrupção os veículos são sempre superlotados, mal conservados e os itinerários podem mudar sem aviso prévio ao cidadão. Afinal eles trabalham para o governo, não para o cidadão que sustenta o governo. Em uma situação próxima à ideal, o carro poderia ser utilizado somente em dias de folga ou para viagens, mas o Brasil está longe de uma situação boa, quanto mais próxima à ideal.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Bicicleta? Sim, é uma boa opção de transporte individual para curtas distâncias. Mas não dá para levar a família nela, é só para quem não precisa levar mais ninguém consigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não bastassem o conforto e a segurança, o hábito ainda contribui com a melhoria do transporte público, que com menos demanda atenua o péssimo serviço aos usuários. Aliás, com a carona se tornando uma cultura, as empresas de ônibus e metrô teriam que rebolar para conseguir passageiros habilitados. A carona é uma ameaça letal ás máfias do transporte público.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-5235015766356911210?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/5235015766356911210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=5235015766356911210&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/5235015766356911210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/5235015766356911210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/07/carona-humaniza-ate-o-transito.html' title='Carona humaniza até o trânsito'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-mWa30sMJpZg/ThjSfapxCXI/AAAAAAAAArQ/GgGbRyR-tbI/s72-c/Cadillac_CTS_Sport_Wagon-wallpaper.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291747999999984</georss:point><georss:box>-16.6802358 -49.29908949999999 -16.6607148 -49.28440649999998</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-1986252840439292974</id><published>2011-07-06T17:10:00.000-04:00</published><updated>2011-07-06T17:10:19.639-04:00</updated><title type='text'>Coréia e Japão na Vigilância Sanitária</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1hTGtWnL3-w/ThTIQWBLE-I/AAAAAAAAArI/kLR3XLcvVKE/s1600/Korean_people0000001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="330" src="http://3.bp.blogspot.com/-1hTGtWnL3-w/ThTIQWBLE-I/AAAAAAAAArI/kLR3XLcvVKE/s400/Korean_people0000001.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Eles estão invadindo nossa praia!!!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Hoje, pouco mais de uma hora antes de findar meu expediente, apareceram um coreano e um japonês na recepção da minha divisão. O coreano, que se defende o bastante para não morrer de fome em português, serviu de intérprete e conversou com uma de nossas fiscais. Por causa do horário, só restava ela e o turno seguinte tardaria duas horas e meia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Me espantou e agradou a conduta e a postura dos amigos. O comum é o sujeito fazer-se de machão para intimidar os funcionários e conseguir dar jeitinhos, o que conosco não dá certo. Quando chega alguém de outros Estados, especialmente se conhecerem alguém em Goiânia, é tristemente normal se recusar a seguir os trâmites normais como todo mundo, alegar que "de onde eu vim não tem dessas frescura não!", ameaçar com "Vou falar com o Secretário (ou vereador, ou deputado, ou o raio que o parta) e amanhã tá todo mundo no olho da rua! Eu sou amigo do prefeito, jogo futebol com a base aliada, tenho amigos em Brasília, ah, eu tô maluco!" e outras bravatas que nos tiram do sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os estrangeiros, pelo contrário, ficaram atentos às explicações da nossa colega, perguntaram em detalhes o que precisavam saber, embora indústria e importação de medicamentos não seja a especialidade dela e tenha precisado encaminhá-los para o turno da tarde.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O tom de voz de ambos, e o japonês anotando (em inglês) tudo o que o amigo traduzia, demonstraram uma civilidade rara de se ver entre os empresários(?) brasileiros. Ao contrário do que me acostumei a ver, o tom da conversa entrou nas raias da cordialidade, mesmo as dúvidas não tendo sido totalmente sanadas, e mesmo assim as exigências legais citadas serem muitas. Mesmo sem entender patavinas, pude ouvir com clareza cada sílaba que o japonês dizia, tamanha a clareza de sua pronúncia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Para constar, eles querem abrir em Goiânia uma importadora de medicamentos e uma fábrica de drogas contra o &lt;a href="http://www.cancerdemama.com.br/"&gt;câncer de mama&lt;/a&gt;. Vocês não imaginam o vulto de investimentos que isso demanda!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não só à colega, mas a boa educação e sorrisos aos contribuintes foi de envergonhar, pelo que nossas atendentes estão acostumadas a enfrentar. O corredor entre as cadeiras e o balcão de atendimento é muito estreito, mesmo assim as pessoas costumam se deitar naquelas e interditar a passagem com as pernas, especialmente os garotões. Nossos visitantes, pelo contrário, se ativeram ao espaço que cabia a cada um e estavam atentos ao ambiente, para dar passagem sem que precisássemos pedir, sempre sorrindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O episódio fez-me lembrar de um texto (&lt;a href="http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2010/06/o-cheve-vira-de-fora.html"&gt;este&lt;/a&gt;) que fiz há um ano, e do avanço rápido com que os orientais estão tomando o mercado nacional. Eles vieram sozinhos de São Paulo, aparentemente sem conhecer ninguém em terras áridas do planalto central. Nenhuma pompa, nenhuma comitiva, nem mesmo uma secretária à tira-colo, não deixando aparentar os recursos vultuosos que estão para trazer à cidade. Uma importadora e distribuidora de medicamentos é muito cara de se abrir e manter, uma fábrica de medicamentos - ainda mais contra um câncer - é mais cara ainda. São productos delicados, muito reativos, que se estragam com grande facilidade e podem dar grandes prejuízos por qualquer descuido&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; Por isso mesmo acredito que muita gente também será trazida de Coréia e Japão, porque entre nós falta capacitação, nossos cursos são majoritariamente meras palestras prolongadas com diploma de conclusão. Vocês já viram como nossos chapas carregam caixas de medicamentos? Digo "chapas" porque a avareza de nosso empresariado o faz empregar gente tirada directo da construção civil, sem nenhum treinamento, e os remédios acabam sendo tratados como tijolos ou sacos de cimento, levando pancada para encaixar na pilha mal feita. Aliás, esse xarope aí não está com um gosto estranho?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Será uma lição muito bem dada, quando patrões acordarem e se virem recebendo ordens de um extremo oriental, talvez muitos peões fiquem sem emprego até aprenderem a tratar tijolos com a delicadeza com que se deve tratar uma caixa de ampolas, sem com isso perderem tempo e productividade. Será uma transição dura e dolorosa, mas já disse e repito que é nessa gente que está invadindo nossas terras que deposito as esperanças ora órfãs. É um choque necessário à nossa civilização capenga.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por que eu, tanto admirando as virtudes orientais, não me mudo para o Japão? Porque eu pago em impostos muito mais do que recebo do Estado, então tenho o direito de criticar com conteúdo o quanto eu quiser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eles estão invadindo nossa praia, entrando silentes pela porta da frente e a maioria de nós ainda não se deu conta. Quando o brasileiro acordar, as charges dos jornais incluirão rotineiramente os leitores de ideogramas, e os cursos de japonês, coreano e mandarim serão tão comuns quanto os de inglês. Só os estrangeiros estão sabendo aproveitar o bom momento macroeconômico do Brasil, em vez de simplesmente choramingar pela perversidade do governo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O Ultraje a Rigor (esses doidos &lt;a href="http://www.myspace.com/ultrajearigor"&gt;aqui&lt;/a&gt;) já dizia a um quarto de século, e hoje os novos imigrantes estão cumprindo a profecia roqueira:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="https://www.youtube.com/embed/2ZDB7j3LcCo" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-1986252840439292974?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/1986252840439292974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=1986252840439292974&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/1986252840439292974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/1986252840439292974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/07/coreia-e-japao-na-vigilancia-sanitaria.html' title='Coréia e Japão na Vigilância Sanitária'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1hTGtWnL3-w/ThTIQWBLE-I/AAAAAAAAArI/kLR3XLcvVKE/s72-c/Korean_people0000001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Setor Campinas, Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6704753 -49.291747999999984</georss:point><georss:box>-16.6802358 -49.29908949999999 -16.6607148 -49.28440649999998</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33349164.post-7774497293415275721</id><published>2011-07-04T17:50:00.000-04:00</published><updated>2011-11-30T13:22:36.199-04:00</updated><title type='text'>Experimente ser bom</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tcy1LMH0vpM/ThI0Z9MwVkI/AAAAAAAAArE/1SszXQGjnBw/s1600/jesus.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-tcy1LMH0vpM/ThI0Z9MwVkI/AAAAAAAAArE/1SszXQGjnBw/s400/jesus.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Viram o que fizeram a Ele?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vamos! Cadê a coragem? A moda não é viver no extremo, na fronteira da sanidade física e mental?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Experimente ser bom, realmente bom, do coração para dentro e veja o que é bom para a tosse!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ser bom não é bom para quem é. Não neste orbe de expiações, onde a perversidade é vista como caráter e a agressividade como força.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Experimente, vamos! No começo até te olham com bons olhos, aliviados de o mundo ainda ter jeito, de haver uma pessoa honesta por perto, que se importa com os outros como consigo mesmo. Mas é efêmero. Em pouco tempo as tuas virtudes passam a ser vistas como excentricidade, tuas idéias passam a ser tomadas como devaneios utopistas, teu comportamento como afetação e tuas palavras como ofensa aos que cultivam o vício.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;No trabalho te confiarão as tarefas mais relevantes, de maior responsabilidade. Tua pontualidade e lisura de concuta deixarão teus chefes felizes e tranqüilos, certos de que tudo sairá a contento. Mas pára por aí. Não será o teu salário que aumentarão tão cedo, muito menos o que receberá maior reajuste. As xerox que tiraste do próprio bolso, porque a copiadora da empresa estava quebrada, jamais serão ressarcidas. A carona que deste a colegas tantas vezes, podes esquecer, nem a mangueira de ar coprimido para calibrar os pneus te estenderão. Aliás, pode ir esquecendo o sonho de subir na empresa. A não ser que o chefão seja (duvi-de-o-dó) metade do que tu és em caráter, amargarás o teu posto até a aposentadoria. Para não dizer que nada mudará, talvez te dêem uma mesa maior e um computador mais potente, para que faças ainda mais trabalho em menos tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Os melhores salários serão para os desocupados, que passeiam pelos corredores, despejando carisma, enquanto observam idéias e métodos que podem apresentar ao chefe como se sua autoria. O reembolso será dado apenas aos malandros que superfaturarem notas fiscais de eventos tão pomposos quanto inúteis, passagens para palestras de motivação batidas que todo mundo conhece de cor e às quais eles realmente não vão. Aqueles que pegam o carro da empresa para ir à lotérica, fazer a fezinha do chefe imediato, esses talvez ganhem até carros novos pelos serviços prestados à corporação. A promoção irá para o papagaio que melhor e mais eficazmente repetir soluções que todo mundo conhece e poucos pão em prática, como tu, mas ao teu contrário os larápios têm todo tempo do mundo para adular e fazer intrigas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A tua popularidade na escola não será o que pensares. Não que não venham a gostar de ti, pelo contrário, mas ninguém te suportará por perto por muito tempo, depois que tua utilidade estiver cumprida. Ninguém suporta alguém sendo bom sem estar ganhando para isso. Para começar, ainda que consigas ensinar aos colegas, as tuas notas dificilmente serão as melhores. quem tenta ser bom costuma ser mais prático do que teórico, ainda que consiga construir uma máquina complexa com cálculos elementares, nem sempre se lembra direito de uma equação de segundo grau. Quando houver uma mudança inesperada de local de prova, de trabalho, ou quando houver prova e trabalhos de última hora, serás o último a ser avisado, se te avisarem. porque não tens tempo nem verba para gastar em esbórnia, mesmo tendo posses tu preferes gastar tempo ajudando nos negócios da família do que fazendo fama de legalzão em bares e boates. Mas provavelmente não tens abundância de recursos, então precisas trabalhar e talvez procurar emprego. Isto não será levado em conta quando houver uma falha no trabalho acadêmico. O problema será só teu e terás que arcar com ele sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;As colegas te verão como um excelente amigo, mas a maioria delas só tolerará tua índole altruísta enquanto precisar dela, pois, como dizem, "Homem bom só serve pra levar chifre e pagar a conta". Claro, com a idade isto tende a mudar, mas a idade de aprender e se socializar passa rápido. Sinto muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Se acaso se meteres em política, então se ferras de vez. Para começar, sabes que não poderá contar com os outros para fazer o que presta, se isto não lhes render poupudas comissões, então vão te sabotar só para se divertirem. Não, não estou brincando. Gente honesta é persona non grata na política brasileira, muito mais do que no resto do mundo. Não vais prometer esmolas, vais prometer usar dos recursos que o cargo oferece, e que não são poucos, para capacitar seus eleitores a subirem na vida por conta própria. Acontece que eles querem esmolas! Eles desaprenderam a ter dignidade, acham que isto é orgulho de gente metida a besta, eles trocam um voto por um lote na periferia sem pestanejar, desde o&amp;nbsp; Brasil Império é assim. Caso consigas se eleger, o que seria um milagre e por uma margem mínima de votos, será teu primeiro e último mandato, pois não te deixarão fazer nada, se brincar ainda te envolvem em um escândalo que manchará teu nome pelas próximas três encarnações. Será melhor tentar a vida em outro país.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A tua família te ama, estejas certo, ou já teria te executado ainda na puberdade. O teu insucesso, em comparação com os outros sujeitos da tua idade, a irrita. Não demos a desconfiarem que não és homem, ou não honras os seios que tens, depende do caso, para enfrentar a vida. Afinal, teus primos todos já têm algum patrimônio, que importam os métodos utilizados, ou as asneiras cometidas para tanto? Ninguém suporta a idéia de que tu podes ficar a vida inteira morando com a família, ainda que tua intenção seja outra e já tenha sido inequivocadamente exposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não se iludas, não terás reconhecimento nenhum, de ninguém em momento algum. Se teimares em trilhar este caminho, saibas que ele é escaldante à luz do dia, gélido à noite, acidentado, íngreme, repleto de pedras escorregadias, e que praticamente ninguém vai te ajudar a andar quando se ferires, porque vais se ferir muito e com grande freqüência. Caso tenhas destaque social, serás uma excessão à regra, tão rara que ninguém esperará ver outro como tu conseguir o mesmo neste século.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não cultivarás nenhum inimigo, mas o facto de não ver o inimigo de alguém como seu inimigo, fará aquele te ver como inimigo potencial. Tu serás inimigo de alguém sem teres feito nada contra ninguém. Assim sim, de graça.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quem te disse que ser bom te poupa de alguma atribulação, mentiu. Quem te disse que ser bom atrairá a bondade dos outros, mentiu. Quem te disse que ser bom é bom neste mundo, mentiu. Ou no mínimo se equivocou crassamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ser bom faz os outros verem melhor as falhas que preferem esconder, traz à tona o incômodo de ter que ver em tamanho real o erro que se tentava minimizar. Quem não usa drogas e se recusa mesmo a experimentar, vai incomodar muitos usuários, que te verão como possível delator, ou potencial censor caso venha a ter algum poder para tanto. Quem não se corrompe é visto como perigo extremo pelos corrompidos, porque ter o rabo livre te permite balançá-lo para onde tua consciência quiser, e isto pode ser muito perigoso para a integridade política e até física de um corrupto.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Se tens medo do que pode te acontecer, não dê sequer um passo adentro deste caminho. Vão te ferir. Nem todos serão maus, mas os ignorantes são facilmente manipuláveis e são rapidamente convencidos de que queres tirar o pouco que eles têm. Vão te usar como escada, sem escrúpulos, depois te abandonar assim que galgarem os degraus seguintes. Te farão promessas e te deixarão quase na miséria, para depois dizerem que não te prometeram nada e nunca te obrigaram a entrar em uma empresa. Tudo o que puderem sugar de ti, os vampiros do mundo sugarão.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Agora, se já deste alguns passos portão adentro, se continuas caminhando apesar do desconforto, se conseguiste achar que o caminho em si não é tão impiedoso quanto eu disse, meus pêsames. Acontece que ser bom vicia. Ser bom não tem cura e nada no universo vai te convencer a retroceder. Me dê a mão, que com os outros já sabes que não podemos contar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33349164-7774497293415275721?l=nanaelsoubaim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/feeds/7774497293415275721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33349164&amp;postID=7774497293415275721&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/7774497293415275721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33349164/posts/default/7774497293415275721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nanaelsoubaim.blogspot.com/2011/07/experimente-ser-bom.html' title='Experimente ser bom'/><author><name>Nanael Soubaim</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-iddodLMo4CY/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAv8/6rOajiJ56ic/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tcy1LMH0vpM/ThI0Z9MwVkI/AAAAAAAAArE/1SszXQGjnBw/s72-c/jesus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total><georss:featurename>Goiânia - GO, Brasil</georss:featurename><georss:point>-16.6777153 -49.
